sexta-feira, 31 de janeiro de 2014

Importância do diálogo.


  O diálogo confiante e fraterno vem se tornando raro.
  Muitos são os fatores mas, em síntese, o diálogo escasseia por ausência de entendimento.
  Contudo, ele é tão importante para trocar opiniões, aprofundar ideias, traçar caminhos, esclarecer dúvidas!
  Fator imprescindível no diálogo é a arte de saber ouvir. Ouvir com paciência, com interesse, valorizando tudo que o outro expressa.
  Outro ponto fundamental é a simplicidade na expressão do verbo. Desde que não se trata de um discurso, as colocações devem ser feitas de forma simples e clara, a fim de gerar simpatia em quem ouve.
  Depende ainda o sucesso do diálogo do desejo de ser útil, não nos esquecendo de que toda pessoa tem algo para ensinar, como resultado de sua experiência individual.
  O diálogo estreita as relações entre pessoas bem educadas, pois cada qual se revela, informando sobre os seus recursos pessoais.
  O diálogo é indispensável para a vida em sociedade.
  Jesus lecionou com sabedoria a respeito de sua eficácia.
  Quando procurado pela arrogância dos adversários gratuitos, que O desejavam perder, utilizava palavras precisas, não permitindo duplas interpretações.
  Quando buscado pela simplicidade do povo, acudia com parábolas comovedoras, que falavam da realidade daquela gente. Lições que sobreviveram aos séculos, ensinaram gerações e prosseguem hoje, com o mesmo vigor, a apontar o caminho reto e seguro para a felicidade.
  Se amigos o procuravam, ouvia-os bondoso. Depois, gentil, os esclarecia, usando constantemente uma linguagem perfeitamente compreensível a todos.
  Diante da dor, sabia escutar e participar, chegando às lágrimas mais de uma vez. No seu banquete de fraternidade, participava intensamente de cada momento de cada vida.
  Otimista, usava do verbo para elevar sempre. Mesmo na cruz não se permitiu o receio, dialogando com o equivocado que lhe solicitava socorro, acenando-lhe com a possibilidade de reforma.
  Expressão do amor puro, manteve diálogo com Sua mãe e João, no Gólgota dos testemunhos.
* * *
  Estes são dias que exigem diálogos fraternos, objetivos. A dor aperta o cerco e falsos conceitos buscam se afirmar no mundo, confundindo os menos avisados.
  É o momento de dialogar sem pressa, auxiliando com o esclarecimento libertador. É o momento de conquistar os corações para a paz, em nome de Jesus.
  O diálogo projeta claridade sempre que é realizado em termos elevados.
  Utilizando-o, com sabedoria, estaremos fazendo brilhar nossa luz no mundo, em nome da verdade, exatamente como nos aconselhou Jesus.
* * *
  A palavra, a serviço da vida, é operária do progresso, da felicidade e do bem geral.
  A boa comunicação resulta da qualidade do tema e da forma como se apresenta.
  Aprendamos a falar com propriedade, evitando gírias, conceitos de duplo sentido, expressões chulas, que somente conduzem à agressividade e ao primitivismo.
  Não falemos apenas por falar. Falemos edificando, ajudando, libertando ouvintes.
  Comuniquemo-nos com o próximo irradiando alegria e paz, como fazia Jesus.
Pense nisso.

Fonte: R.M.E.

quarta-feira, 29 de janeiro de 2014

Porque a boca fala do que está cheio o coração!


  Sabemos que nossas palavras são a materialização do nosso pensamento e, por causa disso, são a exteriorização dos nossos sentimentos. O que o coração possui, é o que a boca transmitirá.

  Esse ensinamento vem de Jesus que nos falava das árvores boas que dão bons frutos e das árvores más que dão maus frutos, fazendo uma referência não só a nós que cometemos falhas diariamente, mas também a um perigo muito maior, os falsos Cristos e falsos profetas.

  Desde muito antes de Jesus já haviam os profetas reveladores e que criavam milagres aos olhos dos ignorantes. Como a ciência era pouco desenvolvida, esses milagres facilmente conquistavam uma grande multidão de admiradores.

