quinta-feira, 29 de maio de 2014

Deus sabe.


  Há momentos muito difíceis, que parecem insuperáveis, enriquecidos de problemas e dores que se prolongam, intermináveis, ignorados pelos mais próximos afetos, mas que Deus sabe.
  Muitas vezes te sentirás à borda de precipícios profundos, em desespero, e por todos abandonado. No entanto, não te encontrarás a sós, porque, no teu suplício, Deus sabe o que te acontece.
  Injustiçado, e sob o estigma de calúnias destruidoras, quando, experimentando incomum angústia, estás a ponto de desertar da luta, confia mais um pouco, e espera, porque Deus sabe a razão do que te ocorre.
  Vitimado por cruel surpresa do destino, que te impossibilita levar adiante os planos bem formulados, não te rebeles, entregando-te à desesperação, porque Deus sabe que assim é melhor para ti.
  Crucificado nas traves ocultas de enfermidade pertinaz, cuja causa ninguém detecta, a fim de minimizar-lhe as conseqüências, ora e aguarda ainda um pouco, porque Deus sabe que ela vem para tua felicidade.
  Deus sabe tudo!
  Basta que te deixes conduzir por Ele, e sintonizado com a Sua misericórdia e sabedoria, busca realizar o melhor, assinalando o teu caminho com as pegadas de luz, características de quem se entregou a Deus e em Deus progride.
* * *
Franco, Divaldo Pereira. Da obra: Filho de Deus.
Ditado pelo Espírito Joanna de Ângelis.

  Quantas vezes nos desesperamos por um acontecimento e ao invés de procurarmos nos acalmar vamos logo tentando achar o culpado daquele mal?
  Deus, na sua infinita sabedoria, tem conhecimento de causa sobre tudo em sua vida. Se o mal te aflige, não é por acaso e o Pai já sabe qual é o remédio necessário.
  Quando vamos orar, a espiritualidade já sabe do que se trata, no entanto ela aguarda que você ore para que tenha ao menos realizado um pequeno esforço de se lembrar do Pai de amor e bondade que te criou. É um momento importante que nos aproxima de Deus, pois a maioria de nós o busca pela dor ao invés de o fazê-lo pelo amor.
  A compreensão do que o ocorreu pode demorar a vir, portanto meditar e refletir é importante para desvendar o mistério, mas mais importante é entender "para que" aquele acontecimento veio, "qual mudança" dentro de nós ele veio requerer. Deus usa desses momentos para nos elevar moralmente e consegue com isso que nos tornemos pessoas melhores, mais fortes, mais confiantes na providência divina.
  Sim, Deus sabe do teu sofrimento e não te abandona nunca, mas não quebra suas próprias leis. Se o universo e a natureza requerem de ti um período de mudanças e adaptações, não lhe será concedido um alívio enquanto você lutar contra a vontade de Deus. Aceita e segue em frente. Confia e esforça-te para superar a dificuldade. Mas lembre-se de que a vontade de Deus está acima da nossa, sempre!

segunda-feira, 26 de maio de 2014

A Educação.


  É pela educação que as gerações se transformam e aperfeiçoam. Para uma sociedade nova são necessários homens novos. Por isso, a educação desde a infância é de importância capital.
  Não basta providenciar a instrução da criança. Ela deve aprender a se conduzir como ser consciente e racional. Isto é tão necessário como saber ler, escrever e contar.
  É entrar na vida, armado, não só para a luta material, mas, principalmente, para a luta moral.
  Para despertar na criança as primeiras aspirações ao bem, para corrigir um caráter difícil, são precisos, por vezes, a perseverança, a firmeza, uma ternura de que somente o coração de um pai ou de uma mãe pode ser capaz.
  Essa tarefa, no entanto, não é tão difícil quanto se pensa, pois não exige uma ciência profunda. Grandes e pequenos a podem realizar, desde que se compenetrem do alvo elevado e das conseqüências da educação.
  Bonita lição foi a ocorrida em um supermercado. A jovem mãe tinha cerca de 27 anos e o menino, uns 2. Ele se mostrava birrento, teimoso e violento. Ela, forte, serena e irredutível.
  O local era uma prateleira de supermercado recheada de chocolates. O menino parecia uma fera. Queria, porque queria, cinco. Ela, firme, dizia que ele poderia levar apenas um.
  Foi uma aula de maternidade. O menino gritava, chorava tão forte e doído que parecia estar apanhando.
  Batia os pés, rolava no chão, ameaçava derrubar a prateleira toda. Tudo inútil.
  Sem usar de violência física ou erguer a voz, a mãe o obrigava a escolher. "ou leva um só ou não leva nenhum. Vai ter de escolher."
  A voz não era de quem tem raiva. Era de quem guarda certeza do que está fazendo. Mais ou menos 15 espectadores observavam o acontecimento, aglomerando-se no corredor do supermercado.
  Foram dez minutos dolorosos, no final dos quais o pequeno aceitou sua derrota. Os gritos e os pontapés foram diminuindo. Por fim, ele parou com a manha, aceitou a mão da mãe e saiu do supermercado com sua única barra de chocolate.
  O resto ficou lá, na prateleira. Perdeu o supermercado. Venceu a mãe. Venceu a educação.
  Desde que o mundo é mundo, crianças querem porque querem, certas coisas. Muitos pais cedem, ou para não enfrentar o incômodo da birra, ou porque temem os olhares de eventual desaprovação de quem os observa.
  Os que não educam os seus filhos, os verão sofrer na vida, fazer sofrer a outros e perder a chance de progresso.
  São fabulosos os pais que proíbem, sem raiva, e dão o necessário, sem dar demais.
  A nossa sociedade tem mentalidade de supermercado. Oferece mil prateleiras com tentações e incita os imaturos a consumir mais do que precisam.
  Por isso mesmo, são dignos de aplauso os casais que educam seus filhos para não consumir demais, a fazer escolhas, a crescer, a amadurecer.
***
  Os espíritos que habitam os corpos dos nossos filhos vêm coabitar conosco para que os ajudemos a vencer os seus defeitos e os preparemos para os deveres da vida.
  Estudemos, desde o berço, as tendências que a criança trouxe das suas existências anteriores. Apliquemo-nos a desenvolver as virtudes e aniquilar os vícios.
  Que não nos detenham a fadiga, nem o excesso de trabalho.
  Auxiliemos a transformação social. Transformemos a face do mundo, pelo caminho da educação.

