sexta-feira, 29 de junho de 2012

Fé Raciocinada



  A fé raciocinada é inabalável, ela se baseia em fatos, em observações e não se prende às imposições de dogmas ou religiões.
  O homem que se prende às imposições da fé cega, vacila diante da provação, questiona o porque de passar por aquilo e não aceita o fato de que tudo é aprendizado na vida.
  O homem que se apoia na fé raciocinada, observa atentamente a situação, encara-a com calma e paciência e entende que logo vencerá.
  Kardec nos traz bons ensinamentos sobre a fé raciocinada tais como o que consta abaixo:

  "No seu aspecto religioso, a fé é a crença nos dogmas particulares que constituem as diferentes religiões, e todas elas têm os seus artigos de fé. Nesse sentido, a fé pode ser raciocinada ou cega. A fé cega nada examina, aceitando sem controle o falso e o verdadeiro, e a cada passo se choca com a evidência da razão. Levada ao excesso, produz o fanatismo. Quando a fé se firma no erro, cedo ou tarde se desmorona."
  2 são os pontos muito importantes desta última citação: o fanatismo e o desmoronamento da fé cega.
  O "fanatismo" ocorre quando o indivíduo acha que somente a sua religião traz a verdade. Ele se fecha para novos conhecimentos, impede que sua própria evolução espiritual possa ocorrer, passa a aceitar qualquer imposição de sua religião como única verdade sem se questionar sobre aquilo que lhe fora dito. Acaso o fanatismo nos é tido como um adjetivo bom? Não é! E isso não muda no sentido religioso, pois tudo o que vem em excesso é prejudicial ao nosso desenvolvimento e consequentemente à nós.
  O "desmoronar" da fé cega se dá justamente por ela se apoiar sobre mentiras impostas aos fiéis. Acaso a mentira dura para sempre? Não. A verdade é como o sol e a mentira como a tempestade, portanto não há tempestade que possa esconder o sol para sempre. No dia em que a verdade vem à tona, o fiel à aquela crença que impunha a mentira como sua única verdade fica sem chão, sem ter em que se apoiar. É o caso de religiões que se baseavam na famosa estória do fim do mundo, que ganhavam fiéis pelo medo, que vendiam terrenos no céu, que visavam não ajudar o seu próximo, mas sim torná-lo um "fiel cliente" da igreja.

  Não há religião que nos traga 100% a verdade, porque o homem não conhece toda a verdade de sua origem. Só é dado ao homem saber o que é necessário para ele progredir nessa vida, por isso é importante raciocinarmos sobre cada aprendizado e questionarmos a nós mesmos sobre a sua veracidade.
  Deus não nos fez robôs para aceitarmos todas as ordens, mas ao contrário, nos fez humanos para com o livre arbítrio evoluirmos conforme a nossa própria capacidade de assimilação e execução.


quinta-feira, 28 de junho de 2012

Alma ou Espírito?



  O uso de algumas palavras do nosso idioma para expressar certas coisas pode ser limitado pela pobreza da nossa linguagem. Muitas das coisas que o homem não conhece ainda ou não entende muito bem sofre com a falta de palavras para designarem o real sentido da coisa.
  Uma das questões que muitas religiões discutem é o sentido da palavra "alma" e da palavra "espírito".
  No espiritismo, segundo as orientações que recebemos dos espíritos de luz, o homem encarnado é constituído de 3 partes:

1º - Alma ou espírito que é o princípio inteligente onde residem o pensamento, a vontade e o senso moral.
2º - O corpo, envoltório material que compõe o espírito em relação com o mundo exterior.
3º - O perispírito ou invólucro fluídico, leve, imponderável, servindo de liame e de intermediário entre o espírito e o corpo.

  De uma forma mais simples podemos dizer que o perispírito é uma interface semi-material que permite à alma (não material) se unir ao corpo (material).
  Nós podemos ver os conceitos acima no livro "O que é Espiritismo" escrito por Allan Kardec, no capítulo 2, nos itens 9, 10 e 14.
  Entendemos então que a união destes três elementos "Alma, Perispírito e Corpo" irão constituir o ser humano propriamente dito.
  Em nota no livro, Kardec nos explica que a palavra "espírito" é usada para demonstrar a individualidade do ser extra-corpóreo (fora do corpo físico) e não mais o princípio inteligente.
  Podemos entender da seguinte forma então segundo Kardec:

1º - A alma é um ser simples;
2º - O espírito é um ser duplo;casca
3º - O homem é um ser triplo;

  Se lhe parece confuso essa explicação, vai ficar mais clara agora.
  A alma, segundo Kardec, é um ser simples, ou seja, o princípio inteligente que é dotado de pensamento, vontade e senso moral.
  O espírito é um ser duplo, ou seja, ele é constituído do conjunto alma + perispírito. Nesse caso, quando desencarnamos e retornamos para o plano espiritual, voltamos a ser o que eramos antes de nascer, ou seja, espírito. Voltamos a ser alma + perispírito.
  O homem então é um ser triplo porque se constitui do conjunto alma + perispírito + corpo físico. A alma se une ao perispírito para poder se unir ao corpo, pois sendo a alma imaterial, ela não poderia se unir diretamente ao corpo físico sem que este fosse constituído do mesmo elemento ou tivesse um elemento de ligação, o qual é o perispírito.
 
