sexta-feira, 31 de agosto de 2012

Ansiedade


"Há pessoas que sabem o que a bíblia diz e tentam aplicá-la, mas permitem que as ansiedades da vida as desviem do rumo certo."

Hoje recebi a visita de duas moças muito educadas e que são testemunhas de Jeová. Em um de seus panfletos deixados comigo para a leitura eu me atentei na frase escrita acima.

É fato que em todas as religiões há os conhecedores das leis, mas há muitos que mesmo conhecendo não as aplicam em suas vidas.

A ansiedade pelas coisas materiais muitas vezes nos desviam do caminho, concordo plenamente com essa afirmação e ressalto que devemos vigiar nossa conduta com maior frequência.

Há pessoas que de tão ansiosas não dormem antes de viajar, crianças que não se contêm enquanto não jogam um jogo de videogame novo, apaixonados que se descabelam de ansiedade pela chegada da hora do encontro.

Observemos que toda essa ansiedade é desnecessária, que há um desequilíbrio em nossas atitudes. O Cristo mesmo nos deu aulas sobre o controle emocional, era um exemplo de paz e equilíbrio, é o exemplo a ser seguido.

Reflitamos, portanto, sobre nossas atitudes, sobre o quanto damos importância a coisas tão miúdas e deixamos de nos manter serenos e calmos no nosso dia-à-dia.

quarta-feira, 29 de agosto de 2012

Paciência constante atrai a luz do Céu...

Se o momento é de crise, não te perturbes, segue...
Serve e ora, esperando que suceda o melhor.
Queixas, gritos e mágoas são golpes em ti mesmo.
Silencia e abençoa, a verdade tem voz!...
Paciência constante atrai a luz do Céu...
Acalma-te, servindo e vencerás com Deus.

Emmanuel
(Do livro "Busca e Acharás", Francisco C. Xavier)


A paciência é uma das virtudes mais necessárias para que possamos superar nossas dificuldades. Cultivemos a paciência diante do sofrimento, enfrentemos com fé e resignação, buscando sempre elevar os pensamentos a Deus e a Jesus.

Nunca lhe faltará condições para progredir, no entanto, com calma e paciência, analisa bem se o caminho que percorres é realmente o que tu precisas percorrer.

Muitos sofrem por tentarem forçar a vida a ser como eles querem e se esquecem que o caminho é único e Deus já o traçou, fora deste caminho há ilusões materiais, sofrimento e dor. Se tu sofres, não seria esse caminho errado que tu segues?

Pensa, reflete, questione-se. Durante a meditação no ambiente de paz, nós ouvimos a resposta da consciência e o auxílio dos amigos espirituais.

Tenha fé!

terça-feira, 28 de agosto de 2012

Paciência




- Quem fala de paciência se refere à esperança.
Em vista disso, paciência quer dizer: "saber esperar"... - Emmanuel

Quando estiveres à beira da explosão na cólera, cala-te mais um pouco e o silêncio nos poupará enormes desgostos.

Quando fores tentado a examinar as consciências alheias, guarda os princípios do respeito e da fraternidade mais um pouco e a benevolência nos livrará de muitas complicações.

Quando o desânimo impuser a paralisação de tuas forças na tarefa a que foste chamado, prossegue agindo no dever que te cabe, exercitando a resistência mais um pouco e a obra realizada ser-nos-á bênção de luz.

Quando a revolta espicaçar-te o coração, usa a humildade e o entendimento mais um pouco e não sofreremos o remorso de haver ferido corações que devemos proteger e considerar.

Quando a lição oferecer dificuldades à tua mente, compelindo-te à desistência do progresso individual, aplica-te ao problema ou ao ensinamento mais um pouco e a solução será clara resposta à nossa expectativa.

Quando a idéia de repouso sugerir o adiamento da obra que te cabe fazer, persiste com a disciplina mais um pouco e o dever bem cumprido ser-nos-á alegria perene.

Quando o trabalho te parecer monótono e inexpressivo, guarda fidelidade aos compromissos assumidos mais um pouco e o estímulo voltará ao nosso campo de ação.

Quando a enfermidade do corpo trouxer pensamentos de inatividade, procurando imobilizar-te os braços e o coração, persevera com Jesus mais um pouco e prossegue auxiliando aos outros, agindo e servindo como puderes, porque o Divino Médico jamais nos recebe as rogativas em vão.

Em qualquer dificuldade ou impedimento, não te esqueças de usar um pouco mais de paciência, amor, renúncia e boa vontade, em favor de teu próprio bem-estar.

O segredo da vitória, em todos os setores da vida, permanece na arte do aprender, imaginar, esperar e fazer mais um pouco.

André Luiz / Francisco Cândido Xavier
Da obra: Apostilas da Vida

* * *

sexta-feira, 24 de agosto de 2012

Progresso


"Somos na Terra confiados ao cadinho esbrazeado do sofrimento, com raros períodos de tranquilidade, mas, sem isso, talvez entrássemos na inércia da estagnação"

Peço espírito Carlos Augusto, psicografia de Chico Xavier.

Vemos no trecho acima, que o saudoso irmão Carlos Augusto faz referência às dificuldades que enfrentamos aqui na Terra, alertando-nos ao fato de que muitos desejariam não ter que enfrentá-las, porém isso nos causaria uma pausa no processo evolutivo.

Já vimos que a humanidade em geral não gosta do trabalho, vemos isso todos os dias nas nossas reclamações sobre o esforço despendido para se realizar uma tarefa. Comumente, ouve-se a frase: Ah se eu ganhasse na loteria, ficaria rico e não trabalharia mais!

Pois bem, imaginemos a situação em que temos tudo e não precisamos realmente mais trabalhar, a vida começaria a se tornar um tédio, isso porque você não tem mais objetivos a alcançar, ao menos no ponto de vista material. Ficaria o dia todo sentado no sofá, reclamando que a vida agora é chata, que antes tinha ao menos algo a fazer, quando precisava trabalhar.

Isso ocorre também com a evolução espiritual, se nós não tivermos pontos a melhorar, não precisaremos fazer mais nada. Por isso a vida na Terra nos traz alguns desconfortos, algumas situações que nos impulsionam ao despertar e que nos fazem querer largar essa âncora da preguiça que nos leva a estagnação.

