quinta-feira, 14 de novembro de 2013

A Cartilha da Oração


  Jesus nos esclareceu sobre a melhor prática da prece, deixou-nos orientações precisas mas que nem sempre são cumpridas.

  Primeiramente, o querido Mestre Nazareno nos pediu para fecharmos a porta do quarto e em um ambiente reservado, longe dos olhares julgadores e dos sons que possam causar-nos distúrbios e distrações, orarmos em reservado.

  Já percebeu o quanto nos atrapalhar orar quando estamos com pensamentos em coisas materiais que nos perturbam? Ou quando queremos nos concentrar na prece mas há ruídos que incomodam? Eis porque Jesus pediu para o fazermos em reservado no quarto, de portas fechadas, para que nossa concentração seja plena e que nossa prece atinja a máxima vibração.

  Logo após, o Cristo nos alerta para a quantidade de palavras que devemos usar nas preces. Não é a multiplicidade das palavras que nos causam uma boa impressão para Deus, mas sim a simplicidade do pedido feito de coração. Preces mecanicamente decoradas irão perder totalmente o efeito. Quer um bom exemplo? Diga mecanicamente para alguém que você o ama, ou faça da mesma forma um pedido de perdão. Acaso a outra pessoa não lhe acusa de não estar sendo sincero? Pois bem, se nós que somos tão imperfeitos conseguimos notar a falta de sinceridade num pedido tão mal feito da boca para fora, imaginemos a Deus que tudo sabe do íntimo de nossos corações. Antes mesmos de pedirmos, Deus e a espiritualidade já estão cientes de nossas necessidades, mas aguardam pelo pedido curto, simples, humilde e que vem realmente do nosso coração, para que então nos apresentemos necessitados de auxílio.

  Por fim, na parábola entre o Fariseu que orava em pé, se dizia pagador do dízimo, se dizia caridoso por dar tudo o que tem e do Publicano que prostrado humildemente assumia a condição de filho pecador, observamos que Jesus avisa que o Publicano, na sua atitude humilde e sincera, fala pelo coração e terá sua prece ouvida, mas o Fariseu, por se elevar acima de todos, por se fazer melhor do que o próximo, enche sua prece de orgulho e vaidade, venenos que anulam qualquer boa vibração e removem as remotas chances de ser abençoado pelo Pai misericordioso.

  O poder da prece é indiscutível, mas saber fazê-la é essencial para que não venhamos a perder a oportunidade de falarmos com o coração com Deus.

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