  Pense nisso.

Fonte: R.M.E.

sexta-feira, 23 de maio de 2014

Libere o que há de melhor em ti.

  Tudo o que você precisa está dentro de você, esperando para ser reconhecido, desenvolvido e puxado para fora. Uma bolota de carvalho contém dentro de si uma poderosa árvore.

  Você contém dentro de você um poderoso potencial. Assim como a bolota tem que ser plantada e cuidada para poder crescer e se transformar num majestoso carvalho, assim também o que está dentro de você tem que ser reconhecido antes de poder ser trazido à tona e usado em todo seu potencial; senão vai continuar dormente dentro de você.

  O que acontece com muitas almas é que este tremendo potencial nunca chega a se desenvolver nesta vida e é frequentemente carregado de uma vida para outra.

  Que processo desnecessário! Agora é hora de despertar e utilizar tudo o que você tem em seu interior. Saiba que você pode fazer qualquer coisa porque EU ESTOU com você, fortalecendo e guiando cada um de seus momentos e de suas decisões, até que, como a semente de carvalho, você tenha rompido sua casca e esteja livre para crescer como o poderoso carvalho.

(Abrindo Portas Interiores - Eileen Caddy)

  Este lindo texto acima nos chama para o despertar da consciência, para a libertação do amor que ainda está preso em nós. Quantas pessoas reclamam que não sabem amar justamente porque querem guardar o amor só para si mesmas?

  Se aprendermos a compartilhar o que temos de melhor dentro de nós, passaremos a ser mais agradáveis, mais receptivos, mais humildes e quem sabe nos aproximaremos um pouquinho da pureza de espírito do mestre Jesus.

  Todo mundo tem algo de bom dentro de si, mas nem todo mundo sabe reconhecer isso. Olhe para o seu interior, medite e sinta a energia do universo fluindo em suas veias. Concentre-se na bondade, eleve sua alma a um estado vibracional de leveza e brandura.

  É certo que o momento é agora, devemos fazer o bem no presente, viver o presente, esquecer passado e futuro. Quem se concentra no seu eu interior, enxerga além do que os olhos materiais consegue ver. Sente além do que os nervos pode sentir. Pensa além do que o cérebro pode processar.

  É hora de amar, amar muito. Abra seu coração, abrace o seu próximo, diga o quanto você ama as pessoas ao seu redor, perdoe os inimigos, acredite no seu potencial, veja a beleza da vida e seja feliz.

  Reflitamos sobre isso com carinho!

quarta-feira, 21 de maio de 2014

O Duelo.


  O duelo usado antigamente nada mais era do que um assassinato premeditado. Ora, acaso aquele que entrava na arena para atacar o seu irmão não sabia que a espada que empunhava iria feri-lo? Ou até pior, poderia matá-lo?

  Tal como leões furiosos agindo por instinto, mas pior por ter consciência de seus atos, o homem matava barbaramente um ao outro. E olha que isso ocorria a muitos anos atrás, mas será que já extinguimos os duelos de nossas vidas? Será que encontramos uma forma de resolvermos nossas diferenças de opiniões civilizadamente?

  Transportemos isso para a atualidade, vejamos o que ocorre hoje. O homem que presta contas do orgulho ferido, de posse de arma, muitas vezes se diz querer dar apenas um susto mas acaba matando o próximo, ferindo-o, se assemelha muito ao duelista, assassino a sangue frio.