  É fato que o profeta é um médium, que pode revelar o futuro de duas formas: 1º - Ele recebe a intuição de bons espíritos que fazem revelações afim de evitar um mal maior, ou seja, é uma prática do bem e tem a permissão de Deus para isso; 2º - Ele nada recebe do alto, mas fala do futuro como quem o conhecesse intimamente, porém, nada conhece e nada fala de certo, pois como ainda não aconteceu, apenas ilude as pessoas para ganhar bens materiais em troca, é o falso profeta.

  Como exemplo do primeiro, temos Elias ou até mesmo Isaías, onde encontramos nas passagens bíblicas relatos de suas premonições. Algumas destas, como é o caso de Isaías, contavam o que viria a acontecer com o Cristo, se não me falha a memória, cerca de 400 anos antes do ocorrido, corrijam-me se eu estiver errado, por favor.

  Mas o problema mesmo é o segundo caso, onde as previsões são mistificadores, onde os milagres são truques baratos que enganam os que possuem a fé cega e que ainda hoje encontramos em abundância em TODAS as religiões. Pessoas que dizem falar em línguas diferentes que nem existem, pessoas que dizem prever o futuro que nunca irá acontecer, pessoas que dizem curar sem sequer terem a condição de um bom coração e do magnetismo para tal.

  Quanto aos falsos profetas, a ciência está evoluindo e a medida em que progride ela desmascara os mentirosos. Não é preciso nos esforçarmos muito para entendermos isso, basta que nos instruamos.

  Esta mensagem que vos deixo não é para criticarem qualquer médium pelo que ele faz, mas é para que você busque na razão e no estudo o conhecimento para conseguir discernir entre o certo e o errado, entre o falso e o verdadeiro. Não se prenda apenas ao texto bíblico, mas busca em outras fontes como a ciência ou como o Espiritismo que explicam muitos dos fenômenos tidos como milagres pelos mais ignorantes e que são, muitas vezes, perfeitamente explicáveis hoje.

  O verdadeiro profeta de Deus falará do que está cheio o seu coração, doará amor e paz, fará o bem, é o médium assumindo a caridade na sua vida, dando vazão aos ensinamentos de Jesus que tanto estudou e pode agora por em prática. Afinal, a boca fala do que o coração está cheio.

segunda-feira, 27 de janeiro de 2014

A repartição da felicidade na Terra.


  Como compreender a repartição da felicidade na Terra se não considerarmos a pluralidade dos mundos?

  Sendo a Terra um mundo ainda de provas e expiações, é certo de que encontramos nela ainda muito sofrimento gerado por cada um de nós.

  O bom senso nos diz que alguma causa anterior a este sofrimento deve existir, pois entendemos que Deus é justo em tudo o que faz e não nos castigaria sem motivos, assim como um pai que ama seu filho não o castiga só porque lhe deu vontade, sendo preciso que a criança faça algo de errado para ser merecedora desse sofrimento.

  Como podemos então sofrer logo que nascemos se nem tempo de errar tivemos?

  Eis ai a maior prova da reencarnação que explica os erros vindos de outras passagens pelo orbe terreno. Com base nesse entendimento, compreendemos que as faltas cometidas anteriormente resultam em expiações na atualidade.

  Enquanto as expiações servem para repararmos o mal que um dia fizemos a outrem, a provação tem um caráter mais nobre ainda, pois é quase sempre uma escolha do espírito antes de encarnar, escolha essa que lhe permite se depurar, tirar as imperfeições que ele sabe que ainda possui e por isso, em grande parte das provações, não ocorrem lamentações.

  É certo de que todos podemos ser felizes se todos nos esforçarmos em amar incondicionalmente, porém devemos compreender que a dificuldade atual em sermos felizes consiste justamente no fato de que ainda somos muito imperfeitos. Não desanimemos quanto a isso, mas elevemos os pensamentos ao Altíssimo e confiemos na sabedoria que Ele demonstra ter em cada oportunidade de melhoria que vivemos.

  Cedo ou tarde iremos aprender a amar, pararemos de fazer manhas e birras, deixaremos de ser crianças mimadas e ainda incapazes de compreender que o Pai sabe mais do que nós, que Ele compreende as nossas necessidades e que Ele somente deseja o nosso bem.