  Para que a alma se comunique então com o corpo, ela usa o perispírito como veículo de transmissão das emoções e sensações, assim como o corpo usa o perispírito para se comunicar com a alma. Lembrando que nós enviamos nossos pensamentos e vibrações para as outras pessoas, a alma então tem que enviar via perispírito que transmite-os para o corpo físico e por fim faz uma espécie de filtro grosseiro, antes que a vibração ou pensamento chegue ao seu destinatário (a outra pessoa).
  Enquanto encarnado, então, a alma transmite e sente por meio do corpo, pensa por meio do cérebro, mas quando desencarnada ela o faz por si só.
  O corpo separado do espírito é apenas matéria inerte, o corpo não pensa sozinho.
  Quando entramos em estado de coma ou durante o sono, por exemplo, o espírito se encontra meio liberto do corpo material. Ele pode sair porque o espírito (alma + perispírito) não precisa descansar, somente o corpo precisa se recuperar materialmente. Nesse estado, o espírito não está 100% livre, ele possui ainda um laço fluídico, relatado em alguns livros espíritas por "fio de prata", que o mantém conectado ao corpo e que ao menor sinal de necessidade trará de volta o espírito para dentro do corpo.

  É por isso que podemos encontrar entes queridos que já se foram, ou pessoas que estão a quilômetros de distância de nós durante o sono, ou até mesmo médiuns podem relatar ter conversado com pessoas que estão em estado de coma.

  O real nome que usamos para indicar este ser inteligente que habita nossos corpos não é tão importante, o mais importante para todos é o entendimento da existência destas 3 partes que constituem o homem.

quarta-feira, 27 de junho de 2012

A Riqueza



  A riqueza é uma das mais difíceis provações que podemos enfrentar. O apego que temos com os bens materiais dificulta a nossa libertação da matéria e pode nos afastar dos pensamento em Deus.
  Mas, se bem usada, a riqueza pode sim ser um recurso de adiantamento moral e espiritual. Quando se entende que é preciso compartilhar com quem tem menos, quando nos afastamos da avareza e do egoísmo, quando agimos segundo as orientações de Jesus Cristo.
  Se a riqueza fosse apenas motivo de falhas nas provações, então o trabalho que a produz seria condenado e o homem retornaria a condição de selvagem. Mas a riqueza não é somente o mal, o mal não está no dinheiro, nem na matéria, o mal está em nós e em nossas atitudes de como manuseamos esses recursos.
  O homem dotado de boas finanças e que gera trabalho para muitas pessoas, age segundo a vontade de Deus, porém este mesmo homem é alvo fácil da tentação pela luxúria e pelos desejos da carne, sendo portanto testado mais rigorosamente. Lembremos que "a quem muito é dado, muito será cobrado".
  Comumente ouve-se alguém dizer: tenho pouco ou quase nada, por que outras pessoas possuem tanto?
  Tendo em vista a dificuldade das provações dos ricos, devemos compreender que o pobre é realmente abençoado, pois o pouco que ele conseguir compartilhar, valerá muito mais do que toda a fortuna do rico compartilhada. É muito mais difícil darmos o que não temos ou o que nos é essencial do que darmos o que temos de sobra.
  "Algumas pessoas são tão pobres que não possuem nada além de dinheiro!"
  Bem aventurados são os mansos e humildes, pois estes verão os reinos dos Céus.


terça-feira, 26 de junho de 2012

Resultados do primeiro teste



Acabei de realizar o primeiro teste para criar a sala virtual de preces, mas não foi bem sucedido.

Encontrei alguns fortes problemas que irão dificultar o trabalho:

1º - O serviço de áudio para o microfone não pode ser configurado.
2º - O layout do teclado não foi aceito, portanto eu não conseguia usar acentuação nas palavras.

Acredito que o maior empecilho tenha ocorrido pelo fato de eu não utilizar o sistema operacional Windows, mas sim o Linux, pois logo que busquei informações na ajuda do express.paltalk descobri que o suporte é somente para Windows e Macintosh.

Mas encontrei outro meio, melhor em que possamos realizar esse trabalho. As dificuldades servem como experiência e nos ajudam a crescer.

Paz e luz à todos!

domingo, 24 de junho de 2012

Palestra Desgosto pela vida - Suicídio



  A palestra de Sergio Aleixo nos traz a reflexo do tema "Desgosto pela vida - Suicídio". O que leva um de nós a se entregar à depressão e buscar no suicídio uma saída para nossos problemas.

  O que o espiritismo entende por suicídio e como podemos evitar esses tipos de pensamentos?

  A palestra é bem conduzida e traz um excelente conteúdo para estudo do tema. Recomendo que conversem entre si, com seus amigos e familiares e usem esses ensinamentos para ajudarem uns aos outros, evitando assim que esse mal que atinge tantas pessoas no mundo possa um dia chegar em vosso lar.

  Quando damos mais importância à vida material, facilmente somos envolvidos pelo sentimento de fracasso e, por consequência, somos levados à tristeza e a revolta pela nossa incapacidade de alcançar nossos objetivos gananciosos. A ociosidade e a falta de fé são pontos críticos na nossa vida materialista e precisam ser observados e tratados com certa urgência.

  Confiram essa linda palestra abaixo:


 

sábado, 23 de junho de 2012

Criança - A Alma do Negócio


  Este excelente documentário reflete sobre a influência da mídia sobre as crianças e mostra como no Brasil a criança se tornou a alma do negócio para a publicidade.

  A indústria gananciosa descobriu que é mais fácil convencer uma criança do que um adulto, então, as crianças são bombardeadas por propagandas que estimulam o consumo e que falam diretamente com elas, utilizando-se de uma linguagem familiar à elas.

  O resultado disso é devastador: crianças que, aos cinco anos, já vão à escola totalmente maquiadas e com roupas que as fazem parecer adultos e não crianaças. Deixaram, muitas vezes, de brincar de correr por causa de seus saltos altos; que sabem as marcas de todos os celulares mas não sabem o que é uma minhoca; que reconhecem as marcas de todos os salgadinhos mas não sabem os nomes de frutas e legumes.

