segunda-feira, 31 de março de 2014

O que eu realmente quero.


  Eu queria ser um pouco mais forte, para nunca ter magoado alguém e ter resistido às ofensas.
  Eu queria ser um pouco mais calmo, para nunca ter apressado as coisas e ter meditado e refletido antes de agir.
  Eu queria ser um pouco mais simples, para ter aproveitado melhor as pequenas coisas da vida e ter aprendido a agradecer pelo que recebi.
  Eu queria ser um pouco mais alegre, para nunca ter despertado de mau humor e contaminado os que comigo convivem levando más vibrações à eles.
  Eu queria ser um pouco mais amoroso, para ter retribuído melhor o amor que Deus tem por mim, reconhecendo que tenho mais do que necessito para viver.
  Eu queria ser um pouco mais atento, para perceber que a minha dor não é a única e nem a maior que existe, sabendo que há gritos mais altos, fomes mais agudas e doenças mais dolorosas.
  Eu queria ser um pouco mais sábio, para entender de vez que só a caridade com amor pode me tornar uma pessoa melhor, porque fé sem ação é como pão sem fermento, não cresce na forma do coração.
  Eu queria ser um pouco mais presente, para não ter desperdiçado tantas horas da minha vida longe da família, na busca desenfreada pela ilusória riqueza de algumas horas extras no trabalho, deixando de colher o verdadeiro tesouro da alma que não é perecível como o é o dinheiro do mundo.
  Eu queria ser um pouco mais iluminado, para levar a luz do meu coração aos lugares onde ainda há trevas, medo e sofrimento, abrindo nas mentes perturbadas a porta do esclarecimento e mostrando a estrada da redenção.
  Eu queria ser tudo isso e muito mais, mas eu não sou ainda. Sei que tenho longa caminhada a percorrer. Sei que preciso continuar me esforçando e não vou desistir, por mais longa que seja a estrada da reforma interior.
  Eu descobri que Deus quer o mesmo que eu quero, que eu seja uma pessoa melhor a cada dia. Só essa noção de apoio que tenho de um Pai tão generoso já me encoraja a não desistir.
  Tantas foram as vezes que me questionei sobre quantas imperfeições ainda tenho a corrigir e poucas foram as que consegui superar, mas o que mais me anima é que ao menos algumas já ficaram para trás e, se já consegui isso, é um passo para frente, é uma amostra do que me espera no futuro, é um sinal de que eu posso ir mais longe.
  Tudo o que eu queria, nem sempre foi o que eu precisava e compreender isso, é aceitar que tudo tem o tempo certo. Se eu tentasse apressar essa mudança, talvez ela não acontecesse da forma correta, mas Deus na sua sabedoria me ensinou a esperar, me educou com paciência e me conduziu até aqui, nesse tempo, nesse lugar, nessa morada abençoada de oportunidades de melhorar.
  Antes eu apenas queria ser melhor, hoje eu tenho certeza de que eu realmente quero e que amanhã eu serei uma pessoa melhor,  um irmão melhor para o meu próximo, um filho melhor para Deus, um cristão melhor para o mundo, porque eu não desisti da caminhada, apenas meditei um pouco, retomei fôlego, entendi os tropeços e agora me levanto para seguir adiante, com fé e carregando uma sacola de sementes de amor extra, para ir semeando no caminho, não importa por onde eu passe, mas sim o que eu ali faça para o bem de todos.
  Quem quiser, pode se juntar a mim, caminharemos juntos, semearemos juntos, de mãos dadas, com lágrimas de alegria, sorrisos de esperança, canções de vitórias e ares de crianças que vivem para amar e serem amadas.

sábado, 29 de março de 2014

O meu jardim.