Agradeçamos todos os dias pelas provações, elas são oportunidades valiosas para nossa evolução, é graças a elas que cada um de nós tem objetivos, que temos algo para nos ocupar.

Bendito seja Deus, que cuida de seus filhos, nos ensinando a cada momento que precisamos sempre evoluir, aprender a amar, aprender a deixarmos a preguiça de lado e superar toda e qualquer dificuldade com fé, amor e humildade.

quarta-feira, 22 de agosto de 2012

Homossexualismo não é Doença


Homossexualismo não é doença, distúrbio ou perversão.
Estudo: Esio Lopes.


  A ignorância é uma das mais graves mazelas da humanidade. Isso fica claro através de múltiplas manifestações preconceituosas contra a homossexualidade. Esses homofóbicos “batem no peito” apresentando-se “Cristãos” - sem saber o que este termo na realidade significa. Vejamos o que existe em matéria de homossexualidade: quanto a família; a Organização Mundial da Saúde da ONU; e, quanto à legislação que norteia a ética dos Psicólogos registrados no Conselho Federal de Psicologia do Brasil. Devemos, ainda, abordar o tema quanto o ponto de vista de Jesus, nosso Guia e Modelo:

QUANTO A FAMÍLIA:

EDUCAÇÃO DOS FILHOS – RAUL TEIXEIRA (PROF. UNIVERSITÁRIO – DR. HONORIS CAUSA DE DIVERSAS UNIVERSIDADES NO EXTERIOR), MEU COMPANHEIRO.

QUANTO A O.M.S. da O.N.U.:

"a homossexualidade não constitui doença, nem distúrbio e nem perversão" e que os psicólogos não colaborarão com eventos e serviços que proponham tratamento e cura da homossexualidade”. (OMS/ONU).
Consulte aqui.

QUANTO A LEGISLAÇÃO ÉTICA DO CONSELHO FEDERAL DE PSOCOLOGIA:
 Consulte aqui.

QUANTO A JESUS:

  Jesus nos trouxe a Boa-Nova, a Segunda Revelação e dentre os seus ensinamentos, nos deixou os dois Mandamentos do Pai, que sintetizou toda a Lei de Moisés e todos os ensinamentos dos Profetas, contidos no Antigo Testamento (Mateus 22:36-40), que foi proibida a sua divulgação, após a vinda de João Batista (Lucas 16:16). Jesus tomou tal providência proibitiva da divulgação daqueles ensinamentos Judaicos para os Cristãos, seus seguidores, porque, eram incompatíveis com a Lei de Amor da qual era portador.
  Paulo disse claramente que a mera leitura do Antigo Testamento, representaria a colocação de um véu negro sobre a mente, que só poderia ser levantado quando se chegasse a Cristo, Jesus (2Coríntios 3:13-15). Tinha ele toda a razão, bastando para tanto que se analise o Deus que é apresentado pelos ditos ensinamentos judaicos contidos na Lei de Moisés e dos Profetas, que encontramos na Bíblia.

Encontramos no “O Evangelho Segundo o Espiritismo”, cujo texto foi ditado pela falange Espiritual do Espírito Santo e do Espírito de Verdade, o “Consolador” prometido por Jesus, a Terceira Revelação, a chave para se espancar de vez por todo este preconceito Judaico da nossa existência, da nossa consciência. Vejamos o que nos diz o Cap. X, nº. 21:
“21. Haverá casos em que convenha se desvende o mal de outrem?
  É muito delicada esta questão e, para resolvê-la, necessário se toma apelar para a caridade bem compreendida. Se as imperfeições de uma pessoa só a ela prejudicam, nenhuma utilidade haverá nunca em divulgá-la. Se, porém, podem acarretar prejuízo a terceiros, deve-se atender de preferência ao interesse do maior número. Segundo as circunstâncias, desmascarar a hipocrisia e a mentira pode constituir um dever, pois mais vale caia um homem, do que virem muitos a serem suas vítimas. Em tal caso, deve-se pesar a soma das vantagens e dos inconvenientes. - São Luís. (Paris, 1860.)”

Texto ditado pelo “Santo” da Igreja Católica, São Luis, que faz parte da Falange Espiritual do Espírito Santo, um Espírito Auxiliar de Deus e Jesus. Confira: aqui.

Jesus na Segunda Revelação, quando nos trouxe o segundo mandamento, tão importante quanto o primeiro, assim, nos apresentou o seu enunciado:
  “Mateus 22:39   O segundo, semelhante a este, é: Amarás o teu próximo como a ti mesmo”. (versão atualizada de João Ferreira Almeida).
  Gandhi, elucidando melhor disse: “Próximo é tudo o que vive”!
Ora, Jesus não nos apresentou qualquer tipo de exclusão. Ele não nos disse, por exemplo, no segundo mandamento: ...“exceto os homossexuais”.
  Cotejando o que nos diz o Espírito Santo, quanto a divulgarmos o comportamento de alguém, quando, não atinge qualquer outro indivíduo além dele próprio o que nos disse Mateus, quanto ao segundo mandamento que Jesus nos trouxe, temos que concluir que é um ato de desamor, contrário aos ensinamentos e exemplos que Jesus nos deixou, criticar aquele que faz com o seu corpo o que bem quer, ou que não quer, porque, como Espírito que é, já veio com tal comportamento em conseqüência de reencarnações pretéritas, o que é objeto de outro estudo meu.
  Assim vamos exorcizar de uma vez por todas esse comportamento perverso, abjeto, imoral e judaico (de sete mil anos atrás), da nossa mente, porque, somos “Cristãos” e Cristo não atacou qualquer homossexual, porque, tal comportamento, seria incompatível com a “Lei de Amor” que nos trouxe e com todos os demais ensinamentos e exemplos de amor que nos deixou.
  Tenho feito várias palestras sobre este tema e tenho visto uma completa manifestação contrária a qualquer tipo de comportamento de ataque à homossexualidade. Lembro que devemos muito, a muitos artistas, escritores, cientistas que foram durante a vida inteira, homossexuais. Veja o maior vendedor de quadros de grandes pintores do passado, Gasparetto – que se apresenta como homossexual assumido dizendo viver maritalmente com um companheiro e bem realizado, sendo Psicólogo, com Mestrado no exterior -, que não é Espírita, porque se fosse nada poderia cobrar, mas, sim um grande médium de Pinctografia, que reproduz grandes obras de Pintores famosos do Passado e com isso está milionário.