  Num jogo desigual e desumano, os anunciantes ficam com o lucro enquanto as crianças arcam com o prejuízo de sua infância encurtada, com os gastos desnecessários dos pais comovidos com os desejos de seus filhos. Contundente, ousado e real este documentário escancara a perplexidade deste cenário, convidando você a refletir sobre seu papel dentro dele e sobre o futuro da infância.

Direção Estela Renner

Produção Executiva Marcos Nisti
Maria Farinha Produções

sexta-feira, 22 de junho de 2012

A M O R




O amor puro é o reflexo do Criador em todas as criaturas.
Brilha em tudo e em tudo palpita na mesma vibração de sabedoria e beleza.
É fundamento da vida e justiça de toda a Lei.
Surge, sublime, no equilíbrio dos mundos erguidos à glória da imensidade, quanto nas flores anônimas esquecidas no campo.
Nele fulgura, generosa, a alma de todas as grandes religiões que aparecem, no curso das civilizações, por sistemas de fé à procura da comunhão com a Bondade Celeste, e nele se enraíza todo o impulso de solidariedade entre os homens.
Plasma divino com que Deus envolve tudo o que é criado, o amar é o hábito dEle mesmo, penetrando o Universo.
Vemo-lo, assim, como silenciosa esperança do Céu, aguardando a evolução de todos os princípios e respeitando a decisão de todas as consciências.
Mercê de semelhante bênção, cada ser é acalentado no degrau da vida em que se encontra.

O verme é amado pelo Senhor, que lhe concede milhares e milhares de séculos para levantar-se da viscosidade do abismo, tanto quanto o anjo que O representa junto do verme.
A seiva que nutre a rosa é a mesma que alimenta o espinho dilacerante.
Na árvore em que se aninha o pássaro indefeso, pode acolher-se a serpente com as suas armas de morte.
No espaço de uma penitenciária, respira, com a mesma segurança, o criminoso que lhe padece as grades do sofrimento e o correto administrador que lhe garante a ordem.
O amor, repetimos, é o reflexo de Deus, Nosso Pai, que se compadece de todos e que ninguém violenta, embora, em razão do mesmo amor infinito com que nos ama, determine estejamos sempre sob a lei da responsabilidade que se manifesta para cada consciência, de acordo com as suas próprias obras.
E, mando-nos, permite o Senhor perlustrarmos sem prazo o caminho de ascensão para Ele, concedendo-nos, quando impensadamente nos consagramos ao mal, a própria eternidade para reconciliar-nos com o Bem, que é Sua Regra Imutável.
Herdeiros dEle que somos, raios de Sua Inteligência Infinita e sendo Ele mesmo o Amor Eterno de Toda a Criação, em tudo e em toda parte, é da legislação por Ele estatuída que cada espírito reflita livremente aquilo que mais ame, transformando-se, aqui e ali, na luz ou na treva, na alegria ou na dor a que empenhe o coração.
Eis por que Jesus, o Modelo Divino, enviado por Ele à Terra para clarear-nos a senda, em cada passo de seu Ministério tomou o amor ao Pai por inspiração de toda a vida, amando sem a preocupação de ser amado e auxiliando sem qualquer idéia de recompensa.
Descendo `a esfera dos homens por amor, humilhando-se por amor, ajudando e sofrendo por amor, passa no mundo, de sentimento erguido ao Pai Excelso, refletindo-lhe a vontade sábia e misericordiosa.
E, para que a vida e o pensamento de todos nós lhe retratem as pegadas de luz, legou-nos, em nome de Deus, a sua fórmula inesquecível: “Amai-vos uns aos outros como eu vos amei".

Emmanuel
(Do livro "Pensamento e Vida", Emmanuel, Francisco C. Xavier)

EM TAREFA DE AMOR




A tarefa de amor
Resume-se em servir.

Decide-te e começa...
Une-te aos companheiros,
Sem contar desenganos.

Há irmãos que se queixam
Outros se desanimam,
Alguns te desaprovam,

Muitos te desconhecem...
Mas se segues com Deus
Nunca te cansarás.


Emmanuel(Do livro "Material de Construção", Emmanuel, Francisco C. Xavier)

quinta-feira, 21 de junho de 2012

Tamanho Grande



Recebi esse texto de uma grande amiga e fiquei maravilhado com seu conteúdo. Pensando no quão bom foi lê-lo decidi compartilhar com todos aqui no blog.

--------------------------------------------------------------------------------------------------------------

VOCÊ NÃO TEM NADA DE TAMANHO GRANDE AÍ NO ESTOQUE?

  Minha amiga trabalha em um brechó de um hospital, como voluntária.
  Certo dia adentrou na loja uma certa senhora bastante obesa,
e de cara a minha amiga pensou que não tinha nada na loja na numeração dela.   Se sentiu apreensiva e constrangida naquela situação, vendo a senhora percorrer as araras em busca de algo que minha amiga sabia que ela não encontraria.
  Ficou angustiada, porque não queria que a senhora se sentisse mal pelo tamanho
das peças de roupas, se sentindo excluída e fazendo a questão sobre o seu sobrepeso vir à tona de forma implícita.
  Naquele momento minha amiga rezou a Deus e pediu que lhe desse sabedoria para
conduzir a situação evitando que a cliente se sentisse excluída ou humilhada na sua autoestima.
  Foi quando o esperado aconteceu. A senhora se dirigiu à minha amiga e disse tristinha:
- É... não tem nada grande, não é?
  E a minha amiga, sem até aquele momento saber o que diria, simplesmente abriu os braços
de uma ponta a outra e lhe respondeu:
- Quem disse??? Claro que tem!! Olha só o tamanho desse abraço! E  abraçou-a com muito carinho.