  Se houvesse apenas uma única oportunidade de vivermos na Terra, pobre de nós, pois seríamos condenados eternamente logo pela primeira falta cometida, sem termos a chance de repararmos o mal, sem que nosso arrependimento tivesse algum valor. Você pode até dizer que se matar um homem, você pode se arrepender, se converter e ser salvo como é o que dizem algumas religiões, mas se você acredita que existe só uma oportunidade de viver aqui na Terra, pergunto-lhe para vossa reflexão: Que será feito daquele que você matou, que pode nada ter feito para merecer perder a única oportunidade de viver aqui? Será mesmo que Deus seria tão injusto a ponto de não deixar aquela vítima de uma fatalidade terminar suas tarefas aqui, ou será que Deus pode e tem esse poder de nos conceder uma nova oportunidade de repararmos nossas faltas e nos tornarmos pessoas melhores a cada dia por meio das reencarnações sucessivas?

  Reflitamos com o amor em nossos corações!

sexta-feira, 24 de janeiro de 2014

O dever moral que nos cabe.


  O dever, não aquela obrigação material que todos conhecem tão bem, mas sim o dever moral que muitos ainda rejeitam nesta caminhada evolutiva, precisa ser entendido e levado a sério.

  Nosso dever consiste em fazermos um esforço diário em identificarmos a linha que divide os limites entre o "eu" e o "próximo". Não ultrapassá-la, é cumprir um dever de amar e respeitar, de compreender o espaço destinado a cada um.

  Todo esforço que se faz em prol da melhoria contínua do espírito é um dever a mais cumprido, tornando melhor a vida não só do que o faz, mas de todos com quem compartilha os momentos e as oportunidades da vida.

  Temos o dever de nos conhecer intimamente, de nos libertar daquilo que nos faz o mal, de ajudarmos a nós mesmos primeiramente, pois somente assim seremos e estaremos capacitados a auxiliar o nosso irmão.

  Se Deus criou os sofrimentos, o fez em tamanho igual para cada um de nós, pois observemos bem e vejamos que todos nós podemos sofrer as mesmas dificuldades, ninguém é privilegiado ao ponto de nunca ter sofrido, tão pouco é condenado ao sofrimento eterno, todos tem uma dose importante de dor para o despertar da consciência, para descobrir o amor que dorme dentro do coração.

  Quando colocamos o dever moral acima do dever material, entramos numa condição vibracional capaz de nos permitir evoluir além do que podemos enxergar, abrindo caminho para que os bons espíritos, tarefeiros de Jesus, façam-se presentes em nossas vidas, trazendo seus bons conselhos, iluminando nossos caminhos.

  Podemos ver que o sucesso na vida não depende só do esforço material, mas principalmente do esforço moral, dever esse que se não for cumprido agora, se arrastará por outras encarnações até que cada um de nós possa se encontrar com os afazeres cumpridos e a agenda livre para sermos luz no caminho dos que ainda não entenderam isso e sofrem como um dia nós sofremos.

quarta-feira, 22 de janeiro de 2014

A expiação pode ser adiantada?


  Devemos aumentar o sofrimento do nosso próximo afim de ajudá-lo a expiar?

  Definitivamente, não. Aquele que acredita que ao aumentar o sofrimento alheio está ajudando a acelerar o processo de expiação, este não compreende que somente Deus pode adiantar ou até mesmo por termo ao sofrimento.

  A nós cabe apenas auxiliarmos e amenizarmos o sofrimento do próximo. Devemos empregar todos os esforços possíveis para fazer sempre o bem, ajudando na medida do possível aquele que enfrenta as dificuldades da vida material.

  Todo sofrimento que vivemos hoje é consequência de escolhas e atitudes passadas, tendo portanto, grande importância a provação e expiação enfrentada, afim de que nos corrijamos a tempo, para podermos participar do banquete celestial que Deus vem nos convidando desde que fomos criados.

  Quando aprendemos a ver os nossos sofrimentos como oportunidades de melhoria, encaramos a vida de forma mais suave. Quando aceitamos o fato de que somos nós os causadores de nosso sofrimento, encontramos a causa raiz para tantas dores que antes tentávamos encontrar nos outros.

  Quando nos esforçamos para aliviar a dor do próximo, a caridade se exibe em sua forma esplendorosa de amor sublime e puro.