Gasparetto diz claramente que é homossexual desde que nasceu e se Deus que é o Seu Pai o fez assim, nada demais nisto. Ele diz que quem quiser que ele deixe de ser homossexual que pague suas contas!
 Espero que todos façam uma busca no “Google” usando os termos: <igrejas e pastores homossexuais> e vejam o resultado!
 Pergunto: quem será o doente e/ou pervertido? Afinal pensar, pesquisar e estudar não dói!

Texto de Esio Lopes

terça-feira, 21 de agosto de 2012

Equilíbrio


Quando queremos melhorar na vida material, buscamos incessantemente por meios para consegui-lo. Nossos esforços são direcionados no trabalho, idéias nos iluminam com oportunidades, uma enxurrada de tentativas são realizadas, até que nos damos conta de que é muito esforço por pouco resultado.

Por nos esforçamos tanto em enriquecer e não conseguimos? Isso também acontece em outras áreas de nossas vidas?

Existe na vida um ponto principal a ser observado e que nós frequentemente desconsideramos: o equilíbrio.

Buscar pela evolução ou melhora em um só ponto de nossas vidas não é correto, pois outros irão piorar. A vida é como uma balança, quem quer tudo de algo, acaba perdendo em outras coisas.

Ficar rico financeiramente pode parecer atrativo, mas irá fatalmente tomar seu tempo com trabalho, impedí-lo até mesmo de ter tempo para gastar tudo o que ganhou, afastá-lo das pessoas que te amam, dificultar sua evolução espiritual.

Quando dosamos melhor as coisas que fazemos buscando manter o equilíbrio natural da vida, aprendemos que nem sempre o que desejamos é o que precisamos. Saber aproveitar oportunidades e até mesmo avaliá-las se são realmente boas ou não, isso é algo que aprendemos com o tempo, com experiências.

Lembremos sempre que nos iludimos com tantas coisas, nos decepcionamos com nós mesmos por esses atos, mas aprendemos depois que poderíamos ter feito diferente e que agora podemos repensar, recomeçar, equilibrar.

Busquemos o equilíbrio em tudo o que fazemos, até mesmo nos pensamentos e então conquistaremos uma vida mais leve, suave e agradável.

sábado, 18 de agosto de 2012

sexta-feira, 17 de agosto de 2012

Ilumine-se!


A iluminação não está apenas
nos altos planos, nos inacessíveis.
Aqui mesmo, agora, você a recebe
por meio dos bons pensamentos.
Não importa a situação.
O poder de Deus é infinito,
como você sabe,e a iluminação
chega a você no mais obscuro ponto
do seu interior, ainda mesmo que você
não a perceba. Ela toca tudo o que há
em você. Alivia, onde há dor;
consola, nas aflições; esclarece,
ante as dúvidas; pacifica, onde existem
impulsos desordenados.
Detenha-se a pensar em como você
é especial para Deus e lembre-se
da luz que lhe chega!
Quanto maior a escuridão,
mais ilumina a chama da vela.


Mais um pouco...


- Quem fala de paciência se refere à esperança.
Em vista disso, paciência quer dizer: "saber esperar"... - Emmanuel

Quando estiveres à beira da explosão na cólera, cala-te mais um pouco e o silêncio nos poupará enormes desgostos.

Quando fores tentado a examinar as consciências alheias, guarda os princípios do respeito e da fraternidade mais um pouco e a benevolência nos livrará de muitas complicações.

Quando o desânimo impuser a paralisação de tuas forças na tarefa a que foste chamado, prossegue agindo no dever que te cabe, exercitando a resistência mais um pouco e a obra realizada ser-nos-á bênção de luz.

Quando a revolta espicaçar-te o coração, usa a humildade e o entendimento mais um pouco e não sofreremos o remorso de haver ferido corações que devemos proteger e considerar.

Quando a lição oferecer dificuldades à tua mente, compelindo-te à desistência do progresso individual, aplica-te ao problema ou ao ensinamento mais um pouco e a solução será clara resposta à nossa expectativa.

Quando a idéia de repouso sugerir o adiamento da obra que te cabe fazer, persiste com a disciplina mais um pouco e o dever bem cumprido ser-nos-á alegria perene.

Quando o trabalho te parecer monótono e inexpressivo, guarda fidelidade aos compromissos assumidos mais um pouco e o estímulo voltará ao nosso campo de ação.

Quando a enfermidade do corpo trouxer pensamentos de inatividade, procurando imobilizar-te os braços e o coração, persevera com Jesus mais um pouco e prossegue auxiliando aos outros, agindo e servindo como puderes, porque o Divino Médico jamais nos recebe as rogativas em vão.

Em qualquer dificuldade ou impedimento, não te esqueças de usar um pouco mais de paciência, amor, renúncia e boa vontade, em favor de teu próprio bem-estar.

O segredo da vitória, em todos os setores da vida, permanece na arte do aprender, imaginar, esperar e fazer mais um pouco.

André Luiz / Francisco Cândido Xavier
Da obra: Apostilas da Vida

* * *

quinta-feira, 16 de agosto de 2012

HA ESPIRITOS?




                              1. A duvida concernente à existência dos Espíritos tem por causa primeira a ignorância da sua verdadeira natureza. Geralmente, são imaginados como seres a parte da criação, e cuja necessidade não esta demonstrada. Muitos não os conhecem senão pelos contos fantásticos com que foram embalados, mais ou menos como se conhece a historia pelos romances; sem indagar se esses contos, apartados dos acessórios ridículos, repousam sobre um fundo de verdade, só o lado absurdo os impressiona; não se dando ao trabalho de tirar a casca amarga para descobrir a amêndoa, rejeitam o todo, como fazem, na religião, aqueles que, chocados com certos abusos, confundem tudo na mesma reprovação. 

                              Qualquer que seja a idéia que se faca dos Espíritos, essa crença esta necessariamente fundada na existência de um principio inteligente fora da matéria e é incompatível com a negação absoluta deste principio. Tomamos, pois, nosso ponto de partida na existência, sobrevivência e individualidade da alma, da qual o ESPIRITUALISMO e a demonstração teórica e dogmática, e o ESPIRITISMO a demonstração patente. Façamos, por um instante, abstração das manifestações propriamente ditas, e raciocinando por indução, vejamos a quais conseqüências chegaremos. 