  Observa os raios dourados do sol que incide no jardim, despertando cores e beleza, impulsionando o movimento e a vida no desabrochar das flores, evocando o canto dos pássaros, o zumbido das abelhas, e invocando o amor do Criador. Neste Oasis encantado nossas almas se encontram, na doçura infinita desse centro de Luz-Amor!
  E neste recanto de paz o SACERDOTE DO AMOR DIVINO pronuncia a ORAÇÃO: “Livre-se das amarras que o mantém prisioneiro da ilusão do mundo; libere os laços da posse a qualquer custo; saia do espaço pequeno que retém e cerceia; abandona tudo que encadeia o pequeno Eu. Liberta o aprisionado Eu   Inferior para poder servir a Deus. Acenda a luz no altar da alma e com esse candeeiro na mão ilumine o caminho a seguir; faça o sacrifício e o ALTRUÍSMO revelará a GLORIA DO UNO”!
  Nada tema, se tu tens Deus no coração.  O temor cria a ilusão e a ilusão esconde a luz interior!
  Durante o restante de tempo desta encarnação, coloca a ênfase na espiritualidade, e sirva aqueles com quem entra em contato ou o destino o aproximou!
  Ora por aqueles que tu amas ou mesmo que não amas, e silenciosamente e em quietude o Céu te brindará com as moedas de Ouro da Vida Eterna!
  Não permita que a demanda das vozes menores sobreponha a Grande Voz do Altíssimo!
  Quebre as travas do passado e converta-se no verdadeiro SANYASIN, (aquele que entregou sua vida a Deus) que nada deseja para o Eu Separado; e viva no Amor puro do Senhor do Amor e da Vida!
  Quando as causas internas se esgotam em dor e enfermidade, logo mais vem à liberação!
  Permita que a DIVINDADE interna sobrepuje o desejo do ego negativo!
  Consagre-se ao santuário da alma e sirva com alegria, e permita que seu JARDIM interno seja um lugar de oração e refúgio para muitos que sofrem!
  Não esqueça que quem busca o teu jardim, vêm sobre tudo pela beleza e doçura da tua alma amorosa e pura!
  Faça também da tua vida um jardim para os outros, abençoando e curando a dor alheia!
  E sempre derrame a radiação do Amor nos pequeninos!
  Eis tua oração: “Amo e sirvo todos que encontro nos caminhos da Vida, e do meu jardim interior eu auxilio os que necessitam do meu Amor”!
  Toda palavra traz no seu bojo signos verbais de luz ou trevas, e quando a palavra vem de Deus ela toca o coração, muitas vezes levando até às lágrimas, e o coração sabe quando ela nasce de outro coração!
 
PAZ E LUZ!

Autor: Ismael de Almeida

sexta-feira, 28 de março de 2014

Nunca te arrependerás.


  Nunca te arrependerás de teres refreado a língua, quando pretendias dizer o que não convinha ou o que não era verdade.
  De teres formado o melhor conceito sobre o proceder de outrem.
  De não teres julgado com severidade os atos alheios, ignorando a real motivação de cada ser.
  Nunca te arrependerás de teres perdoado àqueles que te fizeram mal.
  De teres contribuído para obras destinadas à caridade e à promoção humana.
  De teres cumprido pontualmente tuas promessas bem pensadas.
  De seres fiel aos compromissos dignos e nobres a que te vinculastes.
  Nunca te arrependerás de teres suportado com paciência as faltas alheias.
  De teres ignorado as mentiras e as maledicências que te chegaram aos ouvidos, afastando-te dessa espécie de conversação.
  De teres dirigido palavras bondosas aos desventurados e tristes.
  De teres simpatizado com os oprimidos e de teres realizado algo de efetivo e bom em prol deles.
  Nunca te arrependerás de teres pedido perdão pelas faltas cometidas.
  De teres reparado o mal que causastes.
  De teres pensado antes de falar.
  De teres honrado a teus pais, agindo com gratidão por todo o bem que deles recebestes.
  De teres sido cortês e honesto em tudo e com todos.
  Nunca te arrependerás de teres ensinado algo de bom e de verdadeiro a uma criança.
  De teres sido capaz de cativar um coração e de teres feito uma amizade verdadeira.
  De teres oferecido pão a um faminto e consolo a um desesperado.
  Nunca te arrependerás de renunciar ao equívoco e seguir pelo caminho correto, por mais árduo que este possa ser.
  Nunca te arrependerás de seguir os exemplos de Jesus, porque o bem-estar causado pela certeza do dever cumprido supera qualquer sensação decorrente da satisfação de meras necessidades humanas.
  Podes escolher os caminhos que vais seguir no curso de tua jornada na Terra.
  Podes optar quais posturas assumirás diante das mais variadas circunstâncias da vida.
  És o senhor de teus passos, o dono de teu futuro.
  Não compete a mais ninguém as escolhas que afetarão a tua história.
  Por mais que os atos de terceiros sejam capazes de te atingir, somente os teus próprios atos, as tuas reações é que definirão os rumos do teu destino.
  Pensa nisso antes de agires.
  Reflete com ponderação e sabedoria.
  O arrependimento resulta de decisões equivocadas, tomadas sob a influência do egoísmo e da ira.
  Motiva teus atos nos ensinamentos do Cristo.
  Pensa sempre: "o que teria feito o Mestre Jesus se estivesse no meu lugar?"
  Eis um método bastante eficiente para saber quais atitudes são viáveis e quais trarão sofrimento, cedo ou tarde.
  Fazer o bem sempre é motivo de satisfação e júbilo.
  Não interessa ao homem de bem o reconhecimento pelo seu ato, tampouco gratidão e honrarias.
  A consciência tranquila e a certeza íntima de que se fez o melhor e o possível, deveria ser suficiente para apaziguar o coração humano.
  Não te rendas aos equivocados hábitos da maioria, que cede ao mal e busca recompensas materiais em tudo que faz.
  Segue sempre pelo caminho do bem, e nunca te arrependerás dessa escolha.