  Respeitemos a vontade de Deus que sabe o tempo necessário e o peso necessário para cada um, mas entendamos que o Pai nos concede todos os dias, valiosas oportunidades de fazermos o bem, afim de que sejamos sempre um instrumento da paz e do amor, não para nos exibirmos aos outros, mas para que juntos possamos galgar mais um degrau na escada evolutiva da purificação de nossos corações.

segunda-feira, 20 de janeiro de 2014

Mestre, qual é o maior mandamento da lei?


  Após calar a boca dos Saduceus, um fariseu foi tentar o mestre Jesus e lhe interrogou: Mestre, qual é o maior mandamento da lei?

  Jesus então respondeu: Amarás a Deus acima de tudo e de todos, de todo o teu coração e de todo o teu espírito, eis ai o maior mandamento!

  E ainda acrescentou o segundo maior mandamento: Amarás o teu próximo como amas a ti mesmo! Eis ai encerrada toda a lei e os profetas nestes dois mandamentos.

  O mestre nos ensina que a união destes dois mandamentos engloba toda a lei antiga que Moisés apresentou como sendo os 10 mandamentos, pois quem ama a Deus e ao próximo, jamais fará o mal, nem a Deus, nem ao próximo e nem a si próprio.

  A verdade é que tudo se encerra no amor, sentimento único capaz de salvar qualquer alma do caminho do sofrimento e da dor. É pelo amor que desenvolvemos a caridade, que aprendemos a compartilhar, que entendemos as imperfeições do próximo, que aprendemos a conviver em sociedade e que progredimos juntos.

  Se conseguirmos seguir os dois mandamentos deixados pelo mestre, longe estaremos de confusão, de medos e de perturbações. O equilíbrio e a harmonia se fará presente no lar, no trabalho e na escola, assim como em qualquer lugar.

  O ensinamento de Jesus foi tão profundo que o pobre Fariseu não teve condições de tentá-lo novamente e calou-se como quem nada mais tem de armas para usar contra o inimigo. Jesus, sempre sereno e humilde, soube aplicar seus ensinamentos no momento propício para a melhor absorção, dando-nos a oportunidade da reflexão.

  Devemos então meditar sobre as palavras do mestre e após o nosso entendimento, orar agradecendo pelos ensinamentos tão puros e sublimes, mas não paremos por ai, pois que o convite que Jesus faz é para irmos mais além, colocando em prática os ensinamentos todos os dias, somente assim entenderemos e sentiremos a lei e os profetas.

sexta-feira, 17 de janeiro de 2014

Só o futuro dirá!


  Conta-se que um homem muito rico, ao morrer, deixou suas terras para os seus filhos.
  Todos eles receberam terras férteis e belas, com exceção do mais novo, para quem sobrou um brejo inútil para a agricultura.
  Seus amigos se entristeceram com isso e o visitaram, lamentando a injustiça que lhe havia sido feita.
  Mas, ele só lhes disse uma coisa: "se é bom ou se é mau, só o futuro dirá."
  No ano seguinte, uma seca terrível se abateu sobre o país e as terras dos seus irmãos foram devastadas. As fontes secaram, os pastos ficaram esturricados, o gado morreu.
  No entanto, o brejo do irmão mais novo se transformou num oásis fértil e belo. Ele ficou rico e comprou um lindo cavalo branco por um preço altíssimo.
  Seus amigos organizaram uma festa porque algo tão maravilhoso lhe havia acontecido.
  Mas, dele só ouviram uma coisa: "se é bom ou se é mau, só o futuro dirá."
  No dia seguinte, seu cavalo de raça fugiu e foi grande a tristeza. Seus amigos vieram e lamentaram o acontecido. Mas o que o homem lhes disse foi: "se é bom ou se é mau, só o futuro dirá."
  Passados sete dias, o cavalo voltou trazendo consigo dez lindos cavalos selvagens. Vieram os amigos para celebrar esta nova riqueza, mas o que ouviram foram as palavras de sempre: "se é bom ou se é mau, só o futuro dirá."
  No dia seguinte, o seu filho, sem juízo, montou um cavalo selvagem. O cavalo deu um salto e o lançou longe. O moço quebrou uma perna. Voltaram os amigos para lamentar a desgraça. "se é bom ou se é mau, só o futuro dirá," o pai repetiu.
  Passados poucos dias, vieram os soldados do rei para levar os jovens para a guerra. Todos os moços tiveram de partir, menos o seu filho de perna quebrada. Os amigos se alegraram e vieram festejar.
  O pai viu tudo e só disse uma coisa: "se é bom ou se é mau, só o futuro dirá."
  Dentro da nossa percepção acanhada, muitas vezes não sabemos mensurar o que é bom ou o que é mau, considerando a eternidade da vida.
  E é por causa da nossa falta de visão que, por vezes, julgamos ser bom, o que só nos acarretará dor no futuro.
  Aqueles que se julgam espertos o bastante para tirar proveito de cargos e situações, a si mesmos se iludem, pois o futuro lhes cobrará ceitil por ceitil.
  Aqueles que hoje ganham altos salários e pouco retribuem em forma de trabalho, terão que, no futuro, trabalhar muito para devolver o que receberam sem trabalhar.
  Os que dão um jeitinho de se aposentar antes do tempo, serão obrigados pelas leis divinas a, no futuro, trabalhar até que as forças físicas cessem.
  Por outro lado, os que hoje sofrem e se consideram esquecidos por Deus, num futuro mais ou menos breve, terão de volta as promissórias devidamente quitadas pelas leis maiores.
  Aqueles que hoje são visitados por enfermidades graves e pensam que isto é um grande mal, não se dão conta de que são as impurezas do espírito sendo drenadas pelo corpo físico e que, num futuro próximo, terão mais brilho espiritual.
  Por essas e outras razões, antes de julgar fatos e situações, façamos como o filho prudente da história e ponderemos sempre; "Se é bom ou se é mau, só o futuro dirá."

