quinta-feira, 16 de maio de 2013

Seria eu a única estrela em todo o universo e a única a brilhar?


  Seria cômica a reflexão acima se não fosse realidade. Vemos pessoas ao nosso redor fazerem constantemente escândalos para chamar a atenção, tudo porque acham que tudo gira e acontece por sua causa e ao seu redor.

  Esse comportamento triste lembra-nos dos antigos reis e rainhas que abusavam do poder para fazer com que as pessoas os bajulassem o dia todo, como por exemplo com o bobo da corte. Pois é, quem age dessa forma, está tentando fazer com que seus parentes e amigos sejam bobos da corte para si próprio.

  Mas por que essas pessoas agem assim?

  Falta-lhes carinho e atenção, amor e alegria em suas vidas. O culpado, em grande maioria dos casos é a própria pessoa que se fecha no seu mundinho e que, devido às suas imperfeições, afasta os que com ela convivem.

  Portanto, quando você ver aquela pessoa no seu círculo social que adora chamar a atenção, não tenha inveja e nem raiva dela, pois ela é apenas um pobre coitado que por fora esbanja orgulho, mas por dentro clama por ajuda, perdido em seus sentimentos mais íntimos e preso à ilusão do apego.

  Como podemos ajudar alguém assim?

  Sempre temos que ter em mente que só podemos ajudar os que querem ser ajudados, no entanto, ninguém disse que não podemos tentar ajudar os que não querem. Tentar é uma ótima alternativa, porque ficar esperando que a pessoa caia em si e descubra o erro que comete com essas atitudes dramáticas pode ser muito demorado. Ao estender a mão para ele(a), lembre-se de que a cegueira do orgulho poderá ser fator crucial para a rejeição da ajuda, nesse caso devemos respeitar e aguardar até o dia em que a pessoa não suportar mais a solidão e clamar por socorro.

  Certo, digamos que esse melancólico ser quer ser ajudado, como fazemos?

  Doe amor, muito amor, à exemplo de Jesus que ensinou-nos a amar para curar nossas imperfeições. Faz o evangelho no lar, educa, partilha, mostra que atitudes como as anteriores não ajudaram-na em em nada, mas que a mudança se faz necessária e que só depende dela mesma. E principalmente, tende paciência, pois é difícil para quem viveu a vida inteira tentando chamar a atenção, descobrir que tudo o que precisava era reeducar suas atitudes e pensamentos.

  O único que merece ser o centro das atenções é Deus, pois nem Jesus se fez maior do que o Criador, pelo contrário, o grande mestre sempre se julgou ser o último de nós, o mais humilde e simples. Lembre-se daquela parábola bíblica do homem que se sentou à mesa no melhor lugar, Jesus nos ensinou que podemos ser humilhados se sentarmos no lugar que não nos é devido e, para que isso não aconteça, devemos nos sentar no último lugar para que então o anfitrião nos convide a sentar próximo dele.

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