quarta-feira, 14 de maio de 2014

Piedade.


  A piedade é a virtude que mais nos aproxima dos anjos.
  Mas como entendê-la em profundidade e como colocá-la em prática?
  Segundo o conhecimento superficial que se tem sobre ela, a piedade, ou a compaixão, significa sofrer com alguém, ou algo.
  E como naturalmente fugimos do sofrimento, a piedade pode nos parecer incômoda muitas vezes.
  Somemos isso à indiferença ainda reinante nos corações humanos, quanto ao que se passa com o outro, e teremos o homem distante da piedade.
  Porém, ao compreender melhor essa virtude, veremos que nos é extremamente benéfica, e não significa que com ela traremos mais dor para nossos dias.
  Compartilhar o sofrimento do outro não é aprová-lo, nem compartilhar suas razões, boas ou más, para sofrer.
  É recusar-se a considerar um sofrimento, qualquer que seja, como um fato indiferente e um ser vivo, qualquer que seja, como coisa.
  A compaixão ou piedade é o contrário da crueldade, que se regozija com o sofrimento do outro, e do egoísmo, que não se preocupa com ele.
  É uma atitude mental baseada no desejo de que os outros se livrem do seu sofrimento. Está associada a uma sensação de compromisso, responsabilidade para com o outro.
  A verdadeira compaixão tem por base o raciocínio de que todo ser humano tem o desejo inato de ser feliz e de superar o sofrimento, exatamente como nós.
  E exatamente como nós, ele tem o direito de realizar essa aspiração fundamental.
  No processo de conquista dessa virtude vamos encontrar a prática da empatia, que é o instrumento fundamental para se chegar à piedade.
  A empatia é a condição psicológica que permite a uma pessoa sentir o que sentiria caso estivesse na situação e circunstância experimentada por outra pessoa.
  Essa técnica envolve a capacidade de suspender, provisoriamente, a insistência no próprio ponto de vista mas, também, encarar a situação a partir da perspectiva do outro.
  Ela é benéfica em todas as situações da vida e, em especial, no desenvolvimento da piedade.
  Tendo em mãos tal habilidade, poderemos nos deixar envolver pelo sofrimento alheio.
  E como tal virtude é filha do amor, e na companhia dele sempre estaremos, esse sofrer junto não será desagradável para o compadecido.
  Nesse instante estaremos operando como mensageiros de Deus, consolando aflições e praticando a caridade em uma de suas belíssimas formas.
* * *
  Deixai que o vosso coração se enterneça ante o espetáculo das misérias e dos sofrimentos dos vossos semelhantes.
  Vossas lágrimas são um bálsamo que lhes derramais nas feridas e, quando, por bondosa simpatia, chegais a lhes proporcionar a esperança e a resignação, que encanto não experimentais!
  A piedade bem sentida é amor.
  Amor é devotamento. Devotamento é o olvido de si mesmo e esse olvido, essa abnegação em favor dos desgraçados, é a virtude por excelência, a que em toda a sua vida praticou o Divino Messias e ensinou na Sua doutrina tão santa e tão sublime.
  Uma chance de ser bom novamente.

Fonte: R.M.E.

4 comentários:

  1. Piedade e compaixão, duas palavrinhas-chaves da porta do coração!!!! :-)

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    1. Obrigado pelo seu comentário! Abraços fraternos!

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  2. Sou leigo sobre espiritismo,mas gostaria de entender melhor.

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    1. Seja bem vindo Jocel Abreu! Nesta vida somos todos aprendizes e se eu puder lhe auxiliar nessa caminhada, ficarei feliz em lhe ser útil. A doutrina Espírita é um caminho de amor e caridade, liderado por Jesus que iniciou o movimento pelos seus exemplos de amor incondicional.
      Recomendo a leitura do pentateuco espírita formado pelos livros "O Livro dos Espíritos", "O Livro dos Médiuns", "O Evangelho Segundo o Espiritismo", "A Gênese" e "O Céu e o Inferno". Se possível, vá conhecer uma casa ou centro espírita, estou certo de que você vai compreender que é um local de oração, de amor e caridade, pois lá estudamos o evangelho de Jesus.

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