  A senhora então se entregou àquele abraço acolhedor e deixou-se tomar pelas lágrimas exclamando:
- Há quanto tempo que ninguém me dava um abraço.
  E chorando, tal qual uma criança à procura de um colo, lhe disse:
- Não encontrei o que vim buscar, mas encontrei muito mais do que procurava.
  E naquele momento, através dos braços calorosos de minha amiga,
Deus afagou a alma daquela criatura, tão carente de amor e de carinho.
  Quantas almas não se encontram também tão necessitadas de um simples abraço,
de uma palavra de carinho, de um gesto de amor.
  Será que dentro de nós, se procurarmos no nosso baú, lá nas prateleiras da nossa alma,
no estoque do nosso coração, também não acharemos algo “grande” que sirva para alguém?


terça-feira, 19 de junho de 2012

O Casamento



  Existem 2 leis que regem a união de um casal: a lei imutável de Deus e a lei constantemente alterada do homem.
  Quando Deus quis unir um homem à uma mulher, concedendo-lhes permissão para abandonarem seus pais para viver um com o outro e constituir nova família, Deus assim o fez de acordo com a lei do amor incondicional e eterno, dando ao homem e a mulher o direito de se amarem e amarem seus filhos e viverem juntos.
  No entanto, temos as leis dos homens, leis que em alguns países consideram o casamento civil o suficiente, noutros o casamento religioso é necessário e noutros o triste casamento forçado pelos interesses materiais como riqueza e status ainda é praticado.
  As leis que garantem ao homem se separar da mulher variam de país para país e quando elas são iguais em ambos países, logo sofrem alterações. Por mais que as leis dos homens sejam falhas, elas são necessárias porque visam cuidar dos interesses da família, como por exemplo ajustar a situação do filho e seu sustento que nada tem a ver com a separação dos pais. Portanto, as leis dos homens ainda são necessárias, uma vez que nós não sabemos amar incondicionalmente e ainda estamos aprendendo isso.


  A lei imutável do amor que Deus criou deseja que o homem e a mulher se unam não somente na carne, mas também pelos laços da alma e que se tornem um na carne para gerarem filhos, mas se mantenham dois para cuidarem dos filhos, pois se fosse necessário apenas um para criar o filho, então o casamento não teria propósito algum senão os que os homens orgulhosos vêem.
  Ainda assim, Deus permite a separação, segundo Jesus, diante da fornicação. Isso ocorre porque Deus entende que um homem ou uma mulher que pratique a traição, não ama verdadeiramente o seu companheiro e não poderá se unir sob a lei divina do amor. Esse sofrimento causado pela traição, é fruto de nossa infantilidade, de nossa cegueira pela matéria, pela carne. Deus entende que aqueles que não se uniram verdadeiramente pelo amor, não são obrigados a viver para sempre juntos, mas não lhes priva da oportunidade de tentar, por isso ocorrem tais uniões como forma de provação das imperfeições de traição que cada um de nós pode ter.


domingo, 17 de junho de 2012

Beber e Dirigir



Foi o melhor documentário sobre o uso da bebida e o ato de dirigir que já vi, recomendo à todos que assistam o vídeo inteiro, pois cada parte dele traz algo de extraordinário para o nosso entendimento dessa droga que mata mais de 40.000 pessoas por ano.


 

Precisamos mudar essa realidade urgentemente, conscientize e eduque os seus filhos enquanto há tempo.


sexta-feira, 15 de junho de 2012

O Meu Sofrimento é Meu



  Por tantas vezes entramos em um estado de tristeza e revolta, nos julgamos sofredores mais do que os outros, nos questionamos e questionamos à Deus o porque de nós sofrermos e os que estão à nossa volta não sofrerem.
  Mas será mesmo que nós sofremos mais do que o nosso próximo? Estaríamos nós capacitados para entendermos o sofrimento alheio?
  A resposta não é muito difícil, pois não podemos medir o sofrimento de alguém sem estarmos em sua pele. O que nos ocorre é que a nossa visão egoísta deste mundo nos fecha para as verdades.


  Quando nos revoltamos e questionamos tudo isso, apenas estamos praticando o egoísmo e a inveja que nos fazem querer ter a vida que o outro tem, ter o dinheiro, ter a esposa ou marido bonitos, ter a saúde e o conforto. Mas pensemos, se cada um de nós é imperfeito e, por consequência disso, cada um de nós erra de uma forma diferente, por que nos achamos no direito de termos a mesma vida do outro se o nosso aprendizado não se dará de forma idêntica?
  É ai que caímos na realidade e descobrimos que o nosso próximo que muitas vezes aparenta estar melhor do que nós, em seu íntimo, pode sofrer muito mais e, nós que egoístas que somos, desejamos ser como ele ao invés de fazermos o que é correto, trabalhar com serenidade e fé para nossa mudança e melhoria espiritual.
  Não desejemos ser como o outro, mas desejemos ser pessoas melhores. Não pratiquemos a inveja e o egoísmo, mas pratiquemos a caridade e a reforma íntima para que possamos progredir.
  Os olhos que somente vêem a vida de seu irmão, são olhos que nada vêem além da inveja e do egoísmo. Teu sofrimento é teu, quem deve superá-lo é você, como você poderia ajudar alguém se não consegue ajudar a si mesmo?
  Reflitamos então na necessidade de aceitarmos quem somos, o que temos e trabalharmos a vida material junto com a espiritual para conquistarmos melhores condições e situações.

quinta-feira, 14 de junho de 2012

Segurança Íntima




"Inicia a edificação da própria paz, observando que todos necessitamos pensar por nós mesmos, embora sabendo que somos influenciáveis pelas idéias alheias..."