Pense nisso!

  Quando Jesus afirmou que a semeadura é livre mas a colheita é obrigatória, se referia à lei de causa e efeito.
  Sendo assim, é muito importante selecionar as sementes que hoje plantamos, sem a ilusão de que é possível enganar as leis de Deus.
  E não nos esqueçamos de que, se hoje colhemos frutos amargos e indigestos, eles fazem parte da nossa semeadura do ontem.

Pensemos nisso!

Fonte: R.M.E.

terça-feira, 14 de janeiro de 2014

Toda fé inspira novas conquistas e superações.


  A fé é força invisível que realiza prodígios jamais imaginados pelo homem, sendo portanto humana e divina.

  A fé humana é a que nos permite realizar os desejos materiais, como por exemplo ter sucesso na empresa, conquistar a vaga na escola, alcançar a conquista de uma casa própria.

  A fé divina é a que nos permite realizar as ações espirituais, as quais não tinham respostas para seu entendimento no passado, mas que hoje o Espiritismo e o Magnetismo explicam com tanta facilidade. Ela é encontrada na cura, no incentivo moral, no compartilhamento das boas vibrações, etc...

  A fé é pura vontade. Se tivermos realmente a vontade e nos esforçarmos, iremos atingir as metas tão desejadas. Sem a fé, estaremos nos entregando ao fracasso e facilitando-o.

  A fé não pode ser comprada, nem mesmo se ganha com facilidade, ela é conquistada pela dedicação mental em acreditar que somos capazes de realizarmos qualquer coisa, que nenhum obstáculo é grande o bastante para aquele que realmente quer superá-lo.

  Você gostaria de ser um palestrante? Acredite você pode. Gostaria de ser um médico? Acredite você pode. Gostaria de melhorar sua vida? Acredite, você pode. Todos podemos fazer aquilo que tanto desejamos, mas é preciso ter fé em nós e na providência divina e fazermos a nossa parte para que alcancemos as conquistas.

sexta-feira, 10 de janeiro de 2014

O difícil ato de perdoar um crime.


  O perdão não se aplica somente aos amigos e parentes, ele é necessário até mesmo ao mais vil dos homens. Os criminosos são os que mais precisam de auxílio, uma vez que nossas prisões terrenas não são para eles de nenhum auxílio.

  Se pensarmos: "Quero justiça pelo crime que este homem cometeu, a morte é pouco para um ser tão baixo!" Então estaremos condenando um irmão nosso sem antes pensar que nós também já erramos em outras coisas, talvez pequenas, talvez maiores do que o crime que ele cometeu.

  O que o mestre Jesus faria em nosso lugar? Condenaria o criminoso ou se compadeceria dele, estendendo-lhe a mão em auxílio?