  Casos de traições conjugais se apresentam em grande maioria, mas há também os casos de traições em sociedades empresariais, por exemplo. O fato é que em todos eles há o orgulho falando mais alto do que a consciência pode clamar por calma na resolução do problema. Se antes de cometermos ações que ferem as leis divinas, nós pensássemos, provavelmente evitaríamos muitas faltas graves que se acumulam e que são cobradas depois, seja pela justiça do homem, seja pela justiça de Deus.

  É preciso sempre ponderar sobre nossas atitudes, pois revidar o mal com o mal nunca nos auxiliou em encontrar a paz e o equilíbrio. Não foi isso que Jesus ensinou, pois Ele mesmo não empunhou uma espada quando foi capturado e ainda assim pediu para os apóstolos que baixassem as espadas deles, afim de que não causassem mal aos prepostos de Cesar e aos Fariseus que ali se encontravam querendo a cabeça do divino mestre.

  Somente a meditação com uma boa reflexão aliada à prece sincera de coração pode nos trazer luz à mente perturbada pelo ódio, pelo orgulho ferido, pela sede de vingança. Antes de agir, é preciso consultar a consciência, é preciso questionar se o que queres fazer é o que desejarias que te fizessem. Evitemos agir como brutos e inconsequentes, esforcemo-nos para evitarmos um mal maior, pois se muitas vezes o fizéssemos, quantos males não poderíamos ter evitado, os quais nos arrependemos depois.

  Irmãos, a violência nunca foi e nunca será a forma correta de resolvermos nossas diferenças. Abaixemos as armas da ignorância e levantemos a mão estendida do perdão, quebremos nosso orgulho em prol da paz e do amor.

  Sejamos homens, não animais agindo por instinto, sejamos puros de coração!

segunda-feira, 19 de maio de 2014

Espiritualidade e Religião.


  Na semana que se passou nós tivemos um episódio muito triste que nos mostra o quanto ainda somos atrasados moralmente. Apesar de existirem diferenças entre as variadas crenças e religiões, culturas e nações, todos somos filhos de Deus e ninguém tem o direito de excluir o próximo desta filiação.

  O caso em questão refere-se a um juiz, aqui mesmo no Brasil, o qual excluiu as religiões Umbanda e Candomblé, desconsiderando-as religiões. Se suas práticas não condizem com os ensinamentos cristãos, não seremos nós quem devemos julgar, somente Deus tem esse direito, Jesus mesmo nos avisou: não julgueis para não serdes julgados. Podemos sim observar as práticas e os estudos diferentes, entender que cada um tem o seu ponto de vista, respeitar e dar bons exemplos de conduta, afim de que o que é errado seja corrigido sem a imposição. Não digo que essas doutrinas são erradas, pois entendo que elas são diferentes no saber, no entender e no agir devido a não existir somente um caminho para a nossa evolução e também porque todos os caminhos nos conduzem a Deus se forem baseados no amor verdadeiro. Compreendo que não podemos exercer o preconceito, pois isso seria muito mais errado ainda do que qualquer prática contrária ao nosso credo.

  Oportunamente e propositalmente, uma vez que não acredito em acaso, veio-me às mãos o texto abaixo e que nos ajuda a entender um pouquinho mais do caminho que precisamos ainda trilhar:

Espiritualidade e Religião.
Autor Prof. Dr. Guido Nunes Lopes

A religião não é apenas uma, são centenas.
A espiritualidade é apenas uma.

A religião é para os que dormem.
A espiritualidade é para os que estão despertos.

A religião é para aqueles que necessitam que alguém lhes diga o que fazer e querem ser guiados.
A espiritualidade é para os que prestam atenção em sua Voz Interior.

A religião tem um conjunto de regras dogmáticas.
A espiritualidade te convida a raciocinar sobre tudo, a questionar tudo.

A religião ameaça e amedronta.
A espiritualidade lhe dá Paz Interior.

A religião fala de pecado e de culpa.
A espiritualidade lhe diz: "aprenda com o erro".

A religião reprime tudo, te faz falso.
A espiritualidade transcende tudo, te faz verdadeiro!

A religião não é Deus.
A espiritualidade é Tudo e, portanto é Deus.

A religião não indaga nem questiona.
A espiritualidade questiona tudo.

A religião é humana, é uma organização com regras.
A espiritualidade é Divina, sem regras.

A religião é causa de divisões.
A espiritualidade é causa de União.

A religião lhe busca para que acredite.
A espiritualidade você tem que buscá-la.

A religião segue os preceitos de um livro sagrado.
A espiritualidade busca o sagrado em todos os livros.

A religião se alimenta do medo.
A espiritualidade se alimenta na Confiança e na Fé.

A religião faz viver no pensamento.
A espiritualidade faz Viver na Consciência.

A religião se ocupa com fazer.
A espiritualidade se ocupa com Ser.

A religião alimenta o ego.
A espiritualidade nos faz Transcender.

A religião nos faz renunciar ao mundo.
A espiritualidade nos faz viver em Deus, não renunciar a Ele.

A religião é adoração.
A espiritualidade é Meditação.

A religião sonha com a glória e com o paraíso.
A espiritualidade nos faz viver a glória e o paraíso aqui e agora.