  Pense nisso.

Fonte: R.M.E.

quarta-feira, 26 de março de 2014

Somos espelhos ambulantes.


  Nós possuímos falhas? Sim, possuímos. Elas são muitas? Sim, são muitas. Quantas são? É difícil enumerar, pois nem sempre conseguimos vê-las sozinhos.

  Eu fico feliz quando deito a minha cabeça no travesseiro à noite, recordo como foi meu dia, lembro que consegui superar uma de minhas imperfeições e digo a mim mesmo: agora só faltam 999.999 para corrigir (fui modesto, devo ter mais).

  Pois é, são muitas mesmo, são tantas que à medida em que vamos corrigindo uma, descobrimos outra. Mas o lado bom é que ao corrigi-las, elas irão diminuir e como nós sabemos que temos que fazê-lo cedo ou tarde, bom é que venhamos a começar o quanto antes para não perdermos mais tempo.

  Quando procuramos por pessoas para fazerem parte de nossos círculos sociais, geralmente procuramos por semelhantes. Semelhantes em gostos, em pensamentos e principalmente em falhas. Digo isso porque nos identificamos com essas pessoas.

  Sabe porque Deus permite esse agrupamento? Para que nos vejamos no espelho.

  Vou explicar melhor! Quando conhecemos alguém e passamos a conviver com esta pessoa, descobrimos nela imperfeições que nos fazem, algumas vezes, até mesmo repudiá-la e cobramos dessa pessoa que se corrija. É o tal hábito errado que possuímos de julgar o próximo sem nos auto-avaliar primeiro.

  Em geral, essa imperfeição que encontramos no outro é exatamente a que nós possuímos e quando Deus nos permite viver com esta pessoa, é porque não fomos capazes de enxergar em nós essa falta, mas através do nosso irmão que servirá de um espelho refletor, então aprenderemos a vê-la.

  É ai que compreendemos porque não se deve julgar os outros. Quando apontamos o dedo acusador, nosso irmão que é um espelho de nós em termos de imperfeições, exibe a imagem nossa apontando de volta, mostrando que o que eu acuso é exatamente do que sou acusado, que a falta que  nele vejo é também a minha falta.

  Quanto mais lutamos para acusar os outros, mais apontamos pra nós mesmos e como numa avalanche onde a bola de neve vai aumentando e causando mais estragos, o mesmo ocorre com a nossa insistência de querer ver o mal somente nos outros, deixando de fazer a nossa parte em buscar em nós as imperfeições e corrigí-las.

  Procure olhar agora para as pessoas e veja nelas espelhos, veja nelas o teu próprio reflexo, veja nelas as atitudes que você precisa mudar em si próprio e deixe de querer mudar o próximo, deixe de querer mudar o mundo todo, mude primeiro a ti mesmo e depois, se quiser mesmo melhorar as pessoas ao teu redor, ao invés de acusar, dê bons exemplos de conduta.

  Pensemos nisso com carinho!

segunda-feira, 24 de março de 2014

Aprendendo com a derrota.


  Quando pensamos em derrota, nos vêm à mente o desânimo e o medo como respostas, mas não devemos pensar desta forma.