                               2. Desde o momento que se admite a existência da alma e sua individualidade apos a morte, e preciso admitir também: 1., que ela e de uma natureza diferente da do corpo, uma vez que separada dele  não lhe tem mais as propriedades; 2., que goza da consciência de si mesma, uma vez que se lhe atribui a alegria ou o sofrimento; de outro modo seria um ser inerte, e o mesmo valeria para nos não te. Isto admitido, a alma vai para alguma parte; em que se torna ela e aonde vai? Segundo a crença comum ela vai para o céu ou o inferno; mas onde estão o céu e o inferno? Dizia-se antigamente que o céu estava em cima e o inferno embaixo; mas o que é o alto e o baixo no Universo, desde que se conhece a redondeza da Terra, o movimento dos astros que faz com que o alto em um momento dado torna-se o baixo em doze horas, o infinito do espaço no qual o olhar mergulha em distancias incomensuráveis? E verdade que, por lugares baixos, se entende também as profundezas da Terra; mas em que se tornaram essas profundezas desde que foram pesquisadas pela Geologia? Em que se tornaram, igualmente, essas esferas concêntricas chamadas céu de fogo, céu de estrelas, desde que se sabe que a Terra não e o centro dos mundos, que nosso Sol, ele mesmo, não e senão um dos milhões de sois que brilham no espaço, sendo cada um o centro de um turbilhão planetário? Em que se tornou a importância da Terra, perdida nessa imensidade? Por qual privilegio injustificável esse grão de areia imperceptível, que não se distingue nem por seu volume nem por sua posição, nem por um papel particular, seria o único povoado por seres racionais? A razão se recusa a admitir essa inutilidade do Infinito, e tudo nos diz que esses mundos são habitados. Se são povoados, eles fornecem, pois, seu continente ao mundo das almas, já que a Astronomia e a Geologia destruíram as moradas que lhes eram assinaladas, e, sobretudo depois que a teoria tão racional da pluralidade dos mundos as multiplicou ao infinito? A doutrina da localização das almas, não podendo estar de acordo com os dados da ciência, uma outra doutrina mais lógica lhes assinala por domínio, não um lugar determinado e circunscrito, mas o espaço universal: e todo um mundo invisível no meio do qual vivemos, que nos rodeia e nos acotovela sem cessar. Ha. nisso uma impossibilidade, alguma coisa que repugne a razão? De modo algum; tudo nos diz, ao contrario, que não pode ser de outra forma. Mas, então, em que se tornam as penas e as recompensas futuras, se lhes tirais os lugares especiais? Notai que  a incredulidade, com respeito a essas penas e recompensas, esta geralmente provocada porque se as apresenta em condições inadmissíveis; mas dizei, em lugar disso, que as almas tiram sua felicidade ou sua infelicidade de si mesmas; que sua sorte esta subordinada ao seu estado moral e que a reunião das almas simpáticas e boas e uma fonte de felicidade; que segundo seu grau de depuração,  penetram e entrevêem as coisas que se apagam diante das almas grosseiras, e todo mundo  o compreendera sem dificuldades; dizei ainda que as almas não chegam ao grau supremo senão pelos esforços que fazem por se melhorarem e depois de uma serie de provas que se prestam a sua depuração; que os anjos são as almas que alcançaram o ultimo degrau, o qual todos podem atingir com a boa vontade;  que os anjos são os mensageiros de DEUS, encarregados de velar pela execução dos seus desígnios em todo o Universo, que são felizes com suas missões gloriosas, e dareis a sua felicidade um fim mais útil e mais atraente do que aquele de uma contemplação perpetua que não seria outra coisa  senão uma inutilidade perpetua; dizei enfim, que os demônios não são senão as almas dos maus ainda não depurados, mas que podem chegar a ser como as outras, e isso parecera mais conforme a justiça e a bondade de DEUS do que a doutrina de seres criados para o mal e perpetuamente devotados ao mal. Ainda uma vez, eis ai o que a razão mais severa, a lógica mais rigorosa, o bom-senso, em uma palavra, podem admitir. 

                                Ora, essas almas que povoam o espaço são precisamente o que se chamam ESPIRITOS; os Espíritos não são, pois, outra coisa senão as almas dos homens despojadas do seu envoltório corporal. Se os Espíritos fossem seres a parte, sua existência seria hipotética; mas se admite que ha. almas, e preciso também admitir os Espíritos que não são senão as almas; se se admite que as almas estejam por toda parte, e preciso admitir igualmente que os Espíritos estão por toda parte. Não se poderia, pois, negar a existência dos Espíritos sem negar a das almas. 


                                 3. Isso, e verdade, não e senão uma teoria mais racional do que a outra; mas já e muito que uma teoria não contradiga nem a razão nem a ciência; se, alem do mais, ela esta corroborada pelos fatos, tem para si a sanção do raciocínio e da experiência. Esses fatos, nos os encontramos no fenômeno das manifestações espíritas, que são, assim, a prova patente da existência e da sobrevivência da alma. Mas, entre muitas pessoas, ai se detém à crença; admitem bem a existência da alma e, por conseguinte a dos Espíritos, mas negam a possibilidade de se comunicar com eles, pela razão, dizem, de que seres imateriais não podem agir sobre a matéria. Essa duvida esta fundada na ignorância da verdadeira natureza dos Espíritos, da qual se faz, geralmente, uma idéia muito falsa, porque são imaginados erradamente como seres abstratos, vagos e indefinidos, o que não são. 