A religião vive no passado e no futuro.
A espiritualidade vive no presente.

A religião enclausura nossa memória.
A espiritualidade liberta nossa Consciência.

A religião crê na vida eterna.
A espiritualidade nos faz consciente da vida eterna.

A religião promete para depois da morte.
A espiritualidade é encontrar Deus em Nosso Interior durante a vida.

"Não somos seres humanos passando por uma experiência espiritual...
 Somos seres espirituais passando por uma experiência humana... "

Agradecimentos ao autor pelo lindo texto que nos permite refletir para sermos menos arrogantes!

sexta-feira, 16 de maio de 2014

A indulgência.


  A indulgência é esse sentimento doce e fraternal que todo homem deve alimentar para com seus irmãos, mas do qual bem poucos fazem uso.
  A indulgência não vê os defeitos de outrem, ou, se os vê, evita falar deles, divulgá-los.
  Ao contrário, oculta-os, a fim de que se não tornem conhecidos senão dela unicamente.
  E, se a malevolência os descobre, tem sempre pronta uma escusa para eles, escusa plausível, séria, não das que, com aparência de atenuar a falta, mais a evidenciam com pérfida intenção.
  A indulgência jamais se ocupa com os maus atos de outrem, a menos que seja para prestar um serviço.
  Mas, mesmo neste caso, tem o cuidado de os atenuar tanto quanto possível.
  Não faz observações chocantes, não tem nos lábios censuras. Apenas conselhos e, as mais das vezes, velados.
  Ao fazer uma crítica qualquer, ela sempre irá pensar antes: que conseqüência se há de tirar destas palavras?
  Homens! Quando será que julgareis os vossos próprios corações, os vossos próprios atos, sem vos ocupardes com o que fazem vossos irmãos?
  Quando só tereis olhares severos sobre vós mesmos?
  Sede severos para convosco, indulgentes para com os outros.
  Lembrai-vos de que, talvez, tenhais cometido faltas mais graves.
  Sede indulgentes, meus amigos, porquanto a indulgência atrai, acalma, ergue, ao passo que o rigor desanima, afasta e irrita.
  Eis mais uma virtude fundamental para aqueles de nós que desejamos viver a Nova Era, a era do bem.
  A indulgência não se entende por conivência com a coisa errada, de forma alguma, mas, de uma forma benevolente, de tratar a alma equivocada.
  Nossa severidade excessiva com os outros pouco resolve. E, pelo contrário, esta ferocidade em nosso julgamento só nos tem trazido prejuízos morais.
  Quase sempre nossa crítica, nossa condenação, não visa o bem do outro, mas sim uma satisfação desequilibrada em simplesmente falar mal, ou condenar.
  Mecanismo psicológico de projeção, muitas vezes nos mostra no outro aquilo que detestamos em nós, e como fuga desastrosa, ao acusar, imaginamos que podemos nos livrar do mal intrínseco à nossa alma enferma.
  Acusar por acusar nunca nos trará o bem que desejamos, a paz que anelamos tanto.
  A maledicência é provocadora de prazer mórbido que atesta deficiência de caráter humano.
  Sejamos assim, indulgentes, da mesma forma que o Criador o é sempre conosco, vendo o que temos de bom, e sempre nos dando novas chances de acertar após nossos erros.
  Reforçar o erro de outrem é valorizar o negativo. É dar-lhe um destaque maior do que o necessário.
  A indulgência é caridade, é compreensão e perdão.
* * *
  O verdadeiro caráter da caridade é a modéstia e a humildade, que consistem em ver cada um apenas superficialmente os defeitos de outrem, e esforçar-se por fazer que prevaleça o que nele há de bom e virtuoso.
  Embora o coração humano seja um abismo de corrupção, sempre há, nalgumas de suas dobras mais ocultas, o gérmen de bons sentimentos, centelha vivaz da essência espiritual.

  Reflitamos sobre isso!

Fonte: R.M.E.

quarta-feira, 14 de maio de 2014

Piedade.