  Porque a derrota em qualquer situação de nossa vida nos serve de aprendizado e crescimento.

  É através da derrota, que podemos perceber onde poderíamos ter feito melhor, onde poderíamos ter mais coragem e força.

  Assim sendo, logo depois de uma derrota devemos erguer a cabeça e acreditar em nós, acreditar em nossa capacidade de superação e não esmorecermos porque algo não saiu como esperávamos que fosse, e muitas vezes perdemos agora para ganharmos depois.

  Não podemos nos esquecer que todo esforço é válido, independente de sermos vitoriosos ou derrotados.

  Derrotados na batalha não significa que perderemos a guerra, por isso temos todos os dias a oportunidade de fazermos tudo diferente do dia anterior, basta que sejamos confiantes na força que Deus depositou em nós e termos realmente a coragem de recomeçar a qualquer tempo.

  Com as derrotas trabalhamos em nós o orgulho e buscamos a humildade para reconhecer nossos erros, e ver que as derrotas nos dão a oportunidade para a reflexão de nossos sentimentos e ações, e com isso aprendemos mais sobre a vida.

  Diante de uma derrota, fortaleça seus objetivos, e, utilize mais a sua capacidade interior de superação... que certamente você tem!

Lourival Silveira - Diretoria CEAL

sábado, 22 de março de 2014

Quanto vale o nosso tempo?


  Uma ótima tirinha para refletirmos sobre nossa vida e como usamos o nosso tempo!

  Não está na hora de começarmos a dedicar um pouco mais do nosso tempo em prol daqueles que nos amam tanto e deixar um pouco essa ganância de ganhar dinheiro e enriquecer que é tão prejudicial a nós?

  Quanto tempo temos desperdiçado? Ganhamos doenças com todo esse esforço desenfreado e perdemos oportunidades de estarmos com aqueles que tanto nos querem bem para trabalharmos dia e noite e para que? Para termos uma TV de última geração mas não termos com quem assistir? Para termos um celular chique, mas não termos tempo para conversar? Para termos um carro top, mas não termos um fim de semana livre parar viajarmos e curtirmos a paisagem?

  Pensemos nisso, vejamos o quão importante essas coisas são para nossas vidas e dediquemos o esforço devido ao que realmente nos fará bem.

sexta-feira, 21 de março de 2014

A extensão dos recursos que em nós germinam.


  "Se o homem conhecesse a extensão dos recursos que nele germinam, talvez ficasse deslumbrado e, em vez de se julgar fraco e temer o futuro, compreenderia a sua força, e sentiria que ele próprio pode criar o seu futuro."
Leon Denis

  Na citação acima de Leon Denis, aprendemos que ainda não conhecemos a nossa verdadeira capacidade de superação. É comum nos auto analisarmos como fracos, incapazes, vítimas, desprovidos de qualidades boas e até mesmo nos reconhecermos como seres desprezíveis.

  Não é o que somos, pois somos todos espíritos ignorantes em busca de nossa evolução. A caminhada é igual para todos, todos passam pelos mesmos sofrimentos assim como passam pelas mesmas alegrias, todos têm as mesmas chances de caírem e de levantarem.

  A força que há dentro de nós é superior à nossa capacidade de compreensão. Quantas vezes você não se julgou fraco o bastante e incapaz de superar uma perda, um fracasso ou uma desilusão amorosa? Mas superou, mesmo que ainda não tenha feito por completo, pois está aqui, agora lendo este texto, refletindo sobre o momento em que se julgou fraco demais e comparando com seu estado atual, observando que conseguiu se sustentar diante da provação até o presente momento.

  Todos temos fardos pesados, mas acima de tudo, temos qualidades e características que nos dão uma condição superior à esses fardos. Somos mais fortes, somos mais capazes, somos melhores se desejarmos realmente sermos. Temos que lembrar que dentro de nós brilha uma luz de amor que anseia pela sua exteriorização, que aguarda a oportunidade de surgir através do nosso corpo físico que realiza ações constantemente. Vamos abrir nossos corações e deixar essa luz sair, vamos superar tudo e realizar nossos sonhos, vamos aplicar na nossa vida, independente das dificuldades, os ensinamentos de bondade e amor que Jesus nos trouxe.