Emmanuel

Ante os impactos emocionais do cotidiano, estimarias construir a segurança íntima, a fim de que a serenidade se te faça constante cidadela defensiva e podes, indiscutivelmente, construir semelhante refúgio.

Inicia a edificação da própria paz, observando que todos necessitamos pensar por nós mesmos, embora sabendo que somos influenciáveis pelas idéias alheias.

Aceitando-nos na condição de parcelas da imensa família humana, verificaremos que as nossas dificuldades não são maiores que as dos outros.

Integrando a comunidade terrestre, suscetível de adotar numerosos enganos em razão do aprendizado em que nos encontramos, somos impelidos a entender que não estamos isentos de cometer determinados erros e que isso é compreensível, à maneira do sinal vermelho, no trânsito comum, convidando-nos a parar, de modo a seguirmos adiante, em espaço imune de riscos.

Alertados pelo impositivo de atender ao caminho que nos seja próprio, aprenderemos que a estrada dos entes mais queridos pode ser muito diferente da nossa.

Admitindo cada criatura por transeunte ou viajor no carro da própria existência, saberemos zelar por nossas diretrizes, sem interferir na condução do próximo.

Partilhando a realidade de todos, ser-nos-á fácil reconhecer que, os contratempos que nos ocorram, talvez igualmente aconteçam na marcha dos seres que amamos, competindo-nos auxilia-los, tanto quanto desejamos ser auxiliados na solução de nossos problemas.

A convicção de que todos nos achamos em caminho, buscando realizações mais ou menos idênticas entre si, sob riscos análogos, nos podará qualquer impressão de privilégio, à frente dos companheiros da Humanidade, com os quais precisamos estar em paz, na garantia da própria segurança.

Reflete nisso e concluirás que esse ou aquele viajor no mundo tem necessidade de proteger a viatura que lhe diga respeito, de maneira a não suscitar desastres que ameacem aos outros e a si mesmo.

A serenidade habitará conosco, na Terra, quando aí compreenderemos que toda criatura irmã tem o seu próprio corpo, com os sonhos, compromissos, realizações e iniciativas a que se associe, o que nos afastará dos julgamentos precipitados e das condenações indébitas, para que estejamos em plena vivência da regra áurea, cuja prática é o coração da felicidade a fim de que estejamos na felicidade do coração.

(Do livro "Calma", Emmanuel, Francisco C. Xavier)

quarta-feira, 13 de junho de 2012

Falai Pouco



  Durante a prece, muitos costumam falar muito com Deus, exageram na quantidade de palavras por acharem que quanto mais pedirem, mais serão atendidos. O fato é que Deus não considera a quantidade das palavras e nem as repetições delas, mas sim o sentimento interior que vai com cada uma delas.

  É possível realizar uma boa prece usando poucas palavras e muita humildade. O homem que se exalta, que diz a Deus que paga seus dízimos à igreja em dia, que não é pecador como o outro, que se compara com seus irmãos e se acha justo e reto, este não é ouvido como o que se aceita como pecador, ou melhor, como ser errante e com humildade pede perdão à Deus pelos seus erros. Jesus já nos dizia "quem se exaltar será rebaixado".


  Outro ponto importante na ora de orar é o lugar. Quem hora em evidência para se mostrar aos outros que é um ser fiel à Deus, não é bem visto, pois Jesus já dizia a nós para nos fecharmos no quarto e para orarmos em silêncio, com humildade e amor, abrindo nossos corações. De nada adianta orar na frente dos outros, pois este já recebeu o que precisava, já ganhou os comentários que irão alimentar o seu orgulho.

  A prece, portanto, não é medida por quantidade de palavras, mas por bondade de coração e vontade de se tornar uma pessoa melhor!

terça-feira, 12 de junho de 2012

Nunca Desista



  Agarra-te na fé e ergue-te do chão, caminha com força e coragem, pois não estás sós!
  Deus sempre irá prover o necessário para cada um de nós, nessa caminhada. Oportunidades irão passar pela nossa frente, mil, milhares, milhões de vezes e somente os atentos, preparados e oportunistas irão aproveitá-las.
  O homem sem fé se senta de cabeça baixa e chora pelos problemas, nem vê passar diante de si uma linda oportunidade de recomeçar.
  O homem de fé aguenta a provação quieto, sem murmurar, busca calmamente aguardar o momento certo e trabalha para conseguir a oportunidade, estuda para evoluir, se prepara para ser dígno da chance que lhe será oferecida.


  Deus não abandona-nos, pelo contrário, Ele testa-nos. Nossa paciência é testada, nossa fé também, nossa capacidade de raciocínio e de resolver problemas e soluções. O espírito não evolui se tiver tudo perfeito e facilitado, é preciso o desafio, é preciso o uso das qualidades que Deus lhe deu.
  Confia e prossegue com fé e resignação, logo verás os frutos de tua persistência no caminho da luz, da fé e do amor.

sábado, 9 de junho de 2012

Oportunidade de Trabalho



Gostaria de convidar à todos para conhecerem o novo projeto de auxílio que chamei de "Oportunidade de Trabalho".

  Basta clicar no link aqui e conferir os detalhes do projeto de caridade que visa auxiliar à muitos.


  Seus comentários são muito importantes para que esse projeto cresça e venha a ajudar muitas pessoas!