  A piedade é a virtude que mais nos aproxima dos anjos.
  Mas como entendê-la em profundidade e como colocá-la em prática?
  Segundo o conhecimento superficial que se tem sobre ela, a piedade, ou a compaixão, significa sofrer com alguém, ou algo.
  E como naturalmente fugimos do sofrimento, a piedade pode nos parecer incômoda muitas vezes.
  Somemos isso à indiferença ainda reinante nos corações humanos, quanto ao que se passa com o outro, e teremos o homem distante da piedade.
  Porém, ao compreender melhor essa virtude, veremos que nos é extremamente benéfica, e não significa que com ela traremos mais dor para nossos dias.
  Compartilhar o sofrimento do outro não é aprová-lo, nem compartilhar suas razões, boas ou más, para sofrer.
  É recusar-se a considerar um sofrimento, qualquer que seja, como um fato indiferente e um ser vivo, qualquer que seja, como coisa.
  A compaixão ou piedade é o contrário da crueldade, que se regozija com o sofrimento do outro, e do egoísmo, que não se preocupa com ele.
  É uma atitude mental baseada no desejo de que os outros se livrem do seu sofrimento. Está associada a uma sensação de compromisso, responsabilidade para com o outro.
  A verdadeira compaixão tem por base o raciocínio de que todo ser humano tem o desejo inato de ser feliz e de superar o sofrimento, exatamente como nós.
  E exatamente como nós, ele tem o direito de realizar essa aspiração fundamental.
  No processo de conquista dessa virtude vamos encontrar a prática da empatia, que é o instrumento fundamental para se chegar à piedade.
  A empatia é a condição psicológica que permite a uma pessoa sentir o que sentiria caso estivesse na situação e circunstância experimentada por outra pessoa.
  Essa técnica envolve a capacidade de suspender, provisoriamente, a insistência no próprio ponto de vista mas, também, encarar a situação a partir da perspectiva do outro.
  Ela é benéfica em todas as situações da vida e, em especial, no desenvolvimento da piedade.
  Tendo em mãos tal habilidade, poderemos nos deixar envolver pelo sofrimento alheio.
  E como tal virtude é filha do amor, e na companhia dele sempre estaremos, esse sofrer junto não será desagradável para o compadecido.
  Nesse instante estaremos operando como mensageiros de Deus, consolando aflições e praticando a caridade em uma de suas belíssimas formas.
* * *
  Deixai que o vosso coração se enterneça ante o espetáculo das misérias e dos sofrimentos dos vossos semelhantes.
  Vossas lágrimas são um bálsamo que lhes derramais nas feridas e, quando, por bondosa simpatia, chegais a lhes proporcionar a esperança e a resignação, que encanto não experimentais!
  A piedade bem sentida é amor.
  Amor é devotamento. Devotamento é o olvido de si mesmo e esse olvido, essa abnegação em favor dos desgraçados, é a virtude por excelência, a que em toda a sua vida praticou o Divino Messias e ensinou na Sua doutrina tão santa e tão sublime.
  Uma chance de ser bom novamente.

Fonte: R.M.E.

segunda-feira, 12 de maio de 2014

Bem Aventurados os Pobres de Espírito.


  Por pobres de espírito, Jesus não entende os tolos, mas sim os humildes e diz que o Reino dos Céus é destes e não dos orgulhosos.

  Os homens cultos e inteligentes, segundo o mundo, fazem geralmente tão elevada opinião de si mesmos e de sua própria superioridade, que consideram as coisas divinas como indignas de sua atenção. É o orgulho quem direciona sua visão para esse caminho e que lhes impede de reconhecer o aprendizado superior nas pequeninas coisas da vida. Preocupados somente com eles mesmos, não podem elevar o pensamento a Deus, ou porque não querem, ou porque não são capazes neste momento de fazê-lo, requerendo mais tempo para despertarem para a vida espiritual.
  Essa tendência a se acreditarem superiores a tudo leva-os muito freqüentemente a negar o que, sendo-lhes superior, pudesse rebaixá-los, e a negar até mesmo a Divindade. Quantos não conhecemos que se dizem auto-suficientes no trabalho, nos estudos, nos relacionamentos sociais? Só lembram que Deus existe quando percebem serem incapazes de superar uma dificuldade que lhes foge ao conhecimento e às forças que eles têm, tal como a doença.
  E, se concordam em admitir a existência de Deus, contestam-lhe um dos seus mais belos atributos: a ação providencial sobre as coisas deste mundo, convencidos de que são suficientes para bem governá-lo. Tomando sua inteligência como medida da inteligência universal, e julgando-se aptos a tudo compreender, não podem admitir como possível aquilo que não compreendem. Negam primeiro, quando deveriam antes de tudo buscar compreender. Não é porque um caminho lhe leva para um local desconhecido que você deve negar que aquele caminho jamais o levará ao seu destino, o melhor é conhecer o caminho, ver aonde ele vai te levar e não pré-julgar.
  Ao dizer que o Reino dos Céus é para os simples, Jesus ensina que ninguém será nele admitido sem a simplicidade de coração e a humildade de espírito; que o ignorante que possui essas qualidades será preferido ao sábio que acreditar mais em si mesmo do que em Deus. Em todas as circunstâncias, ele coloca a humildade entre as virtudes que nos aproximam de Deus, enquanto o orgulho é a revolta contra Ele. Não é o humilde e simples de coração mais parecido com Jesus do que o orgulhoso e arrogante? Se o reino é de Jesus e sendo ele o modelo de caráter a ser seguido segundo a espiritualidade nos ensina, então os humildes e mansos, os simples e bondosos, estes todos serão recebidos com muito mais amor pelo esforço que fizeram em domar suas imperfeições, pela prática que exerceram na caridade ao próximo. A eles, não será dado somente o reino dos Céus, mas também o conhecimento que podem absorver por estarem mais evoluídos moralmente.
  Mais vale, portanto, para a felicidade do homem, ser pobre de espírito, no sentido mundano (material), e rico de qualidades morais.
  A pobreza não é, portanto, sinal de inferioridade como dizem os orgulhosos, ricos e esnobes. A pobreza material é oportunidade de exercer a simplicidade na vida, enquanto que a riqueza de bens é obstáculo gigantesco para a humildade, pois sempre nos induzirá ao erro da luxúria, da ganância e dos excessos. Se o orgulhoso refletir, se buscar no seu íntimo, notará que cada um é cada um, mas no geral, o pobre tende a se felicitar com as coisas mais singelas da vida, enquanto que o rico costuma precisar da ilusão dos bens caros e luxuosos. Onde está a felicidade, nos bens temporais ou nas coisas eternas do espírito?
  Reflitamos nisso e tentemos compreender a importância de sermos humildes para nos tornarmos capazes de reconhecer a bondade de Deus em nossas vidas e assim termos condições de aprendermos mais sobre a vida eterna do espírito.