  Se você falhou 1, 2 ou várias vezes, medita, analisa, observa, estuda e tenta entender se o caminho é um bom caminho, se você deu tudo de si, se por acaso não prejudicou o seu próximo na ânsia de realizar algo, mas lembra que há potencial dentro de ti e que você é capaz de realizar coisas que jamais imaginou.

  À 2000 anos atrás, ninguém se imaginava sendo capaz de voar, de curar uma determinada doença, de escalar o monte Everest, de alegrar crianças doentes num hospital, mas hoje todas essas coisas se tornaram realidade porque a humanidade está aprendendo que tem mais dentro de si do que conhece.

  Somos espíritos capazes de evoluir, somos melhores à cada dia, temos essa possibilidade de crescer no campo intelectual e também no moral, e devemos fazê-lo, apenas lembre-se de manter o equilíbrio, use sua força interior de forma adequada, não cobre de si o que ainda não é capaz de fazer, mas tenha paciência consigo, pois cedo ou tarde você se superará e amará mais do que um dia amou, perdoará mais do que um dia perdoou, raciocinará mais do que um dia já raciocinou.

  Tudo está dentro de você, o bem e o mal, é você quem escolhe qual deles quer deixar sair.

  As principais sementes que Deus plantou dentro de nós são a Fé e o Amor. Ambas necessitam germinar, crescer e dar frutos. Elas geram uma força descomunal, invencível, é a superação de todos os medos, é a elevação de todas as virtudes. Concentre-se nestas duas e alcance todas as conquistas que o nosso espírito pode obter.

  Que brilhe a vossa luz!

quarta-feira, 19 de março de 2014

Atitude de Gratidão.


  Você é daquelas pessoas que acorda de manhã com uma canção de agradecimento nos lábios? À medida que transcorre seu dia, você tem uma sensação de plena apreciação pela vida? Ou você precisa se esforçar muito para descobrir algo pelo qual agradecer?

  O termo gratidão vem da palavra latina gratus, que significa agradável. A interpretação óbvia é que quando se está feliz com alguma coisa, também se está grato. Uma segunda interpretação – a mais radical e por isso minha preferida, é que, quando se está grato, então se está feliz, não por algo em si, mas pela gratidão. Em outras palavras, para se sentir feliz, sinta-se grato. Temos muito por que nos sentir gratos.

  Existem três maneiras de agradecer. A primeira maneira é procurar as coisas boas e agradecer por elas. Tente ver o lado bom das situações mesmo que pareçam, à primeira vista, difíceis ou desagradáveis.

  Uma segunda maneira de vivenciar o agradecimento é agradecer antes do tempo por qualquer bem que se deseje na vida. Em outras palavras, criamos nossa vida externa da mesma maneira que criamos nossa vida interna – com pensamentos, crenças e atitudes. A gratidão antecipada é uma atitude de vencedor e nos ajuda a criar e agir na direção daquilo que queremos. Se você deseja um estilo de vida mais próspero, comece a se sentir hoje mesmo como uma pessoa próspera e agradecida. Essa atitude tende a torná-lo próspero.

  Uma terceira maneira de vivenciar o agradecimento – talvez a mais difícil e a mais significativa – é agradecer pelos problemas e desafios de sua vida. Ao enfrentar e superar os desafios, ficamos mais fortes, mais sábios e obtemos um maior entendimento.

  (...) Como disse Ernest McFarland  (Ex-Governador do Estado de Arizona-EUA), no auge de sua doença: "Estou tão ocupado agradecendo as boas coisas que tenho, que não me sobra tempo para sentir carência, mágoa ou deficiência.".

  À medida que você se torna um apologista da abundância que possui, uma crescente atitude de agradecimento trará maior felicidade e prosperidade para você. A gratidão atrai coisas boas.

  Experimente! Comece agradecendo pela dádiva da vida, e seja muito feliz...

  Texto da Diretoria do Ceal

segunda-feira, 17 de março de 2014

A organização para o estudo do evangelho.


  Não é de hoje que notamos uma grande diferença nas almas dotadas da virtude conhecida como organização. Estas almas são disciplinadas, preocupadas com o bom desempenho, evitam as surpresas desagradáveis e nos dão maior confiança.

  No estudo do evangelho e de qualquer obra no meio espiritual não devem faltar os trabalhadores organizados. Todas as reuniões precisam de tempo, dedicação, organização, disciplina e assiduidade.

