quarta-feira, 9 de outubro de 2013

Regue as plantações das imperfeições com a água do evangelho do amor


  Quando nasce a criança, esta é ingênua e traz traços de pureza. Adorada por todos por sua simplicidade nos atos que comete, acaba por ter os primeiros sinais de suas imperfeições adorados como se não fossem intencionais. A criança faz birra, todos riem, a criança ofende, todos acham "que bonitinho", a criança pega todos os brinquedos para ela e dizem "como ela é esperta"...

  A cada ano que passa, tal como o mato que recebe o orvalho da manhã, as imperfeições crescem desenfreadamente e o espírito começa a tomar consciência de suas falhas, fazendo com que a criança aos poucos vá perdendo a ingenuidade que antes era causada pelo pouco desenvolvimento de seus órgãos e que agora passa a ser exibida com maior assiduidade.

  A educação vem do berço e essa expressão se refere ao fato de que é exatamente na infância que devemos tentar corrigir as imperfeições do ser. Quem não o faz, vê seus filhos crescerem e tornarem-se rebeldes, violentos, seres que de formas angelicais passam a apresentar comportamentos tidos como demoníacos, não tem o direito de reclamar de Deus e nem da vida, porque tiveram a chance de bem educar os filhos, mas esqueceram que é dos pais a responsabilidade de guiar os pequeninos ao bendito caminho do amor e da caridade Cristã.

  Se, por outro lado, a evangelização da criança for feita em tempo certo, o lar edificante lhe será um ambiente cheio de bons frutos que fortalecerão suas virtudes e trarão à tona a vontade de amar e fazer o bem, superando todas as imperfeições que trouxera consigo de encarnações passadas.

  Deus não cria as pessoas más, elas são criadas com um espírito simples e ignorante, mas têm o livre arbítrio para escolherem os caminhos que desejam. Se, por ventura, durante sua vida terrena o ser escolhe praticar atos ruins, este passa a se responsabilizar pelo mal praticado e é por isso que na vida posterior, mesmo tendo nascido em novo corpo de carne, traz no espírito traços de maldade, pois o espírito reencarna justamente para corrigir suas imperfeições.

  Se Deus criasse o espírito mal, seria injusto, pois não teríamos nós a responsabilidade dos nossos atos, uma vez que não pedimos para sermos mal ou bons antes de nascermos, o que ocorre é que sendo simples e ignorantes no princípio de nossa criação, temos que decidir por nós mesmos, pelo livre arbítrio, o caminho que queremos seguir. Mesmo errando muitas vezes e reencarnando muitas vezes, Deus nos concede oportunidades de encontrarmos o amor Cristão, graças a todo o esforço de Jesus em semear em nossos corações por toda a eternidade os exemplos edificantes de sua passagem terrena.

  Busquemos, pois, o estudo do evangelho do Cristo, para que possamos nos corrigir desde o berço e aprendermos com os exemplos mais puros que a humanidade um dia recebeu a amarmos incondicionalmente, sem preconceitos, sem ódio, sem orgulho, sem inveja, sem ciúmes, sem avareza, sem medo, mas com muita fé no Criador.

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