sexta-feira, 9 de maio de 2014

Separai os bons dos maus.


  O perigo dos falsos profetas não vem apenas dos irmãos encarnados na Terra, mas também dos irmãos do plano espiritual. Espíritos que abusam de nossa credulidade, que propagam falsas mensagens e entendimentos, pois só querem tumultuar nossas mentes. Nem sempre são maldosos, muitas vezes, acredito que a maioria delas, eles são apenas ignorantes, falta-lhes conhecimento e por isso zombam da credulidade alheia.

  Aplique-mo-nos nos ensinamentos do evangelho e compreendamos que um bom espírito, assim como um bom irmão, somente poderá vos aconselhar a praticar o que Jesus nos ensinou, a doar amor e a se aplicar incessantemente na caridade. Encontramos relatos no texto bíblico onde Moisés proibia a consulta aos médiuns videntes e uma das causas era justamente a incapacidade daquele povo ignorante de separar o que era bom do que era ruim. Imagine que você tem pessoas materialistas e que tem pouca instrução questionando alguém que pode ser mal intencionado, o resultado só poderia ser um desastre do ponto de vista moral. Com o tempo, evoluímos, nos educamos, deixamos de ser ingênuos e passamos a tomar maior consciência de nossos compromissos com Deus e com o próximo.

  Os jogadores de búzios, tarô, misticismos e crendices nunca aplicadas por Jesus são muitos dos caminhos usados pelos espíritos zombeteiros. Isso não quer dizer que essas pessoas que praticam tais atos mereçam ser discriminadas e nem acusadas de charlatanismo, mas que em geral encontramos pessoas materialistas e fáceis de serem enganadas buscando por esse tipo de orientação. Tais espíritos brincalhões abusam das nossas imperfeições e dos momentos de fraqueza. Costumam cobrar por consultas, pedir oferendas, se apegar ao material para profetizar aquilo que na verdade é mentira.

  Jesus nunca cobrou pelo auxílio, sequer exigiu alimentos quando tinha fome. Tomemos como verdade a palavra de um espírito que crê no Cristo e em suas obras. Que lhe orienta a amar, a perdoar e a praticar o bem. Afinal, conhece-se a árvore pelos frutos que ela dá. Um bom espírito trabalhador da seara do Cristo jamais irá lhe induzir ao materialismo e nem a qualquer coisa que venha a prejudicar outrem, mas procurará despertar em teu coração a humildade, o amor e a caridade.

  Algumas crenças costumam dizer que não há espíritos bons, que todos somente pregam o mal. Os intitulam como demônios e se esquecem de que na verdade são espíritos de pessoas que já encarnaram aqui na Terra, pessoas como eu e você, irmãos nossos. Primeiramente, não culpemos essas crenças pelo erro que comentem, pois ainda desconhecem ou não tem condições de conhecer a verdade e procuremos questionar: acaso uma pessoa que lhe aborda na rua para dizer-te que Jesus te ama é uma má pessoa? Claro que não, pois ela deseja lhe levar a palavra consoladora do mestre. Então porque dizer que um espírito que faz o mesmo é do mal se ele apenas quer lhe ajudar a encontrar o caminho junto a Jesus? Devemos ter esse discernimento para não julgarmos erradamente.

  Ainda encontramos muito preconceito principalmente sobre as coisas que pouco compreendemos e devemos dar uma chance ao estudo da vida após a morte, mas com discernimento, buscando sempre comparar com os ensinamentos do mestre Jesus, afim de não cairmos em ciladas, afim de não nos iludirmos com as tentações das coisas materiais.

  O verdadeiro jardineiro do Cristo não semeia outra coisa além de amor. Ele não te cobrará, não te julgará e não te indicará um caminho de mentiras, ilusões e falsidade.

quarta-feira, 7 de maio de 2014

O homem no mundo.


  Constantemente você é advertido para a elevação e a manutenção de vossos pensamentos a coisas boas. Também é orientado no uso da prece com maior freqüência, como que forma de buscar paz, alívio e auxílio ao sofrimento.

