quinta-feira, 7 de janeiro de 2016

UM CASO DE EXPIAÇÃO


Este industrial, que residiu nos arredores de Paris, morreu em abril de 1864, de modo horroroso. Incendiando-se
uma caldeira de verniz fervente, foi num abrir e fechar de olhos que o seu corpo se cobriu de matéria candente, pelo
que logo compreendeu ele que estava perdido. Achando-se na oficina apenas com um rapaz aprendiz, ainda teve ânimo de dirigir-se ao seu domicílio, a distância de mais de 200 metros.
Quando se lhe pôde prestar os primeiros socorros, já as carnes dilaceradas caíam aos pedaços, desnudos os ossos
de uma parte do corpo e da face. Ainda assim, sobreviveu doze horas a cruciantes sofrimentos, mas conservando
toda a presença de espírito até ao último momento, predispondo os seus negócios com perfeita lucidez.
Em toda esta cruel agonia não se lhe ouviu um só gemido, um só queixume, e morreu orando a Deus. Era um
homem honradíssimo, de caráter meigo e afetuoso, amado, prezado de quantos o conheciam. Também acatara com entusiasmo, porém pouco refletidamente, as idéias espíritas, e assim foi que, médium, não lhe faltaram inúmeras mistificações, as quais, seja dito, em nada lhe abalaram a crença.
A confiança no que os Espíritos lhe diziam, em certas circunstâncias, ia até à ingenuidade.
Evocado na Sociedade de Paris, a 29 de abril de 1864, poucos dias após a morte e ainda sob a impressão da cena
terrível que o vitimou, deu a seguinte comunicação:
“Profunda tristeza me acabrunha! Aterrado ainda pela minha trágica morte, julgo-me sob os ferros de um algoz.
“Quanto sofri!... oh! quanto sofri! Estou trêmulo, como que sentindo o cheiro nauseante de carnes queimadas.
Agonia de 12 horas, essa que padeceste, ó Espírito culpado! Mas ele a sofreu sem murmurações e por isso vai receber de Deus o seu perdão. Ó minha bem-amada, não chores, que em breve estas dores se acalmarão. Eu não mais
sofro na realidade, porém a lembrança neste caso vale pela realidade. Auxilia-me muito a noção do Espiritismo, e agora vejo que, sem essa consoladora crença, teria permanecido no delírio da morte horrível que padeci. 
Há, porém, um Espírito consolador que me não deixa, desde que exalei o último suspiro. Eu ainda falava, e já o tinha a meu lado...
Parecia-me ser um reflexo das minhas dores a produzir em mim vertigens, que me fizessem ver fantasmas... Mas não; era o meu anjo de guarda que, silencioso e mudamente, me consolava pelo coração. 
Logo que me despedi da Terra, disse-me ele: “Vem, meu filho, torna a ver o dia.” Então respirei mais livremente, julgando-me livre de medonho pesadelo; perguntei pela esposa amada, pelo filho corajoso que por mim se sacrificara, e ele me disse: “Estão todos na Terra, e tu, filho, estás entre nós.” Eu procurava o lar, onde, sempre em companhia do anjo, vi todos banhados de pranto.
A tristeza e o luto haviam invadido aquela habitação outrora pacífica. Não pude por mais tempo tolerar o espetáculo,
e, comovidíssimo, disse ao meu guia: Ó meu bom anjo, saiamos daqui. Sim, saiamos, respondeu-me, e procuremos
repouso. Daí para cá tenho sofrido menos, e, se não houvera visto inconsoláveis a esposa e os filhos e tristes
os amigos, seria quase feliz.
“O meu bom guia fez-me ver a causa da morte horrível que tive, e eu, a fim de vos instruir, vou confessá-la:
“Vai para dois séculos, mandei queimar uma rapariga, inocente como se pode ser na sua idade — 12 a 14 anos.
Qual a acusação que lhe pesava? A cumplicidade em uma conspiração contra a política clerical. Eu era então italiano
e juiz inquisidor; como os algozes não ousassem tocar o corpo da pobre criança, fui eu mesmo o juiz e o carrasco.
“Oh! quanto és grande, justiça divina! A ti submetido, prometi a mim mesmo não vacilar no dia do combate, e
ainda bem que tive força para manter o compromisso. Não murmurei, e vós me perdoastes, oh! Deus! Quando, porém, se me apagará da memória a lembrança da pobre vítima inocente? Essa lembrança é que me faz sofrer! É mister, portanto, que ela me perdoe.
“Oh! vós, adeptos da nova doutrina, que freqüentemente dizeis não poder evitar os males pela insciência do
passado! Oh! irmãos meus! bendizei antes o Pai, porque se tal lembrança vos acompanhasse à Terra, não mais haveria aí repouso em vossos corações. Como poderíeis vós, constantemente assediados pela vergonha, pelo remorso, fruir um só momento de paz? 
O esquecimento aí é um benefício, porque a lembrança aqui é uma tortura. Mais alguns dias, e, como recompensa à resignação com que suportei as minhas dores, Deus me concederá o esquecimento da falta.
Eis a promessa que acaba de fazer-me o meu bom anjo.”
O caráter do Sr. Letil, na última encarnação, prova quanto o seu Espírito se aperfeiçoou. A conduta que teve seria o resultado do arrependimento como das boas resoluções previamente tomadas, mas isso por si só não bastava: — era preciso coroar essas resoluções com uma grande expiação; era mister que suportasse como homem o suplício a outrem infligido e mais ainda: a resignação que, felizmente, não o abandonou nessa terrível contingência.
Certo, o conhecimento do Espiritismo contribuiu grandemente para sustentar-lhe a fé, a coragem oriunda da esperança de um futuro. Ciente de que as dores físicas são provas e expiações, submeteu-se a elas resignado, dizendo: Deus é justo; logo, é que eu as mereci.
Fonte - Allan Kardec, O Céu e o Inferno, do Cap.VIII "Expiações Terrestres"

terça-feira, 5 de janeiro de 2016

A HOMOSSEXUALIDADE ESTÁ AUMENTANDO POR NECESSIDADE CONFIRMADO POR BEZERRA DE MENEZES

O Espírito de Bezerra de Menezes no livro SEXO E OBSESSÃO psicografado por Divaldo Franco disse que, a partir de agora o número de homossexuais, principalmente os masculinos, vão aumentar tanto que chamará a atenção da ciência

