terça-feira, 3 de fevereiro de 2015

Somos merecedores de tudo o que nos acontece!


  Tema difícil o que escolhi hoje, não é mesmo? Me inspirei no livro "O preço de ser diferente", da autora Mônica de Castro, ditado por Leonel.

  Iniciemos a reflexão com a seguinte proposição: não somos e nunca fomos vítimas dos acontecimentos. Por que proponho isso? Simples, ao sairmos da posição de vítimas, damos abertura para a expansão de nossa visão sobre certos acontecimentos em nossas vidas. Portanto, apenas adote essa postura agora para que possa então refletir um pouco sobre o tema e depois tire suas próprias conclusões.

  Ok, agora sabemos que não somos aquela vítima do acaso, que algo fizemos para que o mal nos tenha atingido. Bom, com base nessa nova postura, podemos refletir sobre quem realmente somos, mas não falo daquele ser bonzinho que cumprimenta todo mundo, que ri mesmo quando não acha graça, que concorda superficialmente com a opinião alheia. Falo para olharmos mais fundo, dentro do nosso coração, tirando a máscara que nos impede de agirmos como realmente somos. Seja sincero consigo mesmo, honestidade é uma virtude importante.

  Quantas vezes desejamos o mal para aquela pessoa que nos irrita? Sim, aposto que você agora concordou, pois é difícil não ter esse tipo de pensamento sobre as pessoas que nos provocam. Ai lembramos da lei de ação e reação: pra toda ação, há uma consequência e por isso o seu pensamento raivoso, retorna com más vibrações. Sim, tudo começa no pensamento.

  Agora vamos partir do princípio que você exteriorizou o seu pensamento e ofendeu o seu próximo. Pronto, a ação agora é mais grave ainda, pois além de prejudicar diretamente o seu próximo, pode ter prejudicado os que estavam ao redor e ouviram a ofensa. Seus nervos se abalaram, não foi? Pois é, muitos médicos da atualidade diagnosticam doenças que tem por origem o sistema nervoso abalado. Olha só que interessante, você se irrita, entra numa discussão, dá vexame e ainda fica doente... E quem é o culpado? Você! Tudo porque você se deixou entrar na provocação e perdeu o seu equilíbrio emocional.

  Vamos agravar um pouco mais a situação e sairmos da ofensa verbal para a ofensa física. Um tapa, um empurrão, uma cusparada, um soco, os nervos vão à flor da pele, você no calor do momento quer destruir o seu adversário, você já não tem mais razão, é todo instinto, como um animal que se defende. Opa! Espere um momento, você não é mais um animal, então porque está se deixando dominar pelo instinto? Se a cena passou pela sua mente, é porque já a viveu, ou quase. Dai o sujeito que faz isso perde o emprego, cria inimigos, as vezes vai até preso. Será que ele ainda é vítima? Bom, continuemos.

  Não bastou a briga, o sangue, os machucados. As desavenças continuam e você perde de vez a cabeça, anseia por matar seu inimigo. Nesse ponto você é um alvo mais do que fácil para que as forças das trevas lhe induzam ao crime. Agora você planeja como vai dar cabo do inimigo. Acha que consegue fazer um plano infalível. Quer extirpá-lo do mundo, pois você é apenas a vítima e tem o direito de viver sozinho, em paz e longe de quem não gosta, não é mesmo? Errado! Deus criou a Terra para todos nós, não só pra você. Aprender a vivermos em harmonia é a nossa meta, encontrando na força do amor a capacidade de compreendermos as limitações de cada um, respeitando-as e auxiliando uns aos outros a sermos pessoas melhores. Mas você não quer saber disso né, pois é vítima...

  Então você põe em prática o plano, elimina o seu inimigo. Agora você está livre! Mas não é bem assim. Primeiro, a vida é eterna e o inimigo não vai descansar enquanto não lhe pagar centil por centil. É ai que as coisas que já não iam bem, vão piorar. Você é investigado pelo crime e se não for condenado, é rodeado por uma horda de inimigos ferozes que querem a sua cabeça. As finanças vão mal, os relacionamentos não dão mais certo, a saúde se debilita e você critica a Deus, cobra-lhe as "injustiças" a ti cometidas e logo sucumbe a depressão e ao pensamento de suicídio.

  Então vem o estágio final, você não vê mais sentido na vida e se suicida. Retorna ao plano astral, mas não no paraíso que tanto sonhara. Cai na perturbação de seus próprios pensamentos, vivendo o looping da desgraça cometida. Eis ai, meu amigo, o tal inferno. Viver e reviver a cada minuto, por anos ou séculos a imagem do momento em que se suicidou. É como se você se matasse diversas vezes por dia, sentindo aquela dor, vivendo aquela agonia. Não parece mais haver saída. Então, passados anos e anos após se esgotar o fluído vital do seu perispírito, você consegue, num misto de arrependimento e amargura, se ajoelhar e pedir perdão.

  O socorro vem, você recebe toda a ajuda que precisa. Mas ainda se faz de "vítima" do acaso. Ai meu amigo, a verdade vem a tona. Você vê aquilo que não se lembrava, compreende o porque de odiar tanto aquele que um dia foi seu inimigo. Talvez no passado, as desavenças tenha ocorrido entre vós e você tenha causado o mal a ele, tendo por isso ele como cobrador do mal que um dia você causou. A justiça divina é assim, precisa. Toda ação tem uma reação, seja agora, seja noutra encarnação. O algoz de hoje, será a vítima do amanhã.

  E você ai choramingando que é vítima das circunstâncias. Quando tiver a oportunidade de entender o porque das provações que vive hoje, vai lamentar ter sequer reclamado.

  Se hoje a situação está difícil, não reclame, mas esforce-se para superar as dificuldades e perdoe sempre, por pior que seja a agressão que venha a sofrer, pois tudo na vida tem volta e Deus sabe o que cada um de nós necessita para evoluirmos. Confie em Deus, siga em frente, não te faltarão recursos e condições essenciais para a superação, cabe a você ser paciente e se esforçar no caminho do bem.

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