  Uma reunião onde tudo ocorre por improviso, gera desconfiança, não passa a credibilidade e nem agrada os ouvintes. É preciso que se faça uma programação antes de se dar uma palestra, é preciso estipular um tempo limite máximo e mínimo.

  Tenho presenciado tais acontecimentos desagradáveis em algumas reuniões e passo como experiência própria que o momento torna-se constrangedor. As pessoas que buscam por orientação no caminho do amor precisam receber a dose certa de instrução evangélica, nem mais e nem menos. Se a palestra for curta demais, ficará um clima de "já acabou?" ou "é só isso que eles têm para oferecer?", no entanto uma palestra demasiada longa pode gerar um clima de "falta muito para acabar?" ou "que sermão demorado!".

  Ao ocorrer tais situações, aquela pessoa que veio para receber a semente de amor pode se chatear e não voltar mais, o que para nós seria uma grande tristeza pois é importante que os ensinamentos de Jesus cheguem a todas as pessoas e caiam da melhor forma possível como gotas revigorantes em seus corações.

  A organização, portanto, é de extrema importância. Saber que equipamentos iremos usar, termos um cronograma e um conteúdo preparados, deixar alguém como suplente para caso ocorra a falta do palestrante. Se somos desleixados, lembremos que Jesus nos convida todos os dias ao aprimoramento de nossas imperfeições. Não seria o caso de corrigirmos essa falha?

  A espiritualidade que nos assiste durante as reuniões de estudos da doutrina espírita e de outras religiões também, está sempre em condições organizadas. Os bons espíritos chegam antes, geralmente 1 hora antes do início dos trabalhos de evangelização, fazem a arrumação do ambiente movimentando os fluídos, removendo as vibrações prejudiciais. Você já notou que quando adentra uma casa espírita ou uma igreja pouco antes de começarem os trabalhos há uma sensação de paz e leveza?

  Agir de forma indisciplinada nestas reuniões é faltar com respeito com os bons trabalhadores de Jesus que tanto se esforçam para nos auxiliar. E não devemos ver somente os trabalhadores encarnados que cometem erros, prestemos atenção em nós mesmos, expectadores que costumamos adentrar ao recinto em conversas altas, sobre assuntos pouco agradáveis, algumas vezes até mesmo com roupas impróprias. É preciso ter respeito, é preciso silenciar ao entrar no ambiente de amor preparado para nossa cura espiritual, é preciso lembrar que como doentes que somos que somente seremos auxiliados se estivermos realmente receptivos ao auxílio. Como posso aprender a ser humilde se a todo instante faço fofocas de fulano? Como posso equilibrar-me no campo sexual se utilizo roupas chamativas e com decotes extravagantes? Como posso purificar meu coração se tudo o que penso é sobre a mágoa que me causaram?

  A organização é para todos uma disciplina que nos conduz à boa realização de um trabalho e à melhor absorção dos ensinamentos recebidos.

  Pensemos nisso com muito carinho!

sexta-feira, 14 de março de 2014

O que define você?

O que nos define é o tema desta palestra motivacional que é de encher os olhos d'água e amolecer até o mais endurecido coração!


Vídeo disponível no link Vídeo_76

quarta-feira, 12 de março de 2014

Um simples conselho.