A homossexualidade faz parte da natureza e existe em todos os reinos. É uma manifestação natural e saudável da sexualidade humana, definida, na maioria das vezes, antes do nascimento, quando o espírito irá reencarnar. Contudo, pode também se manifestar na fase adolescente ou adulta de qualquer indivíduo, sem que isso seja um mal ou desvio, mas apenas mais uma forma da sexualidade ser exercida.

A homossexualidade, em si mesma, não tem causa específica. Ela existe porque faz parte da natureza. Deus não criou apenas o macho e a fêmea heterossexuais, criou também o homossexual, o bissexual, o assexuado, o hermafrodita, etc. Tudo é natural e nada está errado.

Os espíritos não se importam com o sexo que vão reencarnar, para eles o que importa são as experiências que, se bem aproveitadas, levarão ao progresso. Por isso, reencarnar como homem, mulher, homossexual, etc, é uma escolha do espírito que se baseia no passado, nas experiências que viveu e, principalmente, no que precisarão viver para dar mais um passo na escala evolutiva.

Por muito tempo acreditou-se que os homossexuais masculinos eram espíritos de mulheres reencarnadas em expiação, e as lésbicas espíritos de homens reencarnados para resgatar o passado. O tempo passou, nós evoluímos, e os espíritos então puderam falar no assunto de outra maneira.

Os estudiosos descobriram que essa ideia de estar numa sexualidade invertida, em conflito com o corpo, não é tão verdadeira assim, cabendo apenas aos casos de transsexuais. Os homossexuais masculinos quase sempre nunca foram mulheres na vida passada. Em espírito precisaram desenvolver a feminilidade e a sexualidade feminina para aqui reencarnarem e enfrentarem a si mesmos.

Como assim?
O que uma experiência como homossexual, geralmente sofrida, pode trazer de bom?

Muitos espíritos sempre viveram fugindo de si mesmos, na vaidade, escondendo suas verdadeiras personalidades, criando máscaras. Então numa encarnação como homossexual serão obrigados a se aceitarem como são, vencendo os próprios preconceitos, tendo a coragem de serem quem são. Se aproveitarem a experiência, não caindo na promiscuidade, sairão vitoriosos.

Os homossexuais atuais e que vão aumentar a cada dia, não terão mais características psicológicas femininas. Serão homens másculos gostando de homens.

Por informação espiritual ficamos sabendo que esses homossexuais que agora estão renascendo são os antigos homossexuais da Grécia e Roma Antigas, lutadores, másculos, que chefiavam exércitos, mas eram gays. Eles estão renascendo em massa agora com um objetivo: conter a explosão demográfica, pois a Terra necessita urgentemente diminuir sua população. Então a homossexualidade fará muito bem ao nosso planeta.

sexta-feira, 25 de dezembro de 2015

Equívocos quanto ao Espiritismo


  As pessoas andam desesperadas. Tanto sofrimento. Tantos questionamentos. Uns querem o amor, outros emprego melhor. Há os que não se conformam com o fim do casamento e os que choram a separação de entes amados por excesso de orgulho e por ambição;
  Muitos perguntam: Quando serei feliz? Quando comprarei minha casa? Quando deixarei de sofrer?
  Umas abortam porque filhos lhes atrapalham a boa vida e quando vem a doença perguntam: Por que Deus está fazendo isso comigo? O que fiz para merecer essa infelicidade?
  E as súplicas aumentam. "Senhor dá-nos a tua luz" "Senhor socorre-nos"....
  Alguns já entenderam que o espírito é eterno e que devemos cuidar dele. Outros porém ainda perdem tempo com coisas passageiras.
  Uns buscam no Espiritismo a paz que perderam. Outros, que os espíritos solucionem por eles os seus problemas. Querem a alegria sem esforço, o companheiro de volta, o poder, a boa vida.
  Doutrina Espírita é doutrina de amor. É o Consolador prometido por Jesus. Não é cartomancia e nem adivinhação. Não faz pesquisa em cima de datas, nem dá recados de espíritos por internet. Não faz trabalhos e nem usa amuletos.
  Doutrina espírita não é a varinha mágica da fada madrinha. É a luz que se aponta no fim do túnel para o espírito que realmente quer se elevar acima da carne.
  É estudo, é conhecimento da essência humana, é o instrumento necessário para a REFORMA ÍNTIMA.
  É para as dores profundas e que lapidam a alma. Para os que querem se aproximar de Deus.
  Procuremos na Doutrina as respostas para nossas dores através dos ensinamentos ministrados pela Espiritualidade Maior; ensinamentos esses muito mais profundos do que simples perguntas sobre " o que comerei", "o que beberei".
  Como disse Jesus: Se o Pai cuida das aves do céu, porque não cuidará de nós?
Sol

Visão Espírita/Allan Kardec
Fonte: Portal  L.E.M.A.