                                  Imaginemos primeiro o Espírito em sua união com o corpo; o Espírito e o ser principal, já que e o ser PENSANTE e SOBREVIVENTE; o corpo, pois, não e senão um acessório do Espírito, um envoltório, uma veste que ele deixa quando estragada. Alem desse envoltório material, o Espírito tem um segundo, semi-material, que o une ao primeiro; na morte, o Espírito se despoja deste, mas não do segundo ao qual damos o nome de PERISPIRITO. Esse envoltório semi-material que afeta a forma humana, constitui para ele um corpo fluídico, vaporoso, mas que, por nos ser invisível em seu estado normal, não deixa de possuir algumas das propriedades da matéria. O Espírito não e, pois, um ponto, uma abstração, mas um ser limitado e circunscrito, ao qual não falta senão ser visível e palpável para se assemelhar aos seres humanos. Por que, pois, não agiria sobre a matéria? Por que seu corpo e fluídico? Mas não e entre os fluidos, os mais rarefeitos, aqueles que se consideram como imponderáveis, a eletricidade, por exemplo, que o homem acha seus mais poderosos motores? E que a luz imponderável não exerce uma ação química sobre a matéria ponderável? Nos não conhecemos a natureza intima do PERISPIRITO; mas supondo-o formado de matéria elétrica, ou outra tão sutil, por que não teria a mesma propriedade estando dirigido por uma vontade?


                                 4. A existência da alma e a de Deus, que são a conseqüência uma da outra, sendo à base de todo o edifício, antes de iniciar alguma discussão espírita, importa se assegurar de que o interlocutor admite esta base. Se a estas questões: 

                                 Credes em Deus?

                                 Credes ter uma alma?

                                 Credes na sobrevivência da alma apos a morte? - ele responde negativamente, ou mesmo se diz simplesmente: EU NAO SEI, GOSTARIA QUE FOSSE ASSIM, MA NAO ESTOU SEGURO DISSO, o que, o mais frequentemente equivale a uma negação polida, disfarçada sob uma forma menos cortante para evitar ferir, muito bruscamente, o que ele chama de preconceitos respeitáveis; seria tão inútil ir alem quanto tentar demonstrar as propriedades da luz a um cego que não admitisse a luz; porque, em definitivo, as manifestações espíritas não são outras coisas senão os efeitos das propriedades da alma; com estas ha. uma ordem diferente de idéias a seguir, se não se quer perder tempo. 

                                 Se a base esta admitida, não a titulo de PROBABILIDADE, mas como coisa averiguada, incontestável, a existência dos Espíritos dela decorre muito naturalmente.


                                 5. Resta agora a questão de saber se o Espírito pode se comunicar com o homem, quer dizer, se pode trocar pensamentos com ele. E por que não? O que e o homem senão o Espírito aprisionado em um corpo? Por que o Espírito livre não poderia se comunicar com o Espírito cativo, como o homem livre com o que está aprisionado? Desde que admitais a sobrevivência da alma, e racional não admitir a sobrevivência das afeições? Uma vez que as almas estão por toda parte, nao e natural pensar que a de um ser que nos amou durante a vida venha para perto de nos, que deseja se comunicar conosco e que se sirva, para isso, dos meios que estão a sua disposição? Durante sua vida nao agia sobre a matéria do seu corpo? Nao era ela quem lhe dirigia os movimentos? Por que, pois, apos a morte, de acordo com um outro  Espírito ligado a um corpo, nao emprestaria esse corpo vivo para manifestar seu pensamento, como um mudo pode se servir de um falante para se fazer compreender?


                                  6. Façamos, por um instante, abstração dos fatos que, para nos, tornam a coisa incontestável; admitamo-la a titulo de simples hipótese; pecamos que os incrédulos nos provem nao por simples negação, porque sua opinião pessoal nao pode fazer lei, mas por razoes peremptórias, que isso nao e possível. Nós nos colocamos no seu terreno, e uma vez que querem apreciar os fatos espíritas com a ajuda das leis da matéria, que tomem, pois, nesse arsenal, alguma demonstração matemática, física, química, mecânica, fisiológica e provem por "a" mais "b", sempre partindo do principio da existência e da sobrevivência da alma:

                                  1. Que o ser que pensa em nós durante a vida, nao deve mais pensar apos a morte;

                                  2. Que, se pensa, nao deve mais pensar naqueles que amou;

                                  3. Que se pensa naqueles que amou, nao deve mais querer se comunicar com eles;

                                  4. Que, se pode estar por toda parte, nao pode estar ao nosso lado;

                                  5. Que, se esta ao nosso lado, nao pode se comunicar conosco;

                                  6. Que por seu corpo fluídico nao pode agir sobre a matéria inerte;

                                  7. Que, se pode agir sobre a matéria inerte, nao pode agir sobre um ser animado;

                                  8. Que, se pode agir sobre um ser animado, nao pode dirigir sua mão para fazê-lo escrever;

                                  9. Que, podendo fazê-lo escrever, nao pode responder as suas perguntas e transmitir-lhe seu pensamento.


                                  Quando os adversários do Espiritismo nos tiverem demonstrado que isso não e possível, por razão estão patentes como aquelas pelas quais Galileu demonstrou que nao e o Sol que gira ao redor da Terra, então poderemos dizer que suas duvidas são fundadas; infelizmente, ate este dia, toda a sua argumentação se resume nestas palavras: EU NAO CREIO, PORTANTO, ISSO E IMPOSSIVEL. Eles nos dirão, sem duvida, que cabe a nos provar a realidade das manifestações; nos as provamos pelos fatos e pelo raciocínio; se eles não admitem nem um nem outro, se negam o que vêem, cabe a eles provarem que o nosso raciocínio e falso e que os fatos são impossíveis.

terça-feira, 14 de agosto de 2012

Descanso


“E ele disse-lhes: vinde vós, aqui à parte, a um lugar deserto, e repousai um pouco;
porque havia muitos que iam e vinham e não tinham tempo para comer.” ( Marcos, 6:31 )

Pressa e agitação caracterizam o ambiente das criaturas menos avisadas em todos os tempos.
Na época de Jesus, muita gente já ia e vinha aqui e acolá, sofrendo a pressão de exigências da ida material, acreditando não dispor de tempo para pensar.
Isso fez que o Mestre se dirigisse à multidão, exortando: “vinde vós, aqui à parte, a um lugar deserto, e repousai um pouco”.
Entretanto, assim como aparecem os que exageram as próprias necessidades, caindo em precipitação, temos os companheiros que se excedem no descanso, encontrando, a cada passo, motivos para a fuga do dever a cumprir. À vista de embaraços mínimos, declaram-se fatigados, desiludidos, deprimidos ou enfermos, e param a máquina do serviço que lhes compete, recolhendo-se à inércia, com o pretexto de meditação, refazimento, virtude ou prece. Para isso, muitos dizem que o próprio Jesus aconselhou o repouso e a oração, esquecendo-se de que o Senhor reconstituía as forças no retiro, a fim de tornar ao serviço e prosseguir trabalhando...
Nesse sentido, convém recordar as palavras textuais do Evangelho. Jesus não afirmou: repousai quanto quiserdes, mas sim, repousai em pouco.

