quarta-feira, 7 de maio de 2014

O homem no mundo.


  Constantemente você é advertido para a elevação e a manutenção de vossos pensamentos a coisas boas. Também é orientado no uso da prece com maior freqüência, como que forma de buscar paz, alívio e auxílio ao sofrimento.

  Muitos se questionam se agir assim não seria abandonar os vossos compromissos terrenos. Por exemplo, como me dedicar a um caminho espiritual de pureza sendo que tenho que ir trabalhar? Como dedicar-me a prece sendo que tenho que cuidar do meu filho, marido ou esposa? E as minhas obrigações e tarefas tão urgentes aqui no plano físico? Como ter tempo para as coisas do espírito, para a vontade de Deus?
  Não compreenda você estas palavras no sentido de abandonar vossos deveres terrenos, mas sim no sentido de cultivar a tranqüilidade, a prece e os pensamentos positivos e incorporá-los ao seu dia-a-dia.     Vivam com os homens como todos o vivem, mas fazei-o com um sentimento de pureza que possa santificar.
  Lembremo-nos de Jesus que tanto trabalhou por nós, sendo sempre alegre, amigo e irmão, gentil, amoroso e caridoso e se manteve radiante mesmo nos momentos de dificuldade. É verdade que não somos puros como Jesus, mas que devemos ao menos nos espelhar em seu exemplo, tentando fazer o nosso melhor.
  É importante ressaltar a necessidade de pedirmos auxílio a Deus antes da execução de uma obra, de uma conversa, e agradecer ao término do trabalho pedindo sua benção. Devemos atribuir tudo ao Deus   Criador, pois tudo a ele pertence, nada é nosso que não seja nossa própria consciência.
  A perfeição como diz o Cristo encontra-se na prática incessante da caridade sem limites, pois os deveres da caridade abrangem todos os níveis sociais. O homem que vivesse isolado não teria como exercer a caridade, sendo portanto um ato egoísta isolar-se de seus irmãos. É preciso conviver com aqueles que nos ferem, com aqueles que precisam de ajuda, com aqueles que podem nos ajudar, para que haja a troca constante de auxílio, o princípio básico da caridade que é a doação do amor ao próximo necessitado.
  Todos podemos nos planejar, estruturar horários e limites. Nosso dia possui muitas horas das quais poucas realmente estamos atarefados. Podemos acordar mais cedo e iniciar o dia com a prece, podemos dormir um pouco mais tarde e finalizarmos o dia com a prece, podemos agradecer em prece antes de nos alimentarmos, podemos exercer o hábito de agradecer pela água que vamos beber. Todo esforço no cultivo dos bons pensamentos é uma elevação do espírito no caminho de sua purificação.
  Lembremos que Deus não se queixa de ter que se dedicar 24 horas todos os dias para cuidar de nós. O Pai dispensa amor a tudo e a todos e ainda procura nos compreender as imperfeições, as rebeldias e a nossa má vontade.
  O homem no mundo deve buscar ser o reflexo do homem na espiritualidade. Não podemos abandonar nosso compromisso de crescimento moral e intelectual pelo simples fato de que a Terra nos ofereces prazeres mundanos e fáceis, mas ilusórios e temporários.
  Em tudo o que fazemos, podemos refletir o que ganhamos com isso. No jogo de futebol que assistimos por 1 hora e meia, o que nós ganhamos para nosso aperfeiçoamento? Nas discussões desenfreadas e tão prejudiciais para o nosso equilíbrio, o que ganhamos de melhoria? No tempo que passamos com os supostos amigos de verdade nos bares da vida, bebendo e se fartando de alimentos prejudiciais ao organismo, o que nós ganhamos nesse comportamento? Talvez nada, talvez somente estejamos perdendo oportunidades. Refletir sobre elas é dar uma chance à nossa consciência para nos despertar para um caminho melhor. Falta-nos ainda a boa vontade para a caridade, a determinação para as mudanças de atitudes e pensamentos e por fim a dedicação à prece e à meditação.

  Pensemos nisso com carinho!

2 comentários:

  1. Nós pedimos, incessantemente, ajuda ao Céu. E, incessantemente, nossos protetores nos ajudam, mesmo quando pensamos que eles não estão ajudando.
    Porém, nós não ajudamos incessantemente, nem ao próximo e nem a nós mesmos. Sempre há uma desculpa para não se fazer a caridade, para não ter lido aquele livro doutrinário ou ter ouvido aquela palestra renovadora.
    Infelizmente o egoismo ainda nos domina e facilmente nós aceitamos as sugestões do mal.
    Abraços!

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    1. Sim, o que você disse é realidade e nós todos necessitamos refletir sobre isso. Obrigado pela sua visita!

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