  Muita paz em seus corações!

quarta-feira, 6 de junho de 2012

O Barco das Religiões


Clique na imagem para visualizar melhor!


Era uma vez um povo que vivia em um mar de possibilidades...

  Neste mar, este povo foi lançado sem saber nadar bem e sem rumo que os orientasse. De repente, eles encontraram uma embarcação. Ela foi a “salvação” que procuravam, já que eles nadavam sem rumo e sob o risco de se afogarem. Subiram à embarcação e sentiram-se aliviados e protegidos, porque com eles seguiam outras pessoas que também subiram à mesma embarcação para salvarem-se.

  Era confortante e seguro estar junto com outros que buscavam o mesmo destino que era a “terra firme”. A “terra firme” parecia uma promessa distante, que nunca haviam visto, mas que sentiam que existia e pela qual perseveravam. Então seguiram todos no mesmo barco por tempos e tempos.

  Este barco, que os pareceu maravilhoso, grande e portentoso, agora era o ambiente comum. Passado o deslumbramento, assim como passa o deslumbramento das paixões, deram-se conta de que não se trata de uma embarcação tão segura assim. Mais que isso, ela possuía muitas falhas em seu casco, muitas brechas que tornavam lento o seu navegar e incerto o seu itinerário.

  Aos poucos, alguns deles começaram a mergulhar no mar de vez em quando, a fazer rápidas excursões para fora da embarcação e aprender a nadar com agilidade. Outros mais medrosos preferiam não arriscar estes nados audazes e permaneciam na segurança da embarcação, ainda que ela não fosse tão segura assim.

  Os que habitualmente pulavam para fora do barco, gradualmente adquiriram a capacidade de nadar habilmente e às vezes era monótono ficarem restritos ao barco, principalmente quando se conseguia nadar mais rápido que o grande e pesado navio. O barco antes nadava com mais agilidade, mas agora ele estava sobrecarregado de náufragos errantes e acomodados, que se recusam a fazer sua manutenção.

  Os náufragos errantes fizeram regras e políticas de como viver dentro do grande e pesado barco, e aquele foi se tornando um lugar insuportável, mas os tripulantes, ou aqueles que se elegeram tripulantes, disseram que o grande barco é o único meio de chegar à “terra firme” e que para os proteger, a partir de então, todos estariam proibidos de fazer excursões de natação ao mar.

  – O mar – diziam os tripulantes da nau – é um lugar perigoso e cheio de surpresas, é preciso que nos protejamos no grande barco.

  Aqueles que costumavam nadar se sentiam presos e pesados. Gostavam dos amigos que fizeram no barco, mesmo daqueles que tinham medo de aprender a nadar e por eles também permaneciam no barco. O pior foi que, ao observarem o barco por fora, os nadadores viam que a maresia carcomia seu casco e que mais cedo ou mais tarde ele naufragaria, lançando todos ao mar. E agora? O que seria dos amigos que não sabiam nadar? Afogar-se-iam ou seriam devorados pelos animais perigosos? Será que encontraríamos a “terra firme” antes de o grande barco naufragar?

  Ah...! A “terra firme” parecia uma promessa tão distante... Para todos os lados só víamos o vazio desolador das águas sem fim e depois de todo esse tempo não parecíamos estar perto. Nem sequer tínhamos certeza se nossos instrumentos de navegação eram precisos. E se estivéssemos navegando em círculos?

  Então um dia, corajosamente, um grupo de nadadores de vanguarda decidiu abandonar o barco. Eles já estavam muito treinados, conseguiam nadar bem mais rápido que o barco e sem se cansar. Já estavam preparados para explorar outros rumos adiante e tentar salvar aqueles que ficaram no barco antes que ele naufragasse.

  Os nadadores de vanguarda também não suportavam mais viver com as mesquinharias dos que viviam no barco; as disputas mesquinhas de poder, os simulacros e hipocrisias, as questões menores. O pior era que os tripulantes, desfrutando de condição cômoda e privilegiada, pareciam não se importar mais em atingir a “terra firme”. Eles também já tinham, sem se dar conta, perdido a esperança de chegar a “terra firme” e, por outro lado, sabiam que se chegassem lá, todas as regras, leis e hierarquias perderiam o sentido. Uma vez na “terra firme”, não existiriam mais cargos e poder, todos estariam livres da vida no barco. E os demais que viviam no barco, tinham medo de nadar e se afogar e viviam infelizes deixando que o barco decidisse seu próprio rumo, pois mesmo que o barco não levasse a lugar nenhum, pelo menos eles estariam todos juntos e morreriam todos juntos. Nada poderia ser pior que estar sozinho na imensidão do mar vazio, as pessoas preferem a morte à solidão.

  Por isso, os tripulantes do grande barco chamaram os nadadores de vanguarda de desertores e hereges. Mas os nadadores não se importavam mais com o que pensavam os tripulantes. Não foi fácil para os nadadores deixarem o navio que lhes serviu de salvação, eles se lembraram de quando estavam perdidos no mar, fracos e sem mal saber nadar e o navio apareceu para lhes oferecer apoio e fortalecimento. Mas agora que estavam mais fortes e independentes podiam seguir seu caminho, mesmo deixando para trás aqueles que amavam.

  Os nadadores de vanguarda saíram mar adentro, nadando alegremente por mares então desconhecidos. Ao atravessarem os limites do horizonte, ao atravessarem tempestades e escaparem de animais perigosos, depois de se sentirem perdidos e sozinhos, eles oraram ao deus da “terra firme” para que dessem alguma solução, para que pudessem voltar a tempo de salvar aqueles que estavam com medo no grande barco sem acreditar que ele naufragaria lançando todos ao mar.

