segunda-feira, 11 de novembro de 2013

A Maldadade não é Eterna


  A maldade não é o estado permanente dos homens. Ela se deve a uma ou mais imperfeições momentâneas, e que, do mesmo  modo que uma criança se corrige dos seus defeitos, o homem mau reconhecerá um dia seus erros e se tornará bom.

  Havendo a maldade em nossos corações, não podemos nos corrigir senão pela observação da bondade realizada pelos nossos irmãos. A caridade se torna um veículo do amor de tamanha importância, porque não só auxilia os necessitados, mas recupera os perdidos e malvados.

  Não importa se é encarnado ou desencarnado, o ódio cultivado não se extingue com a morte, sendo portanto a expressão "apagar o ódio com o sangue" radicalmente falsa. O espírito é eterno e somente perdoa aqueles que um dia lhe fizeram o mal ao ver que se arrependeram e que esforçam-se para fazer o bem, acusados e atormentados pelas próprias consciências.

  A lei de Talião nos ensinava "olho por olho, dente por dente", mas Jesus melhorou essa lei ao ponto de nos ensinar que somente o amor aos nossos inimigos seria capaz de penetrar os corações endurecidos pelo ódio e pela vingança. Se fomos feridos com ferro e então viermos a ferir com o mesmo ferro, não estaremos melhorando a situação, mas somente agravando, pois violência gera violência, ao passo que amor gera amor.

  Todo homem mal há de se tornar bom um dia, pois Deus é justo e não há falhas na justiça divina. Se o ódio pode permanecer mesmo após o desencarne, eis ai uma linda oportunidade de resgate e reparação do mal praticado, pois só o perdão nos liberta do sofrimento que causamos e recebemos.

  Tendo a caridade como o exemplo de amor a conduzir os maus para o caminho do bem, compreendemos porque se diz que "o amor cobre a multidão de pecados". Se fizermos alguém sofrer, obviamente teremos que nos redimir da violência contra o nosso próximo e a melhor forma de começarmos é pedindo perdão, mesmo que o companheiro não esteja mais no orbe terreno, mesmo que o perdão leve séculos para ser concedido, quanto antes nos arrependermos do mal praticado, mais cedo poderemos nos libertar de sofrimentos como obsessões e subjugações espirituais.

  Lembre-se que o perdão precisa ser sincero, deve vir do coração e ser sucedido de obras de amor ao próximo para mostrar não só ao seu inimigo, mas também para Deus que você busca se reconciliar com a paz e o amor, deixando de lado os sentimentos impuros que o levaram ao erro.

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