domingo, 18 de dezembro de 2011

O Respeito entre as Religiões

Quantas vezes não presenciamos nossos irmãos ofendendo uns aos outros, quantas vezes não entramos na ira e ofendemos também? Difícil provação a de se acalmar nessas situações, mas difícil ainda a de se calar mesmo que se tenha razão para evitar piorar as coisas.

No entanto, o que mais nos é difícil de entender é quando religiões cristãs, seguirdoras dos ensinamentos do Cristo, ofendem umas as outras. Sabemos que as religiões não são obras diretamente do Pai, mas sim do homem, tentam divulgar os ensinamentos de Jesus, mas muitas vezes distorcidos ou mal compreendidos.

Ora, não deveriam esses que se dizem cristãos amar uns aos outros como amam a si mesmos? Isso não inclui aceitar o próximo com suas imperfeições e limitações? Também não quer dizer perdoar e tentar ajudar quando puder?

Pois é, o preconceito criado pelo homem muitas vezes é exposto de forma vulgar e ofensiva, constantemente vemos pessoas chamarem evangélicos de ex-bandidos e cobradores de dízimos, católicos de adoradores do homem por ser o papa um homem e também adoradores de imagens, espíritas de macumbeiros e falsos caridosos.

Vejamos da seguinte forma, todos somos iguais perante Deus, todos somos seres imperfeitos.

Se uns acham que doando dinheiro para a igreja e recebendo ex-bandidos, drogados ou o que for em sua religião estão fazendo algum bem para o próximo, ótimo, que assim seja feito pois todo bem é bem vindo. 

Se outros acham que seguindo o exemplo de um homem que ao menos procure fazer o bem como o Papa tenta fazê-lo, mesmo não sendo Jesus ele tenta, e colocar sua fé em santos mesmo que através de imagens, pois bem, se seguem esse exemplo dado pelo homem bom e se oram com fé pedindo a Deus e aos santos que façam algo de bom para o próximo, todo bem é bem vindo.

Se outros recebem espíritos de luz orientadores do evangelho e do amor ao invés de fazer trabalhos que prejudiquem o próximo e praticam a caridade sem se exaltar e se orgulhar disso, pois bem, eles amam ao próximo e fazem o bem.

O fato é, todo bem é necessário no mundo hoje, seja qual for a religião, seja qual for a pessoa que o pratica. Deus não nos julga pela crença, nos julga pelos atos de bondade que realizamos.

Olhemos para nossos umbigos antes de acusarmos o próximo, cada um tem sua evolução, não podemos obrigar o evangélico a pensar como o católico ou como o espírita e vice-versa.

Cada um é cada um, diferente porque Deus assim nos fez, mas iguais pertante o Pai porque assim nos quer.

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