  Muitos se questionam se agir assim não seria abandonar os vossos compromissos terrenos. Por exemplo, como me dedicar a um caminho espiritual de pureza sendo que tenho que ir trabalhar? Como dedicar-me a prece sendo que tenho que cuidar do meu filho, marido ou esposa? E as minhas obrigações e tarefas tão urgentes aqui no plano físico? Como ter tempo para as coisas do espírito, para a vontade de Deus?
  Não compreenda você estas palavras no sentido de abandonar vossos deveres terrenos, mas sim no sentido de cultivar a tranqüilidade, a prece e os pensamentos positivos e incorporá-los ao seu dia-a-dia.     Vivam com os homens como todos o vivem, mas fazei-o com um sentimento de pureza que possa santificar.
  Lembremo-nos de Jesus que tanto trabalhou por nós, sendo sempre alegre, amigo e irmão, gentil, amoroso e caridoso e se manteve radiante mesmo nos momentos de dificuldade. É verdade que não somos puros como Jesus, mas que devemos ao menos nos espelhar em seu exemplo, tentando fazer o nosso melhor.
  É importante ressaltar a necessidade de pedirmos auxílio a Deus antes da execução de uma obra, de uma conversa, e agradecer ao término do trabalho pedindo sua benção. Devemos atribuir tudo ao Deus   Criador, pois tudo a ele pertence, nada é nosso que não seja nossa própria consciência.
  A perfeição como diz o Cristo encontra-se na prática incessante da caridade sem limites, pois os deveres da caridade abrangem todos os níveis sociais. O homem que vivesse isolado não teria como exercer a caridade, sendo portanto um ato egoísta isolar-se de seus irmãos. É preciso conviver com aqueles que nos ferem, com aqueles que precisam de ajuda, com aqueles que podem nos ajudar, para que haja a troca constante de auxílio, o princípio básico da caridade que é a doação do amor ao próximo necessitado.
  Todos podemos nos planejar, estruturar horários e limites. Nosso dia possui muitas horas das quais poucas realmente estamos atarefados. Podemos acordar mais cedo e iniciar o dia com a prece, podemos dormir um pouco mais tarde e finalizarmos o dia com a prece, podemos agradecer em prece antes de nos alimentarmos, podemos exercer o hábito de agradecer pela água que vamos beber. Todo esforço no cultivo dos bons pensamentos é uma elevação do espírito no caminho de sua purificação.
  Lembremos que Deus não se queixa de ter que se dedicar 24 horas todos os dias para cuidar de nós. O Pai dispensa amor a tudo e a todos e ainda procura nos compreender as imperfeições, as rebeldias e a nossa má vontade.
  O homem no mundo deve buscar ser o reflexo do homem na espiritualidade. Não podemos abandonar nosso compromisso de crescimento moral e intelectual pelo simples fato de que a Terra nos ofereces prazeres mundanos e fáceis, mas ilusórios e temporários.
  Em tudo o que fazemos, podemos refletir o que ganhamos com isso. No jogo de futebol que assistimos por 1 hora e meia, o que nós ganhamos para nosso aperfeiçoamento? Nas discussões desenfreadas e tão prejudiciais para o nosso equilíbrio, o que ganhamos de melhoria? No tempo que passamos com os supostos amigos de verdade nos bares da vida, bebendo e se fartando de alimentos prejudiciais ao organismo, o que nós ganhamos nesse comportamento? Talvez nada, talvez somente estejamos perdendo oportunidades. Refletir sobre elas é dar uma chance à nossa consciência para nos despertar para um caminho melhor. Falta-nos ainda a boa vontade para a caridade, a determinação para as mudanças de atitudes e pensamentos e por fim a dedicação à prece e à meditação.

  Pensemos nisso com carinho!

domingo, 4 de maio de 2014

Uma chance de ser bom novamente.


