sexta-feira, 4 de julho de 2014

A responsabilidade de salvarmos o mundo.


  Não é de hoje que conhecemos pessoas dotadas de profunda vontade de fazer o bem. Pessoas sinceras, dedicadas, trabalhadoras e que anseiam por um propósito nobre, o de ver o nosso pequenino mundo se tornar um mundo melhor.

  Essas pessoas se aplicam na caridade, nas orações, no caminho dos retos e dos justos. Muitas vezes se desdobram para socorrer alguém, outras vezes ficam aflitas quando não conseguiram fazer algo para ajudar. São realmente corações humildes e nobres, merecedores do nosso respeito.

  Se você se encaixa nesse perfil ou se você deseja um dia se encaixar nele, lhe convido a refletir sobre o tema: temos que salvar o mundo?

  Para compreendermos melhor nossas obrigações aqui, voltemos um pouco antes de iniciarmos o processo reencarnatório. Lá quando ainda estávamos no plano espiritual, fazendo os preparativos para engajarmos na vida terrena.

  Pergunto: quando éramos espíritos, livres da matéria densa, já éramos perfeitos?

  Não, não éramos! Contínhamos as mesmas imperfeições que ainda arrastamos conosco após reencarnarmos num corpo físico. Nossa encarnação é justamente para nossa depuração, precisamos nos libertar destes sentimentos e atitudes ainda prejudiciais e que nos afastam da paz e do amor sincero.

  Para que possamos nos depurar, é comum irradiar dentro de nós o desejo de fazer o bem. A vontade em se tornar alguém melhor é comum naqueles que estão inclinados em aproveitar a encarnação que vivem.

  Para nos tornarmos melhores, Jesus nos convidou à caridade. Aprendemos com o mestre que semear o amor é o caminho para Deus. Fazer ao próximo aquilo que gostaríamos que fizessem a nós. E como é importante adotarmos essa postura.

  E quando nos vemos seguindo firmes essa caminhada, logo nos achamos curados das imperfeições, capazes de assumirmos cada vez mais compromissos com o bem, nos desdobramos em tarefas no auxílio ao próximo, muitas vezes nos esquecemos de nós e de nossos familiares, o que começa a ser um equívoco porque é preciso que haja equilíbrio em tudo o que fazemos. Todo excesso é prejudicial. É ai que vemos os bons adoecerem e sucumbirem.

  Ao assumirmos essa postura, nos mostramos sempre indignados com a crueldade de uns e com o descaso de outros. Muitas situações tristes se tornam motivos de revolta, questionamos: Nossa! Como pode uma criatura fazer tanto mal assim? Onde estão as autoridades para evitarem essa tragédia? Precisamos fazer alguma coisa, não posso permitir que isso aconteça novamente!

  É irmãos, vejo isso constantemente. Mas esquece-se o ser encarnado de que antes de resolver todos os problemas do mundo, ele, espírito ainda imperfeito, tem a obrigação para consigo. Necessário se faz corrigir suas próprias imperfeições, para não julgar, para não ofender, para não se afobar achando que está fazendo o bem, quando na verdade pode estar causando mais confusão ainda e agravando o problema.

  Um cego pode guiar outro cego? Um doente pode curar outro doente? Um desequilibrado pode reequilibrar alguém? É certo que pode dentro de suas limitações, mas que teria muito mais dificuldade em fazê-lo por estar na mesma condição. Não seria melhor que estivesse bem para poder fazer o bem?

  Ninguém precisa vestir a roupa do super-homem e salvar a população toda, mas todos podemos salvar cada um a si próprio. Ao fazermos isso, nos tornaremos pessoas melhores e pelo exemplo de conduta, iremos atrair outras pessoas que antes erravam, a refletir sobre seus erros, a se questionarem sobre suas atitudes e modos de pensar e, quem sabe com uma ajudinha dos tarefeiros de Jesus, consigamos vê-las seguindo nossos passos na reforma íntima.

  Que cada um de nós assuma seu próprio fardo, respeitando o fato de que os outros precisam carregar seus próprios fardos para seus aprendizados. Não somos santos para corrigir os outros, mas podemos nos esforçar para sermos a luz que clareia o bom caminho a todos os que nos rodeiam.

  Reflitamos na mensagem com muito amor!

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