  É certo de que não temos ainda a condição de auxiliar um criminoso, principalmente se o mal que ele praticou foi com alguém que amamos tanto, mas podemos perdoá-lo de coração e orarmos por ele, afim de que a espiritualidade possa auxiliá-lo a mudar de pensamentos e atitudes para o bem.

  Guardar ódio pelo criminoso não só não vai ajudar em nada, como também vai ocupar um grande espaço em teu coração que deveria estar livre para que o amor ali habitasse. Perdoa, portanto, afim de não ferir a si próprio pelos erros que outra pessoa cometeu.

  Deus é quem deve fazer julgamentos sobre nossas atitudes, pois nós mesmos ainda somos muito imperfeitos para apontarmos o dedo para alguém e acusá-lo. Se nós temos nossas leis humanas, Deus tem leis superiores às nossas e o Pai considera muitas pequenas coisas como faltosas, mas nossa lei nem sequer tem conhecimento de que isso é uma falta.

  Se queremos que nosso mundo melhore, ao invés de desejarmos a morte do criminoso, trabalhemos para que ele tenha condições de receber educação, trabalho e o estudo do evangelho, afim de se reformar e se arrepender, de se tornar uma pessoa melhor e de encontrar em nós, não um acusador cruel, mas um irmão disposto a amá-lo mesmo com as imperfeições que ele ainda carrega.

  Pensemos nisso!

quarta-feira, 8 de janeiro de 2014

Renúncia, a difícil arte de se espiritualizar.


  A renúncia é o exemplo máximo de libertação de tudo aquilo que pode nos ser prejudicial, afim de que nos aproximemos mais de Jesus.

  Ela pode ocorrer tanto no sentido material, quanto no sentido espiritual. Um ato sublime e que é reconhecido pela espiritualidade como uma grande prova de amor.

  A renúncia material ocorre quando abdicamos da luxúria, do supérfluo, do desnecessário para se viver. Como exemplo simples, podemos renunciar à compra de uma casa ou um carro novo, para então utilizarmos os recursos financeiros em prol dos que necessitem mais. Podemos renunciar à alimentação de carnes afim de privarmos nossos irmãos animais do sofrimento. E que tal seria deixarmos de comprar um celular novo para oferecermos ao próximo a alegria de ter o que vestir?

  Quem doa, também recebe. Os recursos financeiros nos abrem portas para a alegria nos corações sofridos. Ao evitarmos a alimentação animal, conservamos o corpo mais sadio, mais leve e há pureza no espírito menos culpado pela morte do pobre animalzinho. Esses são apenas alguns exemplos, pois existem diversos a serem aplicados.

  Na renúncia espiritual, vemos sempre o lado do coração. Podemos renunciar a momentos de lazer, afim de nos dedicar à caridade. Renunciar aos prazeres do sexo, afim de purificarmos o espírito no equilíbrio de suas energias. Renunciar à pensamentos negativos, afim de atrairmos somente coisas boas para nossas vidas.

  Ninguém renunciou mais do que Jesus, que não tinha bens materiais para viver e que conservava-se sempre em preces e meditações, refletindo sobre o que ia dizer, fazendo sempre o que lhe vinha ao coração, o bem sem nada querer.

  Todos podemos renunciar a alguma coisa na vida, bastando querer. Pensemos então em algo nesse sentido e nos esforcemos para que consigamos seguir os passos do grande Mestre Jesus!

segunda-feira, 6 de janeiro de 2014

Recompensa.


Em vários países a eutanásia, ou morte suave, como é conhecida, é legal. Vez ou outra, as manchetes anunciam que a família de um doente, considerado irrecuperável, conseguiu a administração da eutanásia.

De outras vezes, a televisão informa que doutor fulano realizou outra de suas façanhas, administrando a morte a um de seus pacientes.

Muitas são as vozes que se erguem, defendendo a eutanásia. Afinal, esperar o que, se o doente não tem cura?

No entanto, para aqueles que prezam a vida, aguardar pode trazer excelente recompensa.

O caso da família White Bull é dos mais interessantes. Cindy, uma das filhas, recorda que tinha apenas 10 anos quando tudo aconteceu.

Ela era muito afeiçoada à sua mãe. "vivia grudada nela", confessa, "como chiclete no sapato."

O pai era operador de computador e a mãe, Patrícia, fazia bijuterias em casa. Era detentora de uma beleza natural, de cabelos negros brilhantes e um sorriso luminoso.