  Eis que então apareceu uma bela criatura marinha. Ela parecia humana, mas era muito mais bela que as criaturas humanas. Seu corpo brilhava e ela podia nadar com a agilidade que nenhum dos nadadores de vanguarda conseguia nadar. E então um dos nadadores perguntou:

  - Que tipo de criatura é você? E como consegue viver sem uma embarcação ou longe da “terra firme”?

  - Sou uma criatura igual a você, mas vim de outra embarcação mais antiga. Eu e meus companheiros já deixamos nosso barco há muitos milênios. Venham comigo e eu vos mostrarei.

  Aquele ente divino conduziu os nadadores para conhecerem outros entes parecidos com ele. Os nadadores descobriram que eles eram muito mais antigos que seu grupo e estavam muito mais adaptados à água. Eles podiam viver dentro e fora d’água e guardavam muitas estórias de outros povos ainda mais antigos que eles, que dominavam todos os mares. Os nadadores de vanguarda descobriram que aquelas criaturas eram diferentes porque haviam se adaptado à vida no mar, viviam no mar como se fosse a “terra firme”, estavam a vontade e felizes.

  Naquele momento um dos nadadores de vanguarda perguntou:

  - Para que lado está a “terra firme”? Precisamos saber para salvar nossos semelhantes que vivem em uma embarcação. Logo a maresia corroerá a embarcação e eles serão lançados ao mar. Precisamos conduzir o navio à “terra firme” antes que o pior aconteça.

  E a resposta que os nadadores receberam deixou-os estupefatos. A criatura que os recebeu lhes disse com pesar e voz amena:

  - Não existe “terra firme” neste planeta.

  - O que você está dizendo? Perguntou um dos nadadores.

  - Há milênios que nós nadamos todos os mares deste planeta, nossos antepassados já mapearam todos os recantos e podemos assegurar que este é o planeta das águas. Não existe “terra firme”!

  E agora? Pensaram os nadadores de vanguarda. Será o fim de nosso povo? Mas a criatura bondosa pediu que eles a acompanhassem e os levou ao grande salão dos espelhos das criaturas aquáticas. Diante do espelho cada nadador pode contemplar que havia mudado suas formas e que agora se pareciam mais com as criaturas aquáticas do que com aqueles que viviam no barco. Haviam se adaptado!

  - Eis a resposta!, disse a criatura. – Aqui é “terra firme”, um lugar que só existe no terreno dos nossos corações. Pouco importa estar sozinho no mar ou numa embarcação, tudo é e não é “terra firme”, depende apenas de como você se sente. No passado também tivemos que abandonar nossos barcos para buscar um lugar seguro. Nunca tínhamos visto “terra firme”, este era um anseio de nossos corações, e se nós ansiávamos, então acreditávamos que deveria existir. E de fato existe, mas não da maneira que esperávamos..

  - E na sua época alguns se recusaram a aprender a nadar? Perguntou um nadador.

  - Sim! E estes são os vossos antepassados. Continuam criando embarcações onde são infelizes.

  - Mas porque existem as embarcações?

  - Existem porque vocês precisam delas. Ainda não se reconheceram como seres aquáticos, ainda não aprenderam a ser solidários se não forem obrigados a viverem juntos em uma mesma embarcação. As embarcações são necessárias enquanto ainda somos crianças e para termos a sensação de segurança necessária para aprender a nadar. Somos como um pássaro que precisa de seu ninho nas primeiras semanas de vida, mas se nos recusamos a voar, somos lançados de cima da árvore. Assim também, seus companheiros serão lançados ao mar, se continuarem a se recusar a aprender a nadar, respondeu a criatura.

  - E o que devemos fazer?, perguntaram os nadadores que agora se pareciam com as criaturas aquáticas.

  - Vocês chegaram até aqui por merecimento. Não precisam voltar se não quiserem, mas se amarem os seus de verdade, como nós nos amamos, vocês retornarão para ajudar àqueles que tem medo. “Terra firme” já está dentro de vocês. Não importa se o navio naufraga ou continua a perambular, o que importa são as pessoas que estão dentro dele. Não é pecado sair do navio, pecado é não amar. Porque quem tem “terra firme” em seu coração ama incondicionalmente, ainda que seja incompreendido e injuriado. Voltem e falem a verdade para os que estão no navio, falem onde encontrar de fato “terra firme” e que todas as embarcações serão um dia corroídas pelo tempo e pela maresia. Nada restará! Só estas palavras permanecerão. O navio ainda oferece algumas vantagens, é uma estrutura interessante onde as pessoas procuram abrigo e rumo. Se elas estão ali, é porque procuram ou procuraram por “terra firme”. Pode ser que o ambiente do navio tenha corroído também a esperança deles, mas não deixem que morra a esperança. Não liguem para os tripulantes fanáticos que bravejam acusando-os de desertores. Eles são mais dignos de pena que qualquer outro que está no navio. Não é por eles que vocês ficarão, estes tripulantes serão todos lançados ao mar e serão os primeiros a se afogarem. Usem a estrutura do navio para reavivar a esperança e conduzir com amor os seus companheiros para pequenas excursões de natação. Um dia eles também farão viagens mais audazes e descobrirão a verdade. O pessimista senta e reclama das rachaduras no casco do navio. No fundo ele ainda está ressentido porque o navio não é o que ele queria que fosse. Ele sonhava viajar num transatlântico seguro e tranqüilamente, mas as embarcações são feitas imperfeitas justamente para que pereçam e sejamos lançados ao mar. Não devemos nos ressentir pelo navio precário. O navio pouco importa para quem se tornou uma criatura do mar. O navio é uma instância transitória mas que um dia será dispensável, a diferença é que estas embarcações são caminhos para nós mesmos e não para uma terra prometida. Se seu povo tem navios é porque precisa de navios, então usem os navios para que eles aprendam a nadar. Não se preocupem com os mais renitentes, eles serão lançados inevitavelmente ao mar. Vocês convidarão a muitos, mas poucos estarão dispostos a nadar por si mesmos.

