quinta-feira, 26 de junho de 2014

O domínio da mediunidade.


  Diz-nos a espiritualidade que a mediunidade é inerente ao espírito, ou seja, cada um de nós, seja encarnado ou desencarnado, possui mediunidade. Essa afirmação pode ser encontrada nas obras fundamentais, conhecidas como pentateuco espírita e em muitos outros livros da doutrina.

  Mas a pessoa que tem algumas das faculdades mediúnicas despertando no momento, encontra-se geralmente em aflição, cheia de dúvidas e pode até achar que está doente devido aos sintomas.

  Dentre formigamentos na cabeça, dores de cabeça, cansaço, noites mal dormidas, movimentos involuntários, peso nos ombros, variações de humor repentinas e sem motivos, entre outros sintomas, podemos ter a noção de que algo nos acontece e antes de adotarmos como responsável a mediunidade, recomendado é que se busque um médico para verificar se não é um problema físico.

  Descartada a hipótese de doença, busquemos a casa espírita para a elucidação do que nos ocorre e, uma vez confirmada a mediunidade, preciso se faz que se desenvolva-a corretamente para a manutenção do equilíbrio espiritual.

  Não existe um interruptor que desligue a mediunidade, mas é possível amenizar as interferências que ela nos causa mediante o esforço de cada um. O segredo está no estudo! Quem se esforça em aprender mais sobre a espiritualidade e se aplica no caminho do bem, ganha bônus ou créditos e pode receber o concurso de um espírito de luz, o qual proteger-te ás da perturbação de outros irmãos menos esclarecidos.

  Nas obras psicografadas do espírito André Luiz, chama-nos a atenção um trecho em que um espírito de luz (superior) necessita do auxílio de um espírito intermediário ou medianeiro para orientar um espírito menos esclarecido (inferior em conhecimento e condutas morais). Isso ocorre porque um espírito de luz não é visível ou audível a um espírito de baixa vibração e para que o fizesse ser, precisaria despender enorme esforço para baixar sua vibração e então se comunicar.

  Uma forma de se evitar isso é justamente fazer uso de um espírito que se esforça na reforma interior no caminho do bem e muitas vezes que desencarnou à pouco tempo, mas que ainda possui muitas arestas a aparar e por isso é perfeitamente visível ao espírito sofredor que se quer socorrer. Nesse caso então, o espírito de luz espalma sua mão na nuca do espírito medianeiro e vê-se fios de luz se entrelaçarem com o perispírito dele, afim de permitir a comunicação. Assim, quando o espírito medianeiro falar, este na verdade estará transmitindo a voz do espírito de luz e poderá ser facilmente ouvido pelo espírito de baixa vibração.

  Portanto, notamos aqui que mesmo quando desencarnados somos médiuns e não haveria motivo para não sermos quando encarnados. O que muda é o fato de estarmos em um invólucro material, nosso corpo físico, o qual pode ter ou não a mediunidade permitida de forma mais ou menos ostensiva. Observe que a mediunidade pode ser suprimida, assim como nossas recordações do passado também o são, evitando assim que isso nos atrapalhe no progresso evolutivo.

  Se antes de encarnar for determinado que aquele espírito terá mediunidade ostensiva, seu corpo físico será preparado para isso. A glândula pineal será desenvolvida de acordo com a necessidade e a interface entre o mundo físico e o mundo espiritual poderá ser mais fácil, tal como uma ponte que pode ser baixada para se acessar o outro lado do rio.

  Este artigo não contém todas as informações para o correto desenvolvimento mediúnico e longe está de conter toda a verdade ainda oculta aos nossos olhos da carne, mas pode lhe servir de orientação para o esclarecimento de dúvidas que eu mesmo um dia tive.

  Se você deseja desenvolver corretamente sua mediunidade, recomendo que procure um centro espírita, estude com dedicação a codificação espírita e principalmente o evangelho e principalmente faça a reforma íntima mudando suas más inclinações para bons pensamentos e atos de amor. O caminho não é fácil, mas servir com amor é sempre garantia de benefícios maiores no futuro!

Nenhum comentário:

Postar um comentário