Do livro "Palavras de Vida Eterna", Emmanuel, Francisco C. Xavier

domingo, 12 de agosto de 2012

Muitos os Chamados


 

Palestra de Sergio Aleixo sobre o estudo do Evangelho Segundo o Espiritismo.

Nessa palestra, Sergio nos fala sobre fato de que muitos são os chamados, mas poucos são os escolhidos e fala sobre a responsabilidade do verdadeiro cristão, que tem a obrigação de trabalhar na caridade conforme ensinou Jesus.

sexta-feira, 10 de agosto de 2012

Provações


"Se Deus encheu a sua vida com obstáculos, é porque Ele acredita que você é capaz de superá-los"!

Observa sempre que seu fardo não é mais pesado do que você seja capaz de resolver. Tudo pode se tornar mais leve e mais simples se você quiser, observa com calma a situação, respira fundo e reflete, ora e medita para encontrar a luz para o teu caminho.

O peso da provação aumenta porque nós mesmos fazemos dela um martírio. Quantos de nós não nos desesperamos ao menor sinal de fumaça? E olha que você nem sabe se terá fogo lá!

O cultivo da paz, da paciência e da harmonia são essenciais para você poder superar as dificuldades do dia à dia. Se exaltar, se desesperar, irritar-se não vai adiantar, pelo contrário, somente agravará a situação, trazendo desconforto até mesmo para os que querem tentar lhe ajudar.

Jesus é o nosso maior exemplo, pois Ele, mesmo nos momentos de maior dificuldade como na hora de sua morte, manteve-se calmo, sereno e não se irritou. Siga esse exemplo!

Sabemos que você não é Jesus, tão pouco é tão puro de coração como foi o Cristo, mas entenda, isso não é motivo para você desistir de tentar se aproximar dessa pessoa tão boa e maravilhosa como foi Jesus. Um bom exemplo é para ser seguido, não apenas admirado.

Reflitamos sobre nossas atitudes, sobre como poderíamos ter enfrentado as situações que nos foram tão penosas com mais paz e amor. É fato que na juventude agimos pelo impulso e que na velhice nos arrependemos de termos agido assim. Pois bem, aqui está a sua chance de evitar tais arrependimentos, bastando que você pare, pense e respire antes de agir.

Que a paz do Mestre Jesus esteja com todos!

quarta-feira, 8 de agosto de 2012

Assistência Fraternal



Deus te compense, alma boa, a ti, que estendes a mão, repartindo alegremente carinho, agasalho e pão.

Deus te envolva em alegria todo esforço de esquecer a ofensa que se te faça, buscando a paz por prazer.

Deus te exalte o gesto amigo quando levantas alguém da tristeza do infortúnio para as estradas do bem.

Deus te engrandeça o trabalho com que te esqueces e vais auxiliar e servir aqueles que sofrem mais.

Por toda a bênção que espalhes que o mundo nem sempre diz que a vida te recompense e Deus te faça Feliz!

Maria Dolores

Médium Francisco Cândido Xavier
Do livro A Vida Conta

terça-feira, 7 de agosto de 2012

Reformadores do Espiritismo


 Os Reformadores do Espiritismo estão por ai, disseminados em inúmeras obras que se auto intitulam como sendo espíritas mas que vão contradizendo de maneira paulatina os princípios básicos da Doutrina Espirita. Reformam sem demonstrar que estão reformando, adulteram sem demonstrar que estão adulterando. Como conseguem fazer isso? De uma maneira simples que poderia ser evitada com o estudo e valorização das orientações que encontramos na codificação quando nos orienta sobre como identificamos a natureza de um espírito, quais os indícios que nos permitem saber se um espírito age com respeito, seriedade e compromisso ou não, e definitivamente algumas características negativas como "profecias" (dentre outras) são amplamente defendidas e utilizadas pelos "reformadores do espiritismo", claro que tudo isso embalado em doces palavras, repetindo sobretudo as palavras-chave Jesus e Amor à profusão. E já dizia um discípulo de que não bastaria dizer "Jesus, Jesus" para ser de fato um seguidor...

  Pois bem, embalados nas doces palavras não se dão conta de que vão lentamente contrariando a codificação que alegam seguir, chegam até mesmo a exortar Kardec para já em seguida contradize-lo, exaltam também a Doutrina para imediatamente jogarem-na para escanteio oferecendo em troca algo que acreditam ser melhor, mas que é tão bom que necessita do nome "espiritismo" para ser aceito. Talvez se fosse bom de verdade seria aceito pelo que é e não pelo que procura desfigurar, destruir.

  Enfim, ai estão os "reformadores do espiritismo", e ai dos pobres "obsediados" que ousarem relembrar princípios doutrinários, deverão ser taxados disso: retrógrados, incapacitados para o amor, laicos, obsediados, presunçosos, dentre outras adjetivações negativas possíveis de se aplicar. São culpados e adjetivados por se negarem a seguir com a "manada", a seguirem os modismos.

  Talvez o mais característico seja notar que a Doutrina Espirita se distingue e se distancia de todas as demais filosofias e expressões de religiosidade por tomar uma base de profunda humildade; é a única que não apregoa "verdades imutáveis", pelo contrário, conclama seus seguidores a exercerem o senso crítico e avaliarem detidamente tudo aquilo produzido sob a chancela de "espírita", não teme se colocar diante da ciência e até mesmo propagar que diante de uma constatação de que algum princípio se encontra equivocado, é responsabilidade (notem o peso da palavra responsabilidade) de que seus adeptos abandonem tal princípio e adotem a correção trazida pela ciência. Não é uma obra de um único homem, seja o codificador, seja quem a ditou, pelo contrário, é uma obra produzida coletivamente que traz um conceito expresso apenas posteriormente pela ciência dos "coletivos inteligentes", dentre outros que poderiam ser associados a essas práticas adotadas desde o princípio pela Doutrina. E exatamente nessa linha em que se fundamenta, lança também as diretivas para que as produções futuras não escapem desse modelo enveredando pelo personalismo. Mas o que buscam os "reformadores do espiritismo"? Exatamente subverter esse princípio trocando a produção coletiva pela imposição de um único ou de poucos. E conceitos estranhos como "infalibilidade mediúnica" ou "infalibilidade do espírito embora o médium possa falhar" tomam o lugar das orientações doutrinárias que visam combater essa chaga do personalismo.

