segunda-feira, 25 de novembro de 2013

Ao teu inimigo, deseje a paz!


  "Se o amor ao próximo é o princípio da caridade, amar os inimigos é a sua aplicação sublime, porque esta virtude é de uma das maiores vitórias alcançadas sobre o egoísmo e o orgulho."

  A sensação de aproximação de um inimigo faz o nosso coração bater de forma diferente da sensação da aproximação de um amigo. Ora, a razão nos faz acionar o instinto de conservação e portanto, nos faz ficarmos alertas, pois sabemos que o nosso inimigo nos deseja o mal.

  Amar o teu inimigo não significa ter para com ele o mesmo carinho que se tem para com o teu irmão ou amigo, mas sim não lhe desejar o mal, não lhe retribuir as ofensas e não deixar de ajudá-lo quando este necessitar de ti, demonstrando que a caridade benevolente está acima do mal que ele te oferece.

  Em nosso idioma, não temos uma palavra diferente para expressarmos certos sentimentos, por isso há ainda muita confusão no entendimento da máxima que nos diz amar o próximo como se ama a si mesmo, uma vez que o amor a um irmão é um pouco diferente do amor a um inimigo. O importante é compreender pela razão que não devemos deixar de nos precaver contra as investidas do inimigo, porém perdoá-lo sempre, pois somente a Deus cabe o julgamento das ações.

  Retribua o mal com o bem, sem humilhar ninguém, pois ao agir assim estaremos de acordo com os dizeres: Amai vossos inimigos. Não imponha obstáculos a reconciliação, pelo contrário, facilite-a e regozije-te quando conquistar a amizade daquele que um dia lhe quis o mal.

  Não é fácil amar aquele que nos odeia, mas devemos nos esforçar para não sucumbirmos a tentação de odiá-lo pelos seus atos infantis. Ora, não seria aquele que faz o mal o maior necessitado de Jesus? Pois bem, tragamos o mestre em Amor e Verdade para o coração endurecido deste, dando-lhe exemplos de perdão e humildade sempre.

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