  Consciência de culpa: severa companheira dos corações amargurados.
  Acusadora cruel, que devora qualquer paz que deseje nos acariciar o rosto, mesmo que por alguns segundos.
  Quantos... Quantos de nós carregamos na alma a vergonha de atos do passado. Quantos escondemos segredos no íntimo assombrado pelas guerras conscienciais...
  Quantos desses fantasmas nos atemorizam, muitas vezes, sem que percebamos...
  Certas palavras que ouvimos, quando nos lembram do que guardamos na alma, parecem mais punhais incandescentes querendo nos torturar.
  Queria voltar o tempo;
  Quisera ter agido de outra forma;
  Se soubesse o que sei agora...
  Todas são expressões típicas da consciência culpada.
  Mas, e se ela, do alto de seu reinado de fogo em nossa intimidade, um dia ouvisse a seguinte expressão: Há uma chance de ser bom novamente.
  Tamparia os ouvidos, certamente, num primeiro momento. Mas a frase continuaria ecoando. Não há mais como não ouvi-la. Ela brada com força e doçura, irresistível.
  O reinado da dominadora culpa está ameaçado. Existe uma chance de liberdade para aqueles que se consideravam prisioneiros de si mesmos.
  Agora há uma chance... Uma chance da paz voltar, e voltar maior do que era...
  Que chance é essa? É a chance da prática do bem.
  Tudo que destruímos, um dia poderá ser reconstruído, através desta ação.
  Cobrindo a multidão de pecados, o amor, através da prática do bem, nos concederá a liberdade que tanto sonhamos.
  As ações do passado não se apagam, é certo, feito mágica, mas as novas atitudes, quando alicerçadas no bem, produzirão tanta luz, que o pretérito de sombras não mais nos assustará.
  As leis de Deus, perfeitas e amorosas, sempre nos dão exemplos desta possibilidade.
 Almas que traímos, que maculamos, que transviamos, retornam ao convívio diário, através da reencarnação, para que agora as amemos.
  Se no passado destruímos, se fomos exemplo de descaso, indiferença e violência, voltamos para construir, e exemplificar a conduta pacífica e agregadora.
  Se apresentamos condutas indignas, se faltamos com a honestidade, sempre há tempo de recuperar a dignidade, e de sermos honestos, de agora em diante.
  Não existe condenação eterna na legislação divina.
  Então, por que insistimos em nos condenar ao sofrimento infinito no íntimo?
  Auto-perdão não é sinônimo de condescendência, mas sim oportunidade de uma nova chance.
  O perdão divino se funda nesta realidade: dar uma nova chance de acertar.
  Assim, se Deus nos concede tal chance, por que não nos permitimos recomeçar?
  A consciência de culpa tem sua utilidade apenas como mola propulsora, no início, para nos fazer verificar o erro, e nos motivar à correção.
  Caso faça ninho na alma, passa a ser veneno perigoso e paralisante, atrapalhando o desenvolvimento do ser, rumo ao seu encontro com a felicidade.
* * *
  Há uma chance de ser bom novamente.
  Uma chance de iluminar a sombra.
  Há no bem a força de romper as grades.
  Há no amor a libertação da culpa.

Fonte: R.M.E.

sexta-feira, 2 de maio de 2014

Para corrigir um defeito.

  Nossos maus instintos são decorrentes da imperfeição do nosso próprio espírito, e não da nossa organização física.

  Ninguém se torna mau porque o coração bate diferente, nem o faz porque o cérebro deixou de receber a quantidade de oxigênio necessária para o seu funcionamento adequado. A maldade está em nosso espírito e é consequência de nossas escolhas de agora e do passado, mesmo que não recordemos quais foram.

  Até os 7 anos de idade, o espírito da criança ainda está despertando, formando seu caráter e após esse período ele expõe as boas e as más tendências. Por isso, o bom exemplo e a correção adequada da má conduta nesse período dos primeiros 7 anos torna-se essencial para que a criança aprenda a amar, perdoar e a ser humilde, dentre outras tantas boas virtudes que podem ser trabalhadas.

  Conhece-se hoje muitos casos de pais que lamentam não ter corrigido más inclinações como por exemplo as do roubo, quando achavam bonitinho a criança roubar coisas de seus coleguinhas, diziam até mesmo que ela era mais esperta e por isso conseguia pegar algo dos outros. Mas depois que crescem, essas más inclinações afloram, tornam-se prejudiciais e causam o sofrimento do indivíduo e de todos os que com ele se relacionam. É ai, por exemplo, que os pais vêem o filho preso e sendo julgado por um roubo real, que poderia ter sido impedido pela boa educação, a qual era carente no seu período de formação.

  Se os maus instintos fossem decorrentes da organização física, o homem estaria isento de toda e qualquer responsabilidade. Isso não seria justiça e nós sabemos que Deus é justo em tudo o que faz. Nós somos os responsáveis pelos nossos atos, pelas nossas escolhas e pelos nossos exemplos.

  A nossa melhoria depende do nosso esforço, pois todo homem que goza da plenitude de suas faculdades tem a liberdade de fazer ou não fazer qualquer coisa. Se escolhermos ser bons, nos aplicaremos nesse caminho e certamente obteremos algum sucesso na correção total ou ao menos parcial de nossas imperfeições. Mas se nada fizermos para mudarmos isso, não regrediremos, mas permaneceremos estacionados na nossa condição de seres imperfeitos e seremos cobrados pelo tempo que desperdiçamos.

  Para fazer o bem, só nos falta a vontade. Quem quer, faz! A oportunidade de ser uma pessoa melhor bate a porta todos os dias e nós costumamos recusá-la. Basta que observemos com cautela e logo notaremos que Deus nos concede a chance de sermos pessoas melhores e que se tivermos a vontade, poderemos realmente corrigir nossas imperfeições, nem que seja uma a uma, pois exemplos não nos faltam, já que Jesus nos deixou tantos bons exemplos.

  O trabalho é árduo, mas será recompensador. Cada imperfeição corrigida é uma vitória sobre si mesmo. O espírito adquire equilíbrio, paz e emana luz e boas vibrações, ampliando o seu campo vibratório e atraindo pessoas de melhor caráter para o seu círculo pessoal. Deixa para trás os erros cometidos e consegue apagar o mal que fez, com o bem que hoje faz.