  É assim que vemos nascer, dentre outros, Roustaing, Pietro Ubaldi, Osvaldo Polidoro, etc., etc., etc., que de um jeito ou de outro jogam a codificação a escanteio, alegando que se encontra ultrapassada e propõem que em seu lugar se adote aquilo que produziram individualmente. É exatamente o corolário oposto daquilo que a doutrina nos exorta. E muitos cedem pelas palavras doces com que se revestem tais distorções da Doutrina.

  Fanáticos pululam e se exasperam ao menor ruído propondo que incorreções sejam retiradas (conforme orienta a Doutrina) e que em seu lugar a correção seja disseminada, alegam que tal "heresia" seria adulterar a Doutrina, oras, a negação de se seguir o preceito doutrinário que indica que isso deve ser feito é o que? Não seria a negação de se seguir os princípios doutrinários a primeira e mais básica de todas as "heresias" que adulteram a Doutrina? Pois é nesse interminável duelo entre seguir ou não seguir as orientações doutrinárias que surgem argumentos completamente distanciados dos fundamentos doutrinários, embasados unicamente em opiniões pessoais, via de regra movidos apenas por emoções, que acabam obstruindo que a humanidade possa conhecer a Doutrina espirita em sua totalidade, em sua tríplice fundamentação (ciência, filosofia e moral - conforme o original em Francês), e mais do que impedir que se conheça, obstruem também que se vivencie a doutrina em sua totalidade. Estranhamente adotam um único viés, mas não se ruborizam de recorrer a citação de que a Doutrina é também ciência e filosofia quando acuados diante de argumentos contrários a seus pontos de vista, recorrem justamente a aquilo que obstruem a livre expressão e vivencia, com a argumentação de que constituem um viés desprovido de caridade, amor ao próximo, etc.

  Assumem uma postura de que a Doutrina Espírita é uma religião, embora encontremos em seus alicerces que ela somente pode ser classificada como tal no aspecto filosófico. Mais do que isso, alegam que estão resgatando os princípios dessa religião que teria sido adulterada com o passar do tempo por organizações humanas; estranhamente todas suas comunicações, todo seu embasamento reza pela cartilha da instituição que seria a principal culpada pelas deturpações. Mas uma verdade subsiste nessa argumentação; pois que procedem da mesma maneira que no passado procederam, com a distorção dos ensinos de alguém e com a transformação desses ensinos numa religião, algo que nunca foi proposto pelo "fundador", mas a ele imposto pelos "seguidores". Os frutos vemos sendo colhidos, já se busca diante das leis o reconhecimento da figura de "autoridade religiosa do espiritismo", título a ser conferido a médiuns ou dirigentes espíritas para que assumam um papel que é destituído de qualquer fundamento doutrinário, pelo contrário, exposto como incorreto perante a Doutrina, aceitável para religiões tradicionais.

Fonte: Coerência Espírita

sexta-feira, 3 de agosto de 2012

Filme Espírita

Poster do filme espírita "E a Vida Continua" com lançamento previsto para 14 de Setembro nos cinemas.


quinta-feira, 2 de agosto de 2012

Problemas do Mundo




O mundo está repleto de ouro.
Ouro no solo. Ouro no mar. Ouro nos cofres.
Mas o ouro não resolve o problema da miséria.

O mundo está repleto de espaço.
Espaço nos continentes. Espaço nas cidades. Espaço nos campos.
Mas o espaço não resolve o problema da cobiça.

O mundo está repleto de cultura.
Cultura no ensino. Cultura na técnica. Cultura na opinião.
Mas a cultura da inteligência não resolve o problema do egoísmo.

O mundo está repleto de teorias.
Teorias na ciência. Teorias nas escolas filosóficas. Teorias nas religiões.
Mas as teorias não resolvem o problema do desespero.

O mundo está repleto de organizações.
Organizações administrativas. Organizações econômicas. Organizações sociais.
Mas as organizações não resolvem o problema do crime.

Para extinguir a chaga da ignorância, que acalenta a miséria;
para dissipar a sombra da cobiça, que gera a ilusão;
para exterminar o monstro do egoísmo, que promove a loucura;
e para remover o charco do crime, que carreia o infortúnio, o único remédio eficiente é o Evangelho de Jesus no coração humano.

Sejamos, assim, valorosos, estendendo a Doutrina Espírita que desentranha da letra, na construção da Humanidade Nova, irradiando a influência e a inspiração do Divino Mestre, pela emoção e pela ideia, pela diretriz e pela conduta, pela palavra e pelo exemplo e, parafraseando o conceito inolvidável de Allan Kardec, em torno da caridade, proclamemos aos problemas do mundo: “Fora do Cristo não há solução.”

Bezerra de Menezes

quarta-feira, 1 de agosto de 2012

Casamentos


    O capitulo ' Em serviço espiritual', apresentando-nos as figuras de Celina e Abelardo, sugeriu-nos, inicialmente, o estudo do problema do lar.
    O fato de o esposo desencarnado continuar ao lado da médium, confirmando, assim, alguns casos em que o matrimonio constitui alguma coisa alem da união dos corpos, levou-nos a tentativa de classifica-lo em cinco tipos principais, assim compreendidos:

                                                              Acidentais

                                                              Provacionais

           CLASSIFICAÇÃO                       Sacrificiais
      
         DOS CASAMENTOS                    Afins (afinidade superior)

                                                              Transcedentais


    Acidentais: Encontro de almas inferiorizadas, por efeito de atracão momentânea, sem qualquer ascendente espiritual.

    Provacionais: Reencontro de almas, para reajustes necessários a evolução de ambos.

    Sacrificiais: Reencontro de ALMAS ILUMINADAS COM ALMA INFERIORIZADA, com o objetivo de redimi-la.

    Afins: Reencontro de corações amigos, para consolidação de afetos.

    Transcedentais: Almas engrandecidas no Bem e que se buscam para realizações imortais.


