quarta-feira, 12 de fevereiro de 2014

O desenvolvimento mediúnico equilibrado.


  O ser humano é médium por natureza, podendo apresentar diversos graus de mediunidade. Uns vêem, outros ouvem, alguns sentem, outros desdobram e há também os que oferecem partes de seus corpos para a comunicação entre os dois planos, como é o caso dos que psicografam e incorporam.

  Essas características da mediunidade podem se apresentar isoladas ou em conjuntos. Um médium pode ter duas ou mais destas características. Sua evolução pode se dar naturalmente ao decorrer da vida corporal ou pode ser adquirida mediante o trabalho e estudo no caminho do amor.

  Infelizmente, há muita interpretação errada com relação à mediunidade. Algumas pessoas a mistificam e a transformam em missões obrigatórias de elevado caráter moral e doutrinador. Não façamos isso, pois raros são os casos em que podemos assumir que temos realmente a condição de missionários de Deus.

  Em sua grande maioria, a mediunidade vem como provação e não como missão. Somos ainda tão imperfeitos que seria muita pretensão de nossa parte assumirmos a condição de missionários quando temos muito o que aprendermos ainda. A maior parte dos médiuns vive portanto a mediunidade para passar por provações que podem lhe auxiliar na evolução da fé, resgatar dívidas com espíritos menos esclarecidos que sofreram com algum erro do atual médium em encarnações passadas, ou até mesmo auxiliar algum ente próximo por meio deste portal entre o plano material e o espiritual.

  Adotando essa condição de que somos apenas humanos e imperfeitos, o médium passa a encarar sua mediunidade não como uma glória que exalta o orgulho e a vaidade, mas sim como uma oportunidade abençoada de se redimir de suas faltas por meio da caridade.

  Havendo essa capacidade de se comunicar com os espíritos, o médium passa a atrair boas e más companhias, tudo isso conforme o seu estado moral. É por isso que vemos alguns médiuns de bom coração e paz inabalável, enquanto outros que fazem mau uso da mediunidade se encontram sempre com segundas intenções e em perturbações constantes.

  Ao primeiro sinal de uma faculdade mediúnica surgindo, recomendado é pela doutrina Espírita que o futuro médium recorra à casa ou centro Espírita, onde será socorrido e orientado para o correto desenvolvimento da mediunidade e a aplicação no trabalho benéfico da caridade.

  Existem cursos preparatórios para o correto desenvolvimento. O que nos mostram a importância do estudo para o equilíbrio de uma vida harmoniosa, sem que nos entreguemos às más condutas e percamos a preciosa oportunidade de conquistarmos mais um degrau em nossa caminhada progressiva rumo à purificação de nossos corações.

  Um médium equilibrado e bem orientado jamais irá fazer consultas de adivinhação e nem cobrar pelo que recebe de graça do Altíssimo. As adivinhações que costumamos ver irmãos indisciplinados oferecendo sem a menor consciência do que fazem, podem e geralmente causam mais problemas do que auxiliam. Revelar-lhe o futuro pode tirar o mérito da provação de nosso irmão, é como saber o que vai cair na prova antes mesmo de realizá-la, o que nos leva a sensação de estarmos trapaceando. Quem o faz, apenas atrasa seu crescimento e descobrirá ao desencarnar que novamente irá enfrentar a mesma provação afim de que dessa vez a supere dignamente.

  Não existe fórmula mágica que nos desenvolva a mediunidade. Cada um tem a sua, conforme programado antes de nosso nascimento no orbe terreno. Se, por ventura, à medida em que estudamos o evangelho e nos aplicamos no caminho do bem a mediunidade se desenvolve, pode ser a indicação de que Deus nos encaminhou para um melhor aproveitamento de nossa encarnação, mas não é necessário a ninguém ser médium para fazer o bem, todos têm a mesma capacidade de amar.

  Lembrando que a mediunidade não é exclusividade da doutrina Espírita, uma vez que todos somos médiuns, ela pode se manifestar em maior grau em qualquer religião. Há médiuns em todas as igrejas e credos, até ateus possuem mediunidade, muitas vezes para aprenderem que Deus existe e que a vida não se encerra neste frágil corpo material.

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