  Certa vez um jovem muito rico foi procurar um rabi para lhe pedir um conselho.
  Toda sua fortuna não era capaz de lhe proporcionar a felicidade tão sonhada.
  Falou da sua vida ao rabi e pediu a sua ajuda.
  Aquele homem sábio o conduziu até uma janela e pediu para que olhasse para fora com atenção, e o jovem obedeceu.
  O que você vê através do vidro, meu rapaz? Perguntou o rabi.
  Vejo homens que vêm e vão, e um cego pedindo esmolas na rua, respondeu o moço.
  Então o homem lhe mostrou um grande espelho e novamente o interrogou: o que você vê neste espelho?
  Vejo a mim mesmo, disse o jovem prontamente.
  E já não vê os outros, não é verdade?
  E o sábio continuou com suas lições preciosas:
  Observe que a janela e o espelho são feitos da mesma matéria prima: o vidro. Mas no espelho há uma camada fina de prata colada ao vidro e, por essa razão, você não vê mais do que sua própria pessoa.
  Se você se comparar a essas duas espécies de vidro, poderá retirar uma grande lição.
  Quando a prata do egoísmo recobre a nossa visão, só temos olhos para nós mesmos e não temos chance de conquistar a felicidade efetiva.
  Mas quando olhamos através dos vidros limpos da compaixão, encontramos razão para viver e a felicidade se aproxima.
  Por fim, o sábio lhe deu um simples conselho:
  Se quiser ser verdadeiramente feliz, arranque o revestimento de prata que lhe cobre os olhos para poder enxergar e amar os outros. Eis a chave para a solução dos seus problemas.
  Se você também não está feliz com as respostas que a vida tem lhe oferecido, talvez fosse interessante tentar de outra forma.
  Muitas vezes, ficamos olhando somente para a nossa própria imagem e nos esquecemos de que é preciso retirar a camada de prata que nos impede de ver a necessidade à nossa volta.
  Quando saímos da concha de egoísmo, percebemos que há muitas pessoas em situação bem mais difícil que a nossa e que dariam tudo para estar em nosso lugar.
  E quando estendemos a mão para socorrer o próximo, uma paz incomparável nos invade a alma.
  É como se Deus nos envolvesse em bênçãos de agradecimento pelo ato de compaixão para com seus filhos em dificuldades.
  Ademais, quem acende a luz da caridade, é sempre o primeiro a beneficiar-se dela.
  E a caridade tem muitas maneiras de se apresentar:
  Pode ser um sorriso gentil...
  Uma palavra que anima e consola...
  Um abraço de ternura...
  Um aperto de mão...
  Um pedaço de pão...
  Um minuto de atenção...
  Um gesto de carinho...
  Uma frase de esperança...
  E quem de nós pode dizer que não necessita ou nunca necessitará dessas pequenas coisas?

  Pense nisso!

  A caridade é o gênio celestial que nos tece asas de luz para a comunhão com o pensamento divino, se soubermos esquecer de nós mesmos para construir a felicidade daqueles que nos estendem as mãos.

  Pensemos nisso!

Fonte: R.M.E.

segunda-feira, 10 de março de 2014

Semeadura promissora.


  É bastante comum professores reclamarem das dificuldades em sala de aula, com crianças e jovens mal-educados e agressivos.
  Alguns chegam a se tomar de tristeza, admitindo que, por mais que invistam nos alunos, eles parecem permanecer exatamente do mesmo tamanho.
  Talvez fosse esse também o pensamento daquela cansada professora. Dava graças a Deus por estar aposentada.
  Com a perna esquerda a lhe doer, de forma quase constante, problemas com pressão arterial e tonteiras, pensava:
  Não tenho mais energia para ensinar, hoje em dia.
  Dirigindo-se para a fila do caixa do supermercado, ela não pôde deixar de olhar para o casal à sua frente.
  A mulher estava grávida e quatro crianças a rodeavam. O que chamou a atenção da professora foi a tatuagem no pescoço do rapaz.
  Ele esteve preso, pensou.
  Observando-o um tanto mais, viu as calças largas, a camiseta branca e o cabelo raspado.
  Deve fazer parte de uma gangue, disse para si mesma.
  Então, ele se voltou para ela. Sorriu e insistiu para que ela passasse à frente.
  Não, disse a professora. Vocês estão com crianças.
  Devemos respeitar os mais velhos, defendeu-se o homem.
  E fez um gesto largo, indicando o caminho para ela.
  Um sorriso meio desajeitado chegou aos lábios dela. Era bom encontrar um cavalheiro, afinal.
  E dizer que pensara tão mal dele. Julgara-o pela aparência. Intrigada, virou-se para ele, enquanto os itens de sua compra eram registrados pela atendente e perguntou:
  Diga-me uma coisa, rapaz: quem lhe ensinou boas maneiras?
  O rapaz abriu um sorriso, olhou-a nos olhos e afirmou:
  A senhora, sra. Simpson, na terceira série.
  A toda semeadura existe uma colheita. Quem semeia vento, colhe tempestades, diz o ditado popular.
  E Jesus, enaltecendo a semeadura, narra a Parábola do Semeador que saiu a semear.
  Isso nos diz que importante se faz a semeadura. A semeadura dos bons exemplos, do bom ensino.
  Mesmo quando se possa pensar que a semente caiu sobre pedregulhos, ou terreno inculto, existe esperança.
  Porque, às vezes, é equivocada a nossa observação. Quando as crianças parecem estar alheias a todo ensino, ainda assim absorvem as sementes.
  Logo mais ou em tempo distante, rebentarão em grãos e frutos.
  Por isso, não nos cansemos de semear, de falar o bem, ensinar o correto.
  Mais que tudo, exemplifiquemos sempre. Porque, em síntese, todos somos educadores, mesmo sem atentarmos para isso.
  A nossa delicadeza agradecendo ao atendente no comércio, a gentileza cedendo o lugar ao outro, o sorriso e um pedido de desculpas por esbarrão involuntário, tudo está sendo visto por alguém.
  E servirá de exemplo. Exemplo que contagia.
  Assim, em qualquer lugar, ensinemos sempre. Aos nossos filhos, aos nossos alunos, aos colegas de repartição, aos amigos.
  Em meio à pressa de que o Mundo parece estar pleno, pare para ajudar alguém.
  Ceda sua vez no trânsito, espere com paciência, não aumente o rol dos reclamantes e resmungões.
  Seja você o que semeia tranqüilidade em meio à confusão. O que emita uma palavra de serenidade, quando os outros se apresentam inquietos.
  Onde quer que vá, espalhe as suas sementes de paz, de delicadeza, de gentileza.
  Muito antes que você possa imaginar, perceberá no campo verdejante da sua comunidade, as flores aparecerem e os frutos se apresentarem.