    Evidentemente, o instituto do matrimonio, sagrado em suas origens, tem reunido no mesmo teto os mais variados tipos evolutivos, o que vem demonstrar que a união, na Terra, funciona, as vezes como meio de consolidação de laços de pura afinidade espiritual, e, noutros casos, em sua maioria, como instrumento de reajuste.

    Algumas vezes o lar e um santuário, um templo, onde as almas engrandecidas pela legitima compreensão exaltam a gloria suprema do amor sublimado.
   
    Em sua maioria, porem, os lares são cadinhos purificadores, onde, sob o calor de rudes provas e dolorosos testemunhos, Espíritos frágeis caminham, vagarosamente, na direção do Mais Alto.

    Nos casamentos ACIDENTAIS teremos aquelas pessoas que, defrontando-se um dia, se vêem, se conhecem, se aproximam, surgindo, dai, o enlace acidental, sem qualquer ascendente espiritual.
    Funcionou, apenas, o livre arbítrio, uma vez que por ele construímos no cotidiano o nosso destino.
    Num mundo como o nosso, tais casamentos são comuns.
    Nem laços de simpatia, nem de desagrado.
    Simplesmente almas que se encontram, na confluência do caminho, e que, perante as leis humanas, uniram apenas os corpos.
    Esses casamentos podem determinar o inicio de futuros encontros, noutras reencarnações.

    Quanto aos PROVACIONAIS, em que duas almas se reencontram em processo de reajustamento, necessário ao crescimento espiritual, esses são os mais frequentes.
    A maioria dos casamentos obedece, sem nenhuma duvida, a esse desiderato.
    Por isso existem tantos lares onde reina a desarmonia, onde impera a desconfiança, onde os conflitos morais se transformam, tantas vezes, em dolorosas tragédias..
    Deus uniu-os, através das Leis do Mundo, a fim de que, pelo convívio diário, a Lei Maior, da fraternidade, fosse por eles exercida nas lutas comuns.
    A compreensão evangélica, a boa vontade, a tolerância e a humildade são virtudes que funcionam a maneira de suaves amortecedores.
    O Espiritismo, pela soma de conhecimentos que espalha, tem sido meio eficiente para que muitos lares, construídos na base da provação, se reajustem e se consolidem, dando, assim, os primeiros passos na direção do Infinito Bem.
    O Espirita esclarecido sabe que somente ele pagara as suas próprias dividas.
    Nenhum amigo espiritual modificara o curso das leis divinas, embora lhe seja possível estender e o faz, ainda, porque tem a inabalável certeza de que, se fugir hoje ao resgate, voltara, amanha, na companhia daquele ou daquela de quem procura, agora, afastar-se.
    O espirita esclarecido, homem ou mulher, aprende a renunciar, a beneficio de sua paz e do seu reajuste.
    A humildade, especialmente, tem um poder extraordinário de harmonização dos lares, convertendo-os, dentro da relatividade que assinala todas as manifestações da vida humana, em legítimos santuários onde o destino dos filhos possa plasmar-se nas exemplificações edificantes.

    Agora, os casamentos SACRIFICIAIS.
    Esses reúnem almas possuidoras de virtude e sentimentos opostos.
    E uma alma esclarecida, ou iluminada, que se propoe ajudar a que se atrasou na jornada ascensional.
    Como a própria palavra indica, e casamento de sacrifício, para um dos conjuges.
    E o sacrificado tanto pode ser a mulher como o homem.
    Não ha regra para isso.
    Temos visto senhoras delicadíssimas, ternas e virtuosas, que se casam com homens ásperos e grosseiros, de sentimentos abjetos, do mesmo modo que existem homens, que são verdadeiras jóias de bondade e compreensão, consorciados com mulheres de sentimentos inferiorizados.
    Isso se da, com inteira propriedade, a denominação de casamentos SACRIFICIAIS.
    Quem ama não pode ser feliz se deixou na retaguarda, torturado e sofrendo, o objeto de sua afeição.
    Volta, então, e, na qualidade de esposo ou esposa, recebe o viajor retardado, a fim de, com o seu carinho e com a sua luz, estimular-lhe a caminhada.
    E o vanguardeiro, compassivo, que renuncia aos jubilos cabiveis ao vencedor, e retorna a retaguarda de sofrimento para ajudar e servir.
    O casamento sacrificial é, pois, em resumo, aquele em que um dos cônjuges se caracteriza pela elevação espiritual e o outro pela condição evolutiva deficitária.
    O mais elevado concorda sempre em amparar o desajustado.
    Assim sendo, a mulher ou homem que escolhe companhia menos elevada deve 'levar a cruz ao calvário', como se diz geralmente, porque, sem duvida, se comprometeu na Espiritualidade a ser o cirineu de todas as horas.
    O recuo, no caso, seria deserção ao compromisso assumido.
    Mais uma vez se evidencia o valor do Evangelho nos lares, como em toda a parte, funcionando a maneira estimulante para a harmonia e como construtor do entendimento.

    Os casamentos denominados AFINS, no sentido superior, são os que reúnem almas esclarecidas e que muito se amam.
    São Espíritos que, pelo matrimonio, no doce reduto do lar, consolidam velhos laços de afeição.
         
    Por fim, temos os casamentos que denominamos de TRANSCEDENTES.
    So constituídos por almas engrandecidas no amor fraterno e que se reencontram, no plano físico, para as grandes realizações de interesse geral.
    A vida desses casais encerra uma finalidade superior.
    O ideal do Bem enche-lhes as horas e os minutos.
    O anseio do Belo repleta-lhes as almas de doce ventura, pairando, acima de quaisquer vulgaridades terrestres, acima do campo das emoções inferiores, o amor puro e santo.

    Todos nos passamos, ou passaremos ainda, segundo for o caso, por toda essa sequencia de casamentos: acidentais, provacionais, sacrificiais, ate alcançarmos no futuro, sob o sol de um novo dia, a condição de construirmos um lar terreno na base do idealismo transcedental ou da afinidade superior.

    Enquanto não atingirmos tal situação, o Senhor, pelo seu Evangelho, ira enchendo de paz a nossa vida. E o Espiritismo, abençoada Doutrina, preencherá os nossos dias das mais sacrossantas esperanças...

Fonte: Livro Estudando a Mediunidade – Martins Peralva