  Depois destas palavras, os nadadores voltaram ao barco para ajudar aqueles que lá ficaram. Como havia sido previsto, eles foram desacreditados, injuriados e acusados de heresia. Quando o barco afundou escaparam aqueles que sabiam nadar e quando a tragédia acontecia, os tripulantes agarravam-se ao navio recusando-se a nadar e gritavam para os que pulavam ao mar: - Hereges! Hereges! Hereges! E sucumbiram porque se recusavam a se libertar do navio.

Breno Henrique de Sousa
fonte: http://kardeconline.ning.com

terça-feira, 5 de junho de 2012

Fartura de Bens



  "A quem muito é dado, muito será cobrado!"

  Temos vontade de ter tudo, de que haja fartura na mesa, roupas à escolher, casas, carros, amigos em grande quantidade.
  Os bens materiais são concedidos em grande quantidade à uns, mas em poucas quantidades à outros e isso se deve ao fato de que quem pouco tem, pouco terá que prestar contas do que fez com o que recebeu, mas aquele que muito tem, terá que mostrar o que de bom fez com a oportunidade recebida.
  Nem sempre o que desejamos é o melhor para nós. Você pode querer uma TV de última geração porque o seu vizinho tem, mas será que isso é o mais importante para você nesse momento?
  E se você ganhasse na loteria, o que faria com tanto dinheiro? Esbanjaria? Gastaria tudo com coisas supérfluas? Ou ajudaria pessoas que necessitam tanto quanto você um dia necessitou?
  As vezes não nos damos conta das coisas que pedimos. Junto com a riqueza, vem a responsabilidade e muitas provações. Engana-se quem acha que dinheiro é a solução para a felicidade, pois ele trará tantos questionamentos à sua consciência que poderá se tornar motivo de infelicidade.
  O egoísta, avarento, obviamente veria isso com sarcasmo, sentiria vontade de rir ao pensar em dividir, compartilhar. O humilde de coração, ficaria triste se visse uma atitude contrária às leis de amor e caridade que Jesus ensinou.
  Pensemos sempre no que temos, no que podemos fazer hoje pelo próximo e se um dia formos abençoados com mais bens do que necessitamos, pensemos no que poderemos fazer em prol dos que necessitam.

Paz e luz em seus caminhos!

sábado, 2 de junho de 2012

Na Hora do Desânimo



Desânimo em ação espirita-cristã é francamente injustificável.
Vejamos alguns apontamentos, suscetíveis de confirmar-nos o asserto.



Se fomos ludibriados, na esperictativa honesta em torno de pessoas
e acontecimentos, o desânimo nos indicaria o propósito de infalibilidade,
condição incompatível com qualquer espírito em evolução.



Se incorremos em falta e caímos em desalento,isso mostraria que abdávamos sustentando juízo excessivamente benévolo,acerca de nós mesmos,quando sabemos que, por agora,somos simples aprendizes na escola da experiência; se esmorecemos na tarefa que nos cabe, tão-só porque outros patenteiam dentro dela competência que ainda estamos longe de alcançar, nossa tristeza destrutiva apenas nos revelaria a reduzida disposição de estudar e trabalhar,a fim de crescer, melhorar-nos e merecer.


Se nos desnorteamos em amargura pelo fato de algum companheiro nos endereçar advertência determinada, nesse ou naquele passo da vida, tal atitude somente nos evidenciaria o orgulho ferido, inadmissível em criaturas conscientes das próprias imperfeições.

Se entramos em desencanto porque entes amados estejam tardando em adquirir as virtudes que lhes desejamos, certamente estamos provisoriamente esquecidos de que também nós estagiamos, no passado em longos trechos de
incompreensão e rebeldia.



Claramente, ninguém se rejubila com falhas e logros, abusos e desilusões,mas
é preciso recordar que, por enquanto, nós, seres vinculados á Terra, somos alunos no educandário da existência e que espíritos bem-aventurados, em níveis muito superiores ao nosso, ainda caminham encontrando desafios da Vida e do Universo, a perseverarem no esforço de aprender.



Regozijemo-nos pela felicidade de já albergar conosco o desejo sadio de educar-nos e, toda vez que o desânimo nos atire ao chão da dificuldade, levantemo-nos, tantas vezes quantas forem necessárias para o serviço do bem, na certeza de que não estamos sozinhos e de que muito antes de nosso desapontamentos e de nossas lágrimas, Deus estava no clima de nossos problemas, providenciando e trabalhando.

Emmanuel - Livro Caminho Espírita

sexta-feira, 1 de junho de 2012

REGISTRO DA VIDA




Não despreze seu corpo.
Um músico não interpreta a melodia, usando instrumento desafinado.
Todos nós, quando encarnados na Terra, somos viajores, no carro do corpo físico.
Para que lado abre você a janela da própria observação? Para o campo ou para o charco? Para o abismo ou para o Céu?
Se uma árvore singela nasce para produzir e auxiliar, porque teria a criatura humana de corporificar-se no mundo, unicamente para férias?
 
Viver para que?
Para aprendermos a viver bem e a viver para o bem.
 
(Do livro "Endereços da Paz", André Luiz, Francisco C.. Xavier)