Para todo lugar que fosse, ela levava os três filhos, de 10, 3 e 1 ano.

Patrícia se preparava para ter o quarto filho. Numa manhã de junho, ela se despediu das crianças com um "até amanhã", e foi para o hospital.

O amanhã foi negado. Patrícia deu à luz um filho sadio, Mark Jr. Porém, a jovem mãe teve uma parada cardíaca e os médicos não conseguiram reanimá-la antes que houvesse danos no cérebro.

Aos 27 anos, ela entrou em coma. Os médicos disseram que não havia esperança. Mesmo assim, o marido esperou três anos. Em desespero, se divorciou e mandou os filhos para parentes que os pudessem criar.

Durante 15 anos Patrícia permaneceu viva, mas sem viver. Ao se aproximar o Natal de 1999, um vírus causador de gripes e resfriados se propagava pelo centro de reabilitação.

O médico encarregado receitou um remédio contra a gripe que, por vezes, é usado para estimular pacientes com mal de Parkinson ou lesões cerebrais.

Alguns dias depois, uma assistente arrumava os lençóis da cama de uma senhora, quando a paciente se ergueu e exclamou: "não faça isso!"

Patrícia estava de volta ao mundo. Os filhos, chamados pela avó, correram para o leito da mãe, que ergueu os braços para abraçar, um a um, reconhecendo-os e chamando-os pelo nome.

Entretanto, o reencontro mais emocionante foi, com certeza, a de Mark Jr. Com a mãe que ele não conhecia. Era a primeira vez que ouvia a voz dela.

Ela, a primeira vez que tocava no filho que gerou.

Os médicos acreditam que a medicação tenha sido a responsável pelo despertar de Patrícia. No entanto, quando é utilizada para lesões cerebrais, é ministrada logo após o trauma. Não depois de anos.

E, mesmo assim, qualquer retorno à consciência, após longo tempo, é extremamente raro, afirmam os especialistas.

Para os filhos de Patrícia, no entanto, o que verdadeiramente importa é que ela está de volta. Esta é sua maior recompensa pela longa espera.

***

O prolongamento da vida é meta da ciência, que deve encontrar recursos para amenizar a dor e não para destruir o doente.

A eutanásia, em verdade, não é a morte sem sofrimento, mas sim a demonstração da indiferença e do desprezo pelo ser humano.

Mesmo nos países onde é legal, jamais será moral. Isto porque a criatura humana, não tendo o poder de criar a vida, também não tem o direito de a interromper ou destruir. Pense nisso.

Fonte: R.M.E.

quinta-feira, 2 de janeiro de 2014

Problemas do mundo.


  O mundo está repleto de ouro. Ouro no solo. Ouro no mar. Ouro nos cofres. mas o ouro não resolve o problema da miséria.

  O mundo está repleto de espaço. Espaço nos continentes. Espaço nas cidades. Espaço nos campos. Mas o espaço não resolve o problema da cobiça.

  O mundo está repleto de cultura. Cultura no ensino. Cultura na técnica. Cultura na opinião. Mas a cultura da inteligência não resolve o problema do egoísmo.

  O mundo está repleto de teorias. Teorias na ciência. Teorias nas escolas filosóficas. Teorias nas religiões. Mas as teorias não resolvem o problema do desespero.

  O mundo está repleto de organizações. Organizações administrativas. Organizações econômicas. Organizações sociais. Mas as organizações não resolvem o problema do crime.

  Para extinguir a chaga da ignorância, que acalenta a miséria; para dissipar a sombra da cobiça, que gera a ilusão; para exterminar o monstro do egoísmo, que promove a guerra; para anular o verme do desespero, que promove a loucura, e para remover o charco do crime, que carreia o infortúnio, o único remédio eficiente é o Evangelho de Jesus no coração humano.

  Sejamos, assim, valorosos, estendendo a Doutrina Espírita que o desentranha da letra, na construção da Humanidade Nova, irradiando a influência e a inspiração do Divino Mestre, pela emoção e pela ideia, pela diretriz e pela conduta, pela palavra e pelo exemplo e, parafraseando o conceito inolvidável de Allan Kardec, em torno da caridade, proclamemos aos problemas do mundo: "Fora do Cristo não há solução."

Bezerra de Menezes

Fonte: livro "O Espirito da Verdade"