quinta-feira, 11 de setembro de 2014

Casar ou amar?


  Muito se tem mudado desde o passado em que as tradicionais famílias católicas seguiam fielmente o compromisso do casamento nas igrejas. Hoje vemos um movimento contrário, num sentido menos conservador e mais liberalista com relação a esta tradição. Mas precisamos entender melhor o porque disso tudo.

  O casamento é amor? Não, não é, pois o casamento nos prende pelas leis do homem, já o amor nos une pelas leis de Deus.

  O casamento é uma imposição a duas almas para que se mantenham moralmente encarceradas na mesma prisão domiciliar na atual encarnação, porém esquecem-se os homens de que o espírito é livre para ir e vir, de que ele muitas vezes é rebelde e não aceita que lhe sejam impostas leis tão frágeis e de que ele veio para aprender a amar e que não pode amar por imposição.

  Somente o amor nos une pela eternidade e sentir amor é escolha de cada um. É um aprendizado para o nosso crescimento.

  O casamento garante a fidelidade? Não, não garante. Ele traz a condição moral de que se deve ser fiel, mas somente o amor faz nascer no coração do ser vivo a vontade de respeitar o próximo, de fazer a ele aquilo que se gostaria que fizesse ao outro.

  O casamento é sinônimo de felicidade conjugal? Também não, haja visto a quantidade de separações que existem na atualidade. A felicidade é a alegria de se querer o bem ao próximo, de compartilhar essa alegria, de viver sorrindo. Quem faz germinar a verdadeira felicidade cheia de paz em nossas vidas é o amor, que tudo tolera, tudo compreende e tudo se esforça para melhorar.

  É preciso estar junto para se amar? Não, o amor não possui distância. Seu laço é tão flexível que permite amarmos até mesmo aqueles que já retornaram para o plano espiritual, sem necessariamente estarmos em contato direto com eles. Enquanto o casamento tenta formar a família pelos laços sanguíneos, o amor forma a família pelos laços espirituais, tornando todos iguais perante o Criador.

  Podemos amar mais de uma pessoa? Sim, podemos e devemos amar a tudo e a todos. Não falo-vos de relacionamentos conjugais e nem sexuais, mas de um amor puro que vem do coração e que pode ser compartilhado entre todas as criaturas viventes. Pobre daquele que acha que só poderá ser feliz quando encontrar sua alma-gêmea, pois ela não existe. O espírito não é incompleto para necessitar de um outro que o complete. O espírito nasceu para ser amado e para amar a tudo e a todos.

  Se hoje vemos pessoas felizes, é porque estão juntas pelo laço forte do amor e não pelas amarras do convencionalismo do casamento. No casamento, muitas vezes se mantêm a união por aparências, no amor se mantêm a união por vontade de ambos, pois ama quem quer, fica quem quer, ninguém é obrigado.

  E você, quer casar ou quer amar?

Nenhum comentário:

Postar um comentário