Acredite nisso!

Fonte: R.M.E.

sexta-feira, 7 de março de 2014

Cada um dá aquilo que tem.


  Quando o trabalhador está pronto, o serviço aparece! Essa regra que Deus aplica em nossas vidas é uma prova de que todos podem trabalhar no auxílio ao próximo, mas necessário se faz que nos preparemos primeiro.

  A espiritualidade carinhosamente nos chama ao estudo diário, às reflexões sobre o evangelho, aos debates saudáveis entre os amigos de comum ideal, não para nos sobressairmos, mas para humildemente aprendermos uns com os outros.

  Em diversas obras espíritas, aprendemos que cada um pode dar aquilo que possui, mas não pode dar mais do que possui. Como esperar que um copo d'água que está pela metade possa nos dar o equivalente a um copo completo d'água? Se na física já notamos tal relação, na vida espiritual não seria diferente.

  Muitas vezes quando um candidato a futuro trabalhador deseja iniciar nos serviços da caridade, ele se questiona sobre o que tem para oferecer e se realmente tem condições de ser útil. Este questionamento é sábio e de certa forma muito nobre ao demonstrar a humildade de coração, mas nos chama a reflexão sobre o fato de que o trabalhador sincero e dedicado de coração pode doar muito mais do que é capaz de ver.

  Muitas vezes o pouco que temos é muito para quem sofre e não me refiro somente aos bens materiais, mas também ao conhecimento, à paciência, ao amor, ao tempo, ao ombro amigo.

  Quem quer iniciar, deve esforçar-se para superar suas barreiras causadas pelas imperfeições, deve manter-se em constante estudo e trocas de informações com irmãos mais adiantados moralmente, mas nunca deve temer, pois tudo na vida é aprendizado e logo os erros iniciais serão suprimidos pela boa vontade e pelo coração humilde do bom trabalhador.

  Quanto mais amor enchermos nosso coração, mais amor teremos para compartilhar. Necessário é que o trabalhador esqueça de suas aflições em casa, que se entregue de coração à caridade, para que possa beneficiar a todos, inclusive a ele mesmo.

  E a medida em que estudamos, conhecemos mais sobre Jesus e sobre sua doutrina de amor, nos tornamos cálices contendo o seu vinho da paz e viramos instrumentos de Deus para a semeadura.

  Quem se julgar incapaz de um dia fazer um trabalho do bem, este está na verdade perdendo valiosa oportunidade de provar a si mesmo que todos podemos amar, doar e auxiliar, na medida daquilo que temos dentro de nós e que todos podemos melhorar para crescermos no caminho que nos leva ao amor incondicional e fraternal que Jesus tanto nos convidou no passado e que agora nos presenteia